03/10/2013
Greve atinge setores cruciais da Caixa
Dois departamentos nevrálgicos da Caixa localizados na zona sul da capital paulista tiveram suas atividades interrompidas neste 14º dia de greve. Os empregados da Superintendência Regional Santo Amaro e da Giret (Gerência de Filial e Retaguarda) cruzaram os braços nesta quarta-feira 2, o que causou efeito em dezenas de agências.
A Superintendência Regional Santo Amaro tem importância estratégica por coordenar 42 agências da região sul de São Paulo e de cidades do entorno, como Embu, Taboão da Serra e Itapecerica. As metas, temidas por grande parte dos bancários, são cobradas por esse departamento.
Já a Giret conta com 46 empregados e é responsável pelo acompanhamento das operações realizadas nessas agências como, por exemplo, compensação de cheques e liberação de crédito. O departamento também tem a função de verificar se as transações estão em conformidade com os normativos do banco.
Cansada e desanimada – Na Superintendência Regional, onde também funciona uma agência, trabalham cerca de 100 empregados. Uma bancária, que não quis se identificar, queixa-se das metas e da falta de funcionários. “A gente tem que lidar com muito estresse, tanto do público quanto por causa da cobrança por metas”, diz. Ela aponta a falta de funcionários como uma das causas. “A gente acaba ficando muito cansada e desanimada”, completa.
As insatisfações da bancária são embasadas por números. Dados do balanço do banco mostram que, de 2012 para 2013, a carteira de crédito por empregado aumentou de R$ 3.339.315 para R$ 4.509.976, crescimento de 32,7%. Ano passado, a Caixa tinha 234 contas correntes por empregado. Este ano o número subiu para 255, aumento de 9,2%. Em contrapartida, o número de empregados por agências caiu de 36,93 para 31,04, diminuição de 15,9%.
Para o diretor executivo Kardec de Jesus, a paralisação nos dois prédios administrativos serviu para mostrar a disposição de luta. “Foi importante para que a gente pudesse demonstrar para a direção da Caixa que estamos empenhados em fazer esse tipo de movimentação onde houver necessidade”, afirmou.
Precarização do trabalho – O desrespeito que os funcionários terceirizados são obrigados a suportar na sua rotina de trabalho teve uma constatação no prédio da superintendência regional.
A sala de descanso dos empregados da empresa de limpeza contratada pela Caixa está localizada ao lado do depósito de lixo, o que deixa o recinto com odor bastante desagradável. O gerente da Gilog – área responsável pelo patrimônio do banco – esteve no local nesta quarta-feira e prometeu tomar providências.
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