Brasil tem 52 instituições financeiras em processo de intervenção ou liquidação
O Brasil tem atualmente 52 empresas com problemas financeiros em processo de liquidação extrajudicial e sob intervenção do Banco Central (BC), segundo o Departamento de Liquidações Extrajudiciais daquela instituição.
As administradoras de consórcios lideram a lista. Dados atualizados com números de até 11 de junho, mostram que, das 52 empresas com problemas, 13 são consórcios, em número maior do que o de bancos na mesma situação, que são 11.
Desde que entrou em vigor a lei que estabeleceu o regime especial, em 1974, até os dados atuais, o BC determinou 792 intervenções e liquidações extrajudiciais. Do total de empresas que entraram para o regime especial, 157 foram consórcios e 112 foram bancos. Anteriormente, a fiscalização de administradoras de consórcios era feita pela Receita Federal, que repassava para o BC a tarefa de fazer a liquidação extrajudicial. Em 1991, O BC assumiu também a fiscalização de empresas de consórcios.
De acordo com o chefe do Departamento de Liquidações Extrajudiciais do BC, Dawilson Sacramento, essas empresas geralmente entram no regime especial por má administração dos recursos dos cotistas. Sacramento explica que, em muitos casos, os consórcios cobrem a inadimplência de associados de um grupo com o dinheiro de outro. “Há ainda casos de desvio de recursos”, diz.
No caso dos bancos, explica o diretor, os sistemas de gestão de recursos e de acompanhamento das instituições, além da adoção de regras internacionais, têm feito com que haja redução na determinação de regimes especiais para essas instituições.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Administradores de Consórcios (Abac), Paulo Rossi, desde que o BC passou a fiscalizar as empresas do setor, foram impostas novas regras e a fiscalização passou a ser mais rigorosa. “Muitas empresas não se adaptaram a essas normas do sistema de fiscalização”, afirmou. Em 1991, havia cerca de 550 empresas atuantes no setor. Atualmente, segundo ele, existem 294 empresas autorizadas pelo BC a funcionar. Rossi estima que, dessas, cerca de 220 devem estar ativas.
Um dos casos mais recentes de intervenção do BC foi a do Banco Morada, em abril deste ano. O pequeno banco do Rio de Janeiro tem R$ 130 milhões de depósitos a prazo e à vista, 700 correntistas e aplicadores.
Difícil
De acordo Sacramento, quando há a decisão de intervir, o primeiro passo é escolher um interventor - geralmente servidores aposentados do próprio BC são destacados para a tarefa .
A intervenção não é definitiva. O prazo é de seis meses prorrogáveis por igual período. Nesse período, existe a possibilidade de sanar os problemas da instituição, o que permite o retorno ao mercado. Entretanto, segundo Sacramento, os casos de retorno ao mercado são raros, uma vez que a instituição perde a confiança do mercado. “A credibilidade ruim afasta os clientes”, disse.
Fetec-CUT
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