29/01/2025
Dia da Visibilidade trans: uma data de luta por respeito, dignidade e direitos
Em 29 de Janeiro é comemorado o dia da Visibilidade Trans (travestis e pessoas trans). Este dia surgiu em janeiro de 2004, por conta do lançamento da Campanha Nacional “Travesti e Respeito”, do Ministério da Saúde. A campanha foi histórica para o movimento contra a transfobia, sendo posteriormente transformada em uma data de luta.
“A data tem uma importância muito grande para o movimento sindical bancário, que tem em sua pauta de atuação a luta pelos direitos da comunidade LGBTQIA+”, observa o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim, que é também representante da Fetec-CUT/SP junto à CUT e à Contraf no Coletivo LGBTQIA+.
Mas, quando se fala em visibilidade, o que se quer dizer com isso?
Em 2024, o Brasil registrou 122 assassinatos de pessoas trans e travestis, de acordo com o Dossiê Assassinatos e Violências contra Travestis e Transexuais Brasileiras, da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Embora o número tenha apresentado uma redução de 16% em relação ao ano anterior, o país continua sendo, pelo 17º ano consecutivo, o líder mundial em assassinatos de pessoas trans. Desses 122 casos, 117 eram mulheres trans e travestis, e cinco eram homens trans.
“Embora o dia seja uma oportunidade para refletir sobre a importância de respeitar e valorizar as identidades de gênero, é também uma oportunidade para voltarmos nossos olhares às dificuldades diárias de uma população que, além de lutar por suas vidas, precisa lutar por trabalho, políticas de saúde, contra a violência e inclusive pelo reconhecimento da própria existência”, destaca Vicentim.
Falar sobre transexualidade se torna cada vez mais complexo quando se vive numa sociedade ainda guiada por discursos de ódio. Porém, a criação de projetos voltados à esta questão e de acolhimento às pessoas LGBTQIA+ aumentam cada vez mais a visibilidade do tema, contribuem para o combate à violência e para a construção de um país mais inclusivo, igualitário e com oportunidades para todos.
A Campanha Nacional dos Bancários 2024 garantiu avanços importantes, como a garantia do uso do nome social nos crachás e nos sistemas dos bancos, independentemente se a pessoa não teve este direito reconhecido ainda pelo Estado, e abriu espaço para debates fundamentais, como acerca da empregabilidade e a ascensão profissional das pessoas trans. Dentro da pauta da garantia de direitos para os bancários LGBT, a categoria conquistou ainda a extensão de todos os direitos garantidos a casais heteroafetivos para os casais homoafetivos, como por exemplo a inclusão no plano de saúde do companheiro ou da companheira.
“O apoio à diversidade sempre fez parte da história do Sindicato. A luta pela igualdade e pela defesa do direito à vida, à educação e ao trabalho decente podem ser observadas não só nas negociações específicas da categoria, mas em ações diretas envolvendo a sociedade. Nosso compromisso segue sendo criar um ambiente seguro, inclusivo e acolhedor para todas as pessoas LGBTIA+, onde possam ser verdadeiramente quem são, sem medo de julgamentos, discriminação e principalmente sem medo da violência. Celebramos as pequenas conquistas alcançadas até aqui e seguimos com esperança de futuro melhor para todas as identidades”, reitera o presidente do Sindicato.
“A data tem uma importância muito grande para o movimento sindical bancário, que tem em sua pauta de atuação a luta pelos direitos da comunidade LGBTQIA+”, observa o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim, que é também representante da Fetec-CUT/SP junto à CUT e à Contraf no Coletivo LGBTQIA+.
Mas, quando se fala em visibilidade, o que se quer dizer com isso?
Em 2024, o Brasil registrou 122 assassinatos de pessoas trans e travestis, de acordo com o Dossiê Assassinatos e Violências contra Travestis e Transexuais Brasileiras, da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Embora o número tenha apresentado uma redução de 16% em relação ao ano anterior, o país continua sendo, pelo 17º ano consecutivo, o líder mundial em assassinatos de pessoas trans. Desses 122 casos, 117 eram mulheres trans e travestis, e cinco eram homens trans.
“Embora o dia seja uma oportunidade para refletir sobre a importância de respeitar e valorizar as identidades de gênero, é também uma oportunidade para voltarmos nossos olhares às dificuldades diárias de uma população que, além de lutar por suas vidas, precisa lutar por trabalho, políticas de saúde, contra a violência e inclusive pelo reconhecimento da própria existência”, destaca Vicentim.
Falar sobre transexualidade se torna cada vez mais complexo quando se vive numa sociedade ainda guiada por discursos de ódio. Porém, a criação de projetos voltados à esta questão e de acolhimento às pessoas LGBTQIA+ aumentam cada vez mais a visibilidade do tema, contribuem para o combate à violência e para a construção de um país mais inclusivo, igualitário e com oportunidades para todos.
A Campanha Nacional dos Bancários 2024 garantiu avanços importantes, como a garantia do uso do nome social nos crachás e nos sistemas dos bancos, independentemente se a pessoa não teve este direito reconhecido ainda pelo Estado, e abriu espaço para debates fundamentais, como acerca da empregabilidade e a ascensão profissional das pessoas trans. Dentro da pauta da garantia de direitos para os bancários LGBT, a categoria conquistou ainda a extensão de todos os direitos garantidos a casais heteroafetivos para os casais homoafetivos, como por exemplo a inclusão no plano de saúde do companheiro ou da companheira.
“O apoio à diversidade sempre fez parte da história do Sindicato. A luta pela igualdade e pela defesa do direito à vida, à educação e ao trabalho decente podem ser observadas não só nas negociações específicas da categoria, mas em ações diretas envolvendo a sociedade. Nosso compromisso segue sendo criar um ambiente seguro, inclusivo e acolhedor para todas as pessoas LGBTIA+, onde possam ser verdadeiramente quem são, sem medo de julgamentos, discriminação e principalmente sem medo da violência. Celebramos as pequenas conquistas alcançadas até aqui e seguimos com esperança de futuro melhor para todas as identidades”, reitera o presidente do Sindicato.
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