23/07/2024
Contraf-CUT, demais centrais e movimentos populares convocam atos contra juros altos

A Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) irá contribuir com os protestos contra a alta taxa de juros praticada pelo Banco Central (BC), junto com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, em todo o país, no dia 30 de julho. Na data, ocorrerá o primeiro dos dois dias de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão colegiado do BC responsável pela definição da taxa básica de juros da economia brasileira (Selic).
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região se somará à mobilização, de maneira virtual nas redes sociais. A redução dos juros é também pauta da minuta de reivindicações da categoria bancária para a Campanha Nacional deste ano.
"Nossa Campanha vai além da luta por reivindicações específicas da categoria. Ela é também um potente movimento por uma sociedade mais justa. É uma pauta pelo país, para que o Brasil tenha crédito mais barato e possa crescer, para que possa ter investimento público, investimento privado, geração de emprego e renda. Porque se não tiver emprego, se não tiver renda, se não combater a desigualdade, também não vamos manter os empregos dos bancários", ressalta Roberto Vicentim, presidente do Sindicato.
"O Banco Central está impondo uma taxa de juros que dificulta o crescimento econômico no país. A Selic alta, além de aumentar a dívida do governo com os títulos públicos, torna o crédito mais caro aos setores produtivos, que deixam de investir e, portanto, gerar empregos. A Selic elevada também induz ao aumento dos juros bancários, impactando no aumento da dívida das famílias. É um ciclo inaceitável!", explica a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira.
Uma arma política?
No último encontro para definir a Selic, nos dias 18 e 19 de junho, o Copom decidiu manter o índice em 10,50%. Com isso, rompeu com o ciclo de cortes que vinha ocorrendo desde agosto de 2023, quando a taxa básica ficou em 13,75% durante um ano. Ciclo de cortes estes que só foi implementado após intensa pressão de movimentos sociais e críticas do setor produtivo e do presidente da República.
Por causa da Selic elevada, o Brasil é um dos países com uma das maiores taxas de juro real (que é o resultado da Selic menos a inflação) do mundo. A título de comparação, os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne 38 países de economias mais avançadas) trabalham com juros básicos que não chegam a alcançar dois dígitos. Na União Europeia, por exemplo, o índice está em 3,75% ao ano.
O Brasil não poderia reduzir a Selic para esse nível por ter moeda menos valorizada, mas os percentuais determinados pelo Copom nos últimos anos são apontados como muito acima do aceitável por economistas, um deles é o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz que, em março do ano passado declarou à CNN Brasil que “as taxas de juros reais brasileiras são muito, muito altas”.
O economista Ladislau Dowbor, professor da PUC São Paulo, alerta que a Selic praticada no país serve ao rentismo, ou seja, à exploração de aplicações financeiras, desviando recursos que poderiam ser investidos em setores que produzem empregos. "Não se trata de altos e baixos do mercado. É um sistema estruturado de extração de renda", afirma.
O secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale, ressalta que o movimento sindical bancário participa da campanha #JurosBaixosJá desde o início do ano passado. “A categoria tem histórico em ações para chamar a atenção da sociedade sobre a relação da Selic com o desempenho econômico do país. Desde o ano passado, voltamos a reforçar a pauta, juntando forças com outros movimentos sociais contra a política do Banco Central que insiste numa taxa de juros elevadíssima, que em nada contribui para o desenvolvimento e o crescimento econômico”, pontua.
Pesquisa Quaest divulgada no dia 10 deste mês apontou que a maioria dos brasileiros (66%) concordava com as críticas à política de juros do Banco Central, enquanto 23% discordavam e outros 11% não sabiam ou não responderam.
"Essa pesquisa mostra que a população compreende o assunto e entende que os juros altos afetam a vida de todos. Mostra, ainda, que o Banco Central está atuando contrário aos interesses do país, uma vez que a maioria discorda das decisões da entidade", pontuou Juvandia. "O que revela também que o BC e não é independente na prática, porque vem submetendo todas as suas decisões ao mercado, em detrimento do cumprimento das suas obrigações, previstas em lei que são o crescimento econômico do país e o pleno emprego", completa.
