12/05/2025
Bradesco segue demitindo milhares enquanto lucro cresce 39%
O Bradesco obteve lucro líquido recorrente de R$ 5,864 bilhões no primeiro trimestre de 2025. O resultado representa alta de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior. No trimestre, a alta foi de 8,6%, já que o lucro líquido foi de R$ 5,4 bilhões nos três meses imediatamente anteriores.
O retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) do banco ficou em 14,4%, com acréscimo de 3,9 pontos percentuais em doze meses. De acordo com o relatório do banco, o aumento do lucro foi influenciado pelo desempenho do resultado operacional, com alta de 51,5% em doze meses; o crescimento da receita (+15,3%), a alta da margem financeira (+13,7%) e a contribuição da margem com clientes, que aumentou 15% no período, impulsionada, em parte, pelo aumento da carteira de crédito.
As receitas com prestação de serviços e renda das tarifas bancárias cresceram 5,9% em doze meses, totalizando R$ 7,3 bilhões. Já as despesas de pessoal, considerando-se o pagamento da PLR, aumentaram 9,3% no período, totalizando R$ 6,4 bilhões. Assim, em março de 2025, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 114,77%.
Bradesco demite mais de 2 mil em 12 meses
A holding Bradesco encerrou março de 2025 com 83.365 funcionários (sendo 71.943 do Banco Bradesco), com fechamento de 2.269 postos de trabalho em doze meses e 657 postos no trimestre. De acordo com o relatório do banco, esse fechamento de postos se deu “ajustando o custo de servir e reforçando [as] equipes de tecnologia, operações e negócios”.
O número de clientes cresceu 1,7% nos últimos 12 meses, totalizando 73,5 milhões, enquanto o número de trabalhadores alocados apenas no banco caiu de 74.208 para 71.953 (queda de 3,0%). Com isto o banco passou de 974,3 clientes para cada trabalhador, para 1.021,5 clientes por trabalhador, alta de 4,8%.
Mais 2 mil agências fechadas em um ano
Em relação à estrutura física, foram fechadas 420 agências, 891 postos de atendimento e 81 unidades de negócios em doze meses, totalizando, respectivamente, 2.284 agências, 2.776 postos de atendimento (incluindo-se os postos eletrônicos - PAE) e 721 unidades de negócios ao final 1º trimestre de 2025.
"Assistimos com grande preocupação a um processo contínuo de fechamento de unidades bancárias, que tem imposto um custo alto à sociedade. Para os bancários, o resultado é uma sobrecarga crescente, que se traduz em adoecimento e desgaste. Para os clientes, significa o agravamento das filas e a queda na qualidade do atendimento. No centro dessa crise está a redução dos postos de trabalho, tema que tem sido a principal pauta de preocupação do nosso Sindicato. No caso do Bradesco, a situação é particularmente grave: agências superlotadas, equipes reduzidas ao limite e uma demanda reprimida que só cresce. Seguiremos firmes na cobrança por responsabilidade social, respeito aos trabalhadores e manutenção dos empregos. É preciso que a lógica do lucro dê lugar à valorização de quem sustenta o serviço bancário no dia a dia", ressalta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo Campolungo.
O retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) do banco ficou em 14,4%, com acréscimo de 3,9 pontos percentuais em doze meses. De acordo com o relatório do banco, o aumento do lucro foi influenciado pelo desempenho do resultado operacional, com alta de 51,5% em doze meses; o crescimento da receita (+15,3%), a alta da margem financeira (+13,7%) e a contribuição da margem com clientes, que aumentou 15% no período, impulsionada, em parte, pelo aumento da carteira de crédito.
As receitas com prestação de serviços e renda das tarifas bancárias cresceram 5,9% em doze meses, totalizando R$ 7,3 bilhões. Já as despesas de pessoal, considerando-se o pagamento da PLR, aumentaram 9,3% no período, totalizando R$ 6,4 bilhões. Assim, em março de 2025, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 114,77%.
Bradesco demite mais de 2 mil em 12 meses
A holding Bradesco encerrou março de 2025 com 83.365 funcionários (sendo 71.943 do Banco Bradesco), com fechamento de 2.269 postos de trabalho em doze meses e 657 postos no trimestre. De acordo com o relatório do banco, esse fechamento de postos se deu “ajustando o custo de servir e reforçando [as] equipes de tecnologia, operações e negócios”.
O número de clientes cresceu 1,7% nos últimos 12 meses, totalizando 73,5 milhões, enquanto o número de trabalhadores alocados apenas no banco caiu de 74.208 para 71.953 (queda de 3,0%). Com isto o banco passou de 974,3 clientes para cada trabalhador, para 1.021,5 clientes por trabalhador, alta de 4,8%.
Mais 2 mil agências fechadas em um ano
Em relação à estrutura física, foram fechadas 420 agências, 891 postos de atendimento e 81 unidades de negócios em doze meses, totalizando, respectivamente, 2.284 agências, 2.776 postos de atendimento (incluindo-se os postos eletrônicos - PAE) e 721 unidades de negócios ao final 1º trimestre de 2025.
"Assistimos com grande preocupação a um processo contínuo de fechamento de unidades bancárias, que tem imposto um custo alto à sociedade. Para os bancários, o resultado é uma sobrecarga crescente, que se traduz em adoecimento e desgaste. Para os clientes, significa o agravamento das filas e a queda na qualidade do atendimento. No centro dessa crise está a redução dos postos de trabalho, tema que tem sido a principal pauta de preocupação do nosso Sindicato. No caso do Bradesco, a situação é particularmente grave: agências superlotadas, equipes reduzidas ao limite e uma demanda reprimida que só cresce. Seguiremos firmes na cobrança por responsabilidade social, respeito aos trabalhadores e manutenção dos empregos. É preciso que a lógica do lucro dê lugar à valorização de quem sustenta o serviço bancário no dia a dia", ressalta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo Campolungo.
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