27/08/2024
28 de agosto: Dia da Bancária e do Bancário, sempre de luta!
Amanhã, quarta-feira (28), é celebrado o Dia do Bancário. Anuncia-se, assim, o movimento democrático e de cidadania de todos os trabalhadores das instituições financeiras públicas e privadas e que pode continuar inspirando sempre mais, como resultado de muitas mãos, muitas histórias, muitas lutas e muitas conquistas.
A data decorre do desafio de manter os princípios que a guiaram, dando espaço aos trabalhadores do sistema financeiro, aos movimentos de resistência e de afirmação e às vozes da diversidade da categoria bancária no Brasil.
"Não se trata apenas de comemoração, mas sim uma data para resgatarmos a história e lembrarmos que todas as nossas conquistas vieram por meio de grandes lutas. Seja no caixa, no departamento, ralando para atender cliente e bater as metas, correndo do trabalho para a faculdade ou na dupla jornada depois de um dia exaustivo. Seja nas mobilizações contra as gestões abusivas, por salário justo, respeito e valorização. As razões são muitas para se orgulhar e celebrar o nosso dia, bancário e bancária”, ressalta o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
“É preciso também reafirmar nossa disposição de luta contra a instrasigência e desrespeito dos banquerios na mesa de negociação, que se negam a dar uma justa valorização pra quem, de fato, é responsável pelos excelentes resultados do setor. Contra o assédio moral e sexual, o adoecimento pela sobrecarga de trabalho, as demissões em massa. Queremos uma proposta decente da Fenaban nas negociações da Campanha Nacional 2024. O resgate da história é importante para nos sentirmos cada vez mais motivados a lutar pela preservação dos direitos e conquistar ainda mais”, acrescenta Vicentim.
Desta vez o 28 de agosto, Dia da Bancária e do Bancário, é marcado pelo mote “Juntos a gente cria o futuro”, na intenção de destacar as diversas realizações da categoria ao longo das últimas décadas e a importância da luta coletiva para os novos tempos.
A comemoração neste ano acontece nesta quarta-feira, mas o movimento surgiu em 1951, quando a classe trabalhadora do setor bancário protagonizou uma das mais longas greves da categoria na história do sistema financeiro, para reivindicar reajuste de 40%, salário-mínimo profissional e adicional por tempo de serviço. A greve foi deflagrada porque os bancários não aceitaram a contraproposta de 20% de aumento feita pelos bancos.
Depois de 69 dias de paralisação, houve a conquista de 31% de reajuste, não sem antes de as bancárias e os bancários serem alvos de repressões, demissões, transferências compulsórias, perseguições, prisões e até espancamentos. O movimento da categoria colocou em xeque a Lei de Greve do governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) e serviu de referência para lançar as bases de mais sindicatos em vários pontos do país e a criação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 1955.
A data de 28 de agosto foi oficializada como Dia do Bancário por deliberação do 4º Congresso Nacional dos Bancários, em 1952, mas só em 1964 foi transformada em lei. É feriado, atualmente, em mais de mil cidades país afora, por meio de legislação municipal e estadual específica.
A história das bancárias e dos bancários é marcada por muitas outras conquistas, fruto de uma organização autônoma nacional que serve de exemplo para outras categorias, até fora do Brasil. A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que completa 32 anos em 2024, possui caráter nacional e unificado, ostentando ainda diversas cláusulas que garantem às bancárias e aos bancários direitos além do que é previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
O Sindicato parabeniza as bancárias e os bancários por mais este 28 de agosto, comemorado com unidade, organização e disposição de luta. A campanha salarial 2024 entra agora em fase decisiva, na mesa única com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e nas negociações concomitantes com a Caixa e o banco do Brasil, e a conquista de aumento real nos salários, PLR digna, mais contratações, condições decentes de trabalho e de saúde vai depender, mais uma vez, da força e da coesão das trabalhadoras e dos trabalhadores do setor bancário. E a mobilização permanente é o nosso melhor instrumento de pressão, amparada por um desafio comum: todos juntos, nenhum direito a menos!