"Vamos continuar atuando para mostrar que a Selic muito elevada mexe na qualidade de vida e no bolso de todos nós, e assim pressionar aqueles que tomam decisões a portas fechadas, considerando apenas seus investimentos em detrimento do desenvolvimento de todo um país”, acrescenta o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
"O Banco Central está impondo uma taxa de juros que dificulta o crescimento econômico no país. A Selic alta, além de aumentar a dívida do governo com os títulos públicos, torna o crédito mais caro aos setores produtivos, que deixam de investir e, portanto, gerar empregos. A Selic elevada também induz ao aumento dos juros bancários, impactando no aumento da dívida das famílias. É um ciclo inaceitável!", explica a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira.
Uma arma política?
No último encontro para definir a Selic, nos dias 18 e 19 de junho, o Copom decidiu manter o índice em 10,50%. Com isso, rompeu com o ciclo de cortes que vinha ocorrendo desde agosto de 2023, quando a taxa básica ficou em 13,75% durante um ano. Ciclo de cortes estes que só foi implementado após intensa pressão de movimentos sociais e críticas do setor produtivo e do presidente da República.
Por causa da Selic elevada, o Brasil é um dos países com uma das maiores taxas de juro real (que é o resultado da Selic menos a inflação) do mundo. A título de comparação, os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne 38 países de economias mais avançadas) trabalham com juros básicos que não chegam a alcançar dois dígitos. Na União Europeia, por exemplo, o índice está em 3,75% ao ano.
O Brasil não poderia reduzir a Selic para esse nível por ter moeda menos valorizada, mas os percentuais determinados pelo Copom nos últimos anos são apontados como muito acima do aceitável por economistas, um deles é o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz que, em março do ano passado declarou à CNN Brasil que “as taxas de juros reais brasileiras são muito, muito altas”.
O economista Ladislau Dowbor, professor da PUC São Paulo, alerta que a Selic praticada no país serve ao rentismo, ou seja, à exploração de aplicações financeiras, desviando recursos que poderiam ser investidos em setores que produzem empregos. "Não se trata de altos e baixos do mercado. É um sistema estruturado de extração de renda", afirma.
O secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale, ressalta que o movimento sindical bancário participa da campanha #JurosBaixosJá desde o início do ano passado. “A categoria tem histórico em ações para chamar a atenção da sociedade sobre a relação da Selic com o desempenho econômico do país. Desde o ano passado, voltamos a reforçar a pauta, juntando forças com outros movimentos sociais contra a política do Banco Central que insiste numa taxa de juros elevadíssima, que em nada contribui para o desenvolvimento e o crescimento econômico”, pontua.
Pesquisa Quaest divulgada no dia 10 deste mês apontou que a maioria dos brasileiros (66%) concordava com as críticas à política de juros do Banco Central, enquanto 23% discordavam e outros 11% não sabiam ou não responderam.
"Essa pesquisa mostra que a população compreende o assunto e entende que os juros altos afetam a vida de todos. Mostra, ainda, que o Banco Central está atuando contrário aos interesses do país, uma vez que a maioria discorda das decisões da entidade", pontuou Juvandia. "O que revela também que o BC e não é independente na prática, porque vem submetendo todas as suas decisões ao mercado, em detrimento do cumprimento das suas obrigações, previstas em lei que são o crescimento econômico do país e o pleno emprego", completa.
"Vamos continuar atuando para mostrar que a Selic muito elevada mexe na qualidade de vida e no bolso de todos nós, e assim pressionar aqueles que tomam decisões a portas fechadas, considerando apenas seus investimentos em detrimento do desenvolvimento de todo um país”, acrescenta o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
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