Implantação de sistema gera problemas
As dificuldades vivenciadas pelos empregados da Caixa ao lidar no dia a dia com as inúmeras falhas geradas na implantação do Sisag (novo sistema utilizado pelos caixas) não são as mesmas relatadas pela gerência do banco.
“Estamos ficando até extra expediente para resolver os problemas e verificar todas as autenticações do dia, trabalho dobrado”, conta um bancário. Há relatos de agressões a empregados dentro de agências, reclamações de clientes que receberam cobrança de boletos já pagos e sobre demora no atendimento quando há duplicação no pagamento, quando o sistema trava ou quando há problemas no servidor e todas as unidades que utilizam o Sisag também param.
Os principais transtornos ocorreram nos dias 10 e 24 de dezembro com a perda de transações de quase todas as unidades com Sisag.
Cobrança – Em reunião com os supervisores da Giret na sexta-feira, 28 de dezembro, os diretores da Apcef cobraram atenção aos empregados. “Esse tipo de falha é inadmissível na homologação”, enfatizou Sérgio Takemoto, diretor-presidente da Apcef.
Na reunião, os supervisores alegaram que também participaram do treinamento da implantação e, assim como os empregados, não entendem de sistema. Afirmaram também que a partir de janeiro o Sisag não será expandido até estabilizar. O projeto-piloto iniciou com quatro agências e, atualmente, são 290 unidades em todo o país.
Pelo telefone, o supervisor geral da Gemap, Marcelo Atílio, participou da reunião e justificou que a atuação do setor é dar uma satisfação tecnológica e que estão trabalhando para dar estabilidade ao sistema e segurança nas transações. “No horário de atendimento não há programação de parada de sistema, acompanhamos alguns indicadores, quando começa deteriorar, sempre temos uma previsão, informamos a Giret que deve informar a todos”, esclarece.
A Apcef e o Sindicato acompanharão todo o desdobramento e cobrará um suporte aos empregados.
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