A data decorre do desafio de manter os princípios que a guiaram, dando espaço aos trabalhadores do sistema financeiro, aos movimentos de resistência e de afirmação e às vozes da diversidade da categoria bancária no Brasil.
"Não se trata apenas de comemoração, mas sim uma data para resgatarmos a história e lembrarmos que todas as nossas conquistas vieram por meio de grandes lutas. Seja no caixa, no departamento, ralando para atender cliente e bater as metas, correndo do trabalho para a faculdade ou na dupla jornada depois de um dia exaustivo. Seja nas mobilizações contra as gestões abusivas, por salário justo, respeito e valorização. As razões são muitas para se orgulhar e celebrar o nosso dia, bancário e bancária”, ressalta o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
“É preciso também reafirmar nossa disposição de luta contra a instrasigência e desrespeito dos banquerios na mesa de negociação, que se negam a dar uma justa valorização pra quem, de fato, é responsável pelos excelentes resultados do setor. Contra o assédio moral e sexual, o adoecimento pela sobrecarga de trabalho, as demissões em massa. Queremos uma proposta decente da Fenaban nas negociações da Campanha Nacional 2024. O resgate da história é importante para nos sentirmos cada vez mais motivados a lutar pela preservação dos direitos e conquistar ainda mais”, acrescenta Vicentim.
Desta vez o 28 de agosto, Dia da Bancária e do Bancário, é marcado pelo mote “Juntos a gente cria o futuro”, na intenção de destacar as diversas realizações da categoria ao longo das últimas décadas e a importância da luta coletiva para os novos tempos.
A comemoração neste ano acontece nesta quarta-feira, mas o movimento surgiu em 1951, quando a classe trabalhadora do setor bancário protagonizou uma das mais longas greves da categoria na história do sistema financeiro, para reivindicar reajuste de 40%, salário-mínimo profissional e adicional por tempo de serviço. A greve foi deflagrada porque os bancários não aceitaram a contraproposta de 20% de aumento feita pelos bancos.
Depois de 69 dias de paralisação, houve a conquista de 31% de reajuste, não sem antes de as bancárias e os bancários serem alvos de repressões, demissões, transferências compulsórias, perseguições, prisões e até espancamentos. O movimento da categoria colocou em xeque a Lei de Greve do governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) e serviu de referência para lançar as bases de mais sindicatos em vários pontos do país e a criação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 1955.
A data de 28 de agosto foi oficializada como Dia do Bancário por deliberação do 4º Congresso Nacional dos Bancários, em 1952, mas só em 1964 foi transformada em lei. É feriado, atualmente, em mais de mil cidades país afora, por meio de legislação municipal e estadual específica.
A história das bancárias e dos bancários é marcada por muitas outras conquistas, fruto de uma organização autônoma nacional que serve de exemplo para outras categorias, até fora do Brasil. A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que completa 32 anos em 2024, possui caráter nacional e unificado, ostentando ainda diversas cláusulas que garantem às bancárias e aos bancários direitos além do que é previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
O Sindicato parabeniza as bancárias e os bancários por mais este 28 de agosto, comemorado com unidade, organização e disposição de luta. A campanha salarial 2024 entra agora em fase decisiva, na mesa única com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e nas negociações concomitantes com a Caixa e o banco do Brasil, e a conquista de aumento real nos salários, PLR digna, mais contratações, condições decentes de trabalho e de saúde vai depender, mais uma vez, da força e da coesão das trabalhadoras e dos trabalhadores do setor bancário. E a mobilização permanente é o nosso melhor instrumento de pressão, amparada por um desafio comum: todos juntos, nenhum direito a menos!

Fundação da CUT
O dia 28 de agosto também deve ser comemorado como dia de luta por ser o dia de fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Nessa data, em 1983, durante a ditadura militar, a CUT foi criada no 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat).
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