Dia da Mulher sugere reflexão sobre desafios e vitórias femininas
Após séculos de luta pela afirmação da figura feminina na sociedade, sua ampliação na vida pública e o reconhecimento de sua importância no mundo do trabalho, a mulher continua sendo discriminada no âmbito profissional, inclusive no universo bancário.
É inegável que, atualmente, mulheres ocupam cargos que eram tipicamente masculinos - o que já é uma grande conquista. A escolha de Dilma Roussef para a presidência da República também subverte a velha mentalidade patriarcal.
Porém, apesar das vitórias, o “Dia da Mulher”, celebrado em 8 de outubro, é mais do que uma data meramente comemorativa. É o momento de refletir sobre as injustiças que ainda permeiam o universo feminino.
Pesquisa realizada pela subseção do Dieese na Contraf-CUT mostra que apesar de mais escolarizadas, as mulheres ganham cerca de 24,10 % a menos que os homens. “ 71,67% das bancárias têm curso superior completo, contra 66,52% dos trabalhadores do sexo masculino. Em contrapartida, a remuneração das mulheres nos bancos privados é 29,92% inferior à dos homens, e, nos bancos públicos, a diferença é de 15,25%”, informa Amarildo Davoli, presidente do Sindicato.
Outra constatação: as mulheres tornam-se minorias nas agências a partir dos 40 anos. Enquanto os homens chegam ao final de três décadas ocupando cerca de 17 mil vagas, mulheres com o mesmo tempo de carreira ocupam 6 mil postos de trabalho.
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