28/04/2023
1º de Maio faz parte da história da classe trabalhadora no mundo
O 1º de Maio marca a luta da classe trabalhadora desde 1886, quando uma greve geral foi deflagrada nos Estados Unidos, com a reivindicação da redução da jornada, de até 17 horas, para oito horas. Dias depois, violentos confrontos entre manifestantes e polícia causaram mortes dos dois lados em Chicago. Sete operários líderes desse movimento, conhecido como Revolta de Haymarket, foram condenados à forca.
Em protestos na data, em 1891, dez manifestantes foram mortos em Paris, fato que consolidou o Dia do Trabalhador internacionalmente. A França aprovou o turno de oito horas e decretou feriado a partir do 1º de Maio de 1919, quando começou a ser seguida por outros países. No Brasil, isso ocorreu em 1925. Os Estados Unidos não reconhecem a data, mas reduziram a jornada para oito horas em 1890.
Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, “no 1º de Maio, os trabalhadores se juntam para expressar sua importância e manifestar sua força em todo o mundo”. Por isso, completou, “nossa mobilização é um compromisso em favor de um mundo melhor, com dignidade, justiça e oportunidades para as pessoas de todas as nações.”
A dirigente também reforça que o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora é uma data de união de todos. “Não interessa se da cidade ou do campo, se do Brasil, de outro país latino-americano ou de qualquer outro continente, estamos todos na mesma luta por melhores condições de trabalho e por mais direitos para a classe trabalhadora”, concluiu.
"Que este dia tão representativo, seja um momento de celebração acerca das conquistas históricas, mas que seja, acima de tudo, um momento de reflexão sobre os desafios que ainda devem ser enfrentados. Nossa homenagem e gratidão a todos os trabalhadores que, na batalha diária da vida, superam as dificuldades e conquistam o seu espaço. Em especial, à categoria bancária, por sua contribuição para o desenvolvimento da economia do país e de toda a sociedade. Que esse e todos os outros dias do ano sejam marcados pelo respeito, valorização e reconhecimento que todo trabalhador merece!", acrescenta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
No Brasil
O movimento dos trabalhadores ganhou força no Brasil no começo do século passado, com os imigrantes europeus, em especial italianos e espanhóis, que vieram trabalhar nas fábricas. Em 1917, aconteceu a primeira grande greve no país.
Getúlio Vargas investiu numa política paternalista, que controlou os sindicatos, mas trouxe garantias. Ele criou o salário-mínimo em 1940 e instituiu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no 1º de maio de 1943, que garantiu turno de oito horas, férias, previdência e direitos específicos para a mulher e o menor, entre outros.
Após 1964, a ditadura militar passou a massacrar os movimentos populares: sindicatos sofreram intervenção e sindicalistas foram cassados e presos. O regime, para favorecer o capital, extinguiu a reposição salarial pela inflação e proibiu manifestações de toda forma. Pelegos dominaram os sindicatos e passaram a usar o 1º de Maio para homenagear o governo opressor e o patrão explorador.
Resistência
Em 1977, os metalúrgicos do ABC paulista, sob a liderança de Lula, exigiram 34% de reajuste na campanha salarial e fizeram as primeiras grandes manifestações no Brasil desde o golpe de 1964. O movimento atingiu o ápice em 1980, com uma greve de 41 dias. A ditadura prendeu líderes sindicais, entre eles Lula, e proibiu o 1º de Maio, mas 150 mil trabalhadores se reuniram numa missa e realizam uma das mais belas manifestações da história do Brasil.
Na década de 1980 a classe trabalhadora se fortaleceu. Em 1983, metalúrgicos, bancários, petroleiros, químicos, motoristas e vidreiros, exigiram redução de jornada, 100% para horas extras, seguro-desemprego, estabilidade e o fim da carestia. Nesse clima, foi criada a Central Única dos Trabalhadores, a CUT. A mobilização garantiu aos trabalhadores a conquista desses e outros direitos na Constituição de 1988.
Conheça mais detalhes da história do 1º de Maio no vídeo abaixo
Em protestos na data, em 1891, dez manifestantes foram mortos em Paris, fato que consolidou o Dia do Trabalhador internacionalmente. A França aprovou o turno de oito horas e decretou feriado a partir do 1º de Maio de 1919, quando começou a ser seguida por outros países. No Brasil, isso ocorreu em 1925. Os Estados Unidos não reconhecem a data, mas reduziram a jornada para oito horas em 1890.
Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, “no 1º de Maio, os trabalhadores se juntam para expressar sua importância e manifestar sua força em todo o mundo”. Por isso, completou, “nossa mobilização é um compromisso em favor de um mundo melhor, com dignidade, justiça e oportunidades para as pessoas de todas as nações.”
A dirigente também reforça que o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora é uma data de união de todos. “Não interessa se da cidade ou do campo, se do Brasil, de outro país latino-americano ou de qualquer outro continente, estamos todos na mesma luta por melhores condições de trabalho e por mais direitos para a classe trabalhadora”, concluiu.
"Que este dia tão representativo, seja um momento de celebração acerca das conquistas históricas, mas que seja, acima de tudo, um momento de reflexão sobre os desafios que ainda devem ser enfrentados. Nossa homenagem e gratidão a todos os trabalhadores que, na batalha diária da vida, superam as dificuldades e conquistam o seu espaço. Em especial, à categoria bancária, por sua contribuição para o desenvolvimento da economia do país e de toda a sociedade. Que esse e todos os outros dias do ano sejam marcados pelo respeito, valorização e reconhecimento que todo trabalhador merece!", acrescenta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
No Brasil
O movimento dos trabalhadores ganhou força no Brasil no começo do século passado, com os imigrantes europeus, em especial italianos e espanhóis, que vieram trabalhar nas fábricas. Em 1917, aconteceu a primeira grande greve no país.
Getúlio Vargas investiu numa política paternalista, que controlou os sindicatos, mas trouxe garantias. Ele criou o salário-mínimo em 1940 e instituiu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no 1º de maio de 1943, que garantiu turno de oito horas, férias, previdência e direitos específicos para a mulher e o menor, entre outros.
Após 1964, a ditadura militar passou a massacrar os movimentos populares: sindicatos sofreram intervenção e sindicalistas foram cassados e presos. O regime, para favorecer o capital, extinguiu a reposição salarial pela inflação e proibiu manifestações de toda forma. Pelegos dominaram os sindicatos e passaram a usar o 1º de Maio para homenagear o governo opressor e o patrão explorador.
Resistência
Em 1977, os metalúrgicos do ABC paulista, sob a liderança de Lula, exigiram 34% de reajuste na campanha salarial e fizeram as primeiras grandes manifestações no Brasil desde o golpe de 1964. O movimento atingiu o ápice em 1980, com uma greve de 41 dias. A ditadura prendeu líderes sindicais, entre eles Lula, e proibiu o 1º de Maio, mas 150 mil trabalhadores se reuniram numa missa e realizam uma das mais belas manifestações da história do Brasil.
Na década de 1980 a classe trabalhadora se fortaleceu. Em 1983, metalúrgicos, bancários, petroleiros, químicos, motoristas e vidreiros, exigiram redução de jornada, 100% para horas extras, seguro-desemprego, estabilidade e o fim da carestia. Nesse clima, foi criada a Central Única dos Trabalhadores, a CUT. A mobilização garantiu aos trabalhadores a conquista desses e outros direitos na Constituição de 1988.
Conheça mais detalhes da história do 1º de Maio no vídeo abaixo
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