Caixa entra na licitação dos Correios pelo novo contrato do Banco Postal
A Caixa Econômica Federal entrou oficialmente na concorrência bilionária da licitação do Banco Postal. Há dez anos, o contrato é do Bradesco, mas em novembro acaba o último prazo de prorrogação dessa parceria entre o banco e a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). Para estimular a concorrência e promover melhores receitas para os Correios, o governo tem estimulado seus bancos estatais a participar da licitação, cujo edital deverá ficar pronto até o fim desta semana.
Na sexta-feira, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, esteve reunido com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em que confirmou o interesse. Em nota enviada pela assessoria de imprensa ao iG, "a Caixa Econômica Federal informa que tem interesse em participar da licitação e está preparando a documentação para oficializar a proposta".
O contrato do Banco Postal é o maior para correspondentes bancários no país. Pelas agências dos correios, o vencedor do edital ganha capilaridade para estar presente em 5.266 municípios do país. Neste ano, as regras para correspondente foram atualizadas pelo Banco Central, permitindo que eles passassem a operar também com câmbio, tendo em vista a demanda pela conversão de moedas na Copa do Mundo de 2014 e na Olimpíada de 2016.
A Caixa, porém, já tem posição privilegiada no mercado de correspondentes bancários, porque usa como esse canal as mais de 10 mil casas lotéricas do país. Até o ano passado, do total de operações bancárias feitas pessoalmente, 72% ocorriam nas lotéricas, que correspondiam a mais de 40% de todo o volume transacionado na Caixa Econômica.
Condições não devem mudar
Segundo Bernardo, o prazo previsto para o leilão, em junho, não deverá ser prorrogado e não sofrerá grandes alterações. Alguns bancos sugeriram que o Bradesco teria vantagens pelo edital proposto por ter previsões e já acumular receitas com o negócio. Segundo o ministro, porém, nada muda. "Vai ter concorrência normalmente. Quem ganhar vai ser quem fizer a maior proposta de pagamento inicial."
O ministro espera, porém, que a receita para os Correios por conta do Banco Postal, de R$ 350 milhões ao ano atualmente, cresça por conta do aumento de receitas com operações financeiras nas agências. Uma das ideias para incrementar o negócio é permitir ao vencedor distribuir cartões de crédito pelo Banco Postal. "O preço será o mesmo, mas, se o movimento for maior, provavelmente a remuneração dos Correios vai subir", diz Bernardo.
Fonte: Danilo Fariello e Andréia Sadi - iG
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