29/08/2013
Terceira negociação específica entre Comando e Caixa ocorre nesta quinta
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa), realiza nesta quinta-feira (29), às 15h, em Brasília, a terceira rodada de negociação específica da Campanha 2013 com a Caixa Econômica Federal. Estarão em discussão as reivindicações dos empregados sobre carreira, contratações e isonomia.
A nova rodada acontece após o Dia Nacional de Luta, ocorrido na última quinta-feira (22), definido pelo Comando Nacional a partir da decisão do 29º Conecef, que aconteceu entre os dias 17 e 19 de maio, em São Paulo.
O coordenador da CEE/Caixa e vice-presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, afirma que nas duas primeiras negociações os "nãos" da Caixa às reivindicações específicas se repetiram, indignando os empregados. "Tanto que até agora não houve avanços", salienta.
Segundo ele, nada foi apresentado pelo banco para as demandas sobre saúde do trabalhador, Saúde Caixa, condições de trabalho, aposentados, Prevhab e segurança bancária. Enquanto isso, os empregados continuam sobrecarregados nas agências, situação provocada pela carência de pessoal.
"O balanço da Caixa, que apontou lucro de R$ 3,1 bilhões no primeiro semestre, o que representa crescimento de 10,3% em comparação ao mesmo período do ano passado, mostrou que a empresa continua batendo recordes de lucratividade, não havendo, portanto, qualquer razão para serem recusadas as reivindicações específicas dos empregados. A situação é a mesma em relação ao restante do sistema financeiro nacional", destaca Jair.
Ele afirma também que o tema das condições de trabalho é uma das prioridades das negociações específicas da campanha deste ano. "É preciso acabar de uma vez por todas com a pressão e sobrecarga de trabalho nas unidades, pondo fim à frequente e desnecessária extrapolação da jornada dos empregados", ressalta.
Jair diz ainda que essa realidade é devido à ampliação do crédito, que trouxe aumento da demanda de serviços, e à falta de trabalhadores. "A luta do movimento nacional dos empregados é para que a direção da Caixa aumente a média de trabalhadores por agência".
"As conquistas que buscamos, no entanto, só virão com a participação ativa dos empregados nas mobilizações das entidades sindicais. Sem unidade nacional e força de pressão, as negociações não avançam", conclui.
Calendário de luta
Agosto
28 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização
29 - Terceira rodada de negociação específica entre Comando e Caixa
29 - Terceira rodada de negociação específica entre Comando e BB
30 - Dia Nacional de Mobilização e Paralisação das centrais sindicais pela pauta da classe trabalhadora
Setembro
3 e 4 - Mobilização em Brasília para pressionar deputados contra PL 4330 na CCJC da Câmara
5 - Quarta rodada de negociação entre o Comando e a Fenaban
Fonte: Contraf-CUT
A nova rodada acontece após o Dia Nacional de Luta, ocorrido na última quinta-feira (22), definido pelo Comando Nacional a partir da decisão do 29º Conecef, que aconteceu entre os dias 17 e 19 de maio, em São Paulo.
O coordenador da CEE/Caixa e vice-presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, afirma que nas duas primeiras negociações os "nãos" da Caixa às reivindicações específicas se repetiram, indignando os empregados. "Tanto que até agora não houve avanços", salienta.
Segundo ele, nada foi apresentado pelo banco para as demandas sobre saúde do trabalhador, Saúde Caixa, condições de trabalho, aposentados, Prevhab e segurança bancária. Enquanto isso, os empregados continuam sobrecarregados nas agências, situação provocada pela carência de pessoal.
"O balanço da Caixa, que apontou lucro de R$ 3,1 bilhões no primeiro semestre, o que representa crescimento de 10,3% em comparação ao mesmo período do ano passado, mostrou que a empresa continua batendo recordes de lucratividade, não havendo, portanto, qualquer razão para serem recusadas as reivindicações específicas dos empregados. A situação é a mesma em relação ao restante do sistema financeiro nacional", destaca Jair.
Ele afirma também que o tema das condições de trabalho é uma das prioridades das negociações específicas da campanha deste ano. "É preciso acabar de uma vez por todas com a pressão e sobrecarga de trabalho nas unidades, pondo fim à frequente e desnecessária extrapolação da jornada dos empregados", ressalta.
Jair diz ainda que essa realidade é devido à ampliação do crédito, que trouxe aumento da demanda de serviços, e à falta de trabalhadores. "A luta do movimento nacional dos empregados é para que a direção da Caixa aumente a média de trabalhadores por agência".
"As conquistas que buscamos, no entanto, só virão com a participação ativa dos empregados nas mobilizações das entidades sindicais. Sem unidade nacional e força de pressão, as negociações não avançam", conclui.
Calendário de luta
Agosto
28 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização
29 - Terceira rodada de negociação específica entre Comando e Caixa
29 - Terceira rodada de negociação específica entre Comando e BB
30 - Dia Nacional de Mobilização e Paralisação das centrais sindicais pela pauta da classe trabalhadora
Setembro
3 e 4 - Mobilização em Brasília para pressionar deputados contra PL 4330 na CCJC da Câmara
5 - Quarta rodada de negociação entre o Comando e a Fenaban
Fonte: Contraf-CUT
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