12/04/2023
Bancários intensificam luta contra metas abusivas
Bancários de todo o país foram às ruas e às redes sociais, na terça-feira (11), para denunciar o assédio e a pressão realizada pelos bancos na cobrança abusiva pelo cumprimento de metas e os prejuízos que esta prática causa nos trabalhadores da categoria. As atividades marcaram o lançamento da campanha Menos Metas, Mais Saúde, promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), pelo Sindicato dos Bancários de Catanduva e região e demais sindicatos e federações filiados. A campanha terá duração de seis meses.
“Há anos reivindicamos que as metas e as formas de cobranças do seu cumprimento sejam estabelecidas com a participação dos trabalhadores que terão que cumpri-las, mas os bancos alegam que se trata de uma questão de gestão e que esta decisão cabe somente a eles”, disse o secretário de Saúde do Trabalhador, Mauro Salles.
“As consequências são desastrosas para os trabalhadores. O cenário de adoecimento físico e mental da categoria piora a cada ano, com transtornos psicológicos e as LER/Dort. E, nos últimos tempos, também tem aumentado o número de suicídios entre os bancários”, completou.
O Sindicato participou de um tuitaço nacional, na terça-feira, que mobilizou as redes com a hashtag #MenosMetasMaisSaúde. As atividades seguem nos próximos dias também com reuniões e a distribuição de boletins e panfletos para os trabalhadores, clientes dos bancos e a população nas agências lotadas na base da entidade.
"Estatísticas oficiais têm demonstrado que os bancários estão cada vez mais doentes por problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Uma das principais causas de adoecimento é a cobrança por metas de produtividade que propicia o assédio moral e outras formas de violência. É fundamental que o tema seja debatido para que o trabalhador não 'naturalize' o problema e se conscientize da importância de se contrapor às metas abusivas e à prática do assédio moral. Combater a pressão pelas metas é tão importante quanto lutar por salários melhores e por PLR mais justa. Não adianta emprego e salário sem que o bancário tenha saúde e qualidade de vida para trabalhar”, alertou o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
“Para as bancárias e bancários pode não ser novidade, afinal eles sofrem as consequências em seu dia a dia, mas nossa intenção é denunciar a situação para clientes e a população de uma forma geral. Queremos mostrar que os bancos não são os ‘bons-moços’ retratados em suas publicidades”, explicou Mauro Salles, o dirigente da Contraf-CUT. “Muita coisa fica escondida atrás dos outdoors e das propagandas de TV.”
"A população também sofre com as metas, pois muitas vezes os funcionários são obrigados a empurrar produtos que os clientes nem precisam por conta da pressão das instituições financeiras. Nossa categoria têm uma série de reivindicações que visam melhorar a vida não só dos trabalhadores bancários, mas também dos usuários dos bancos e de toda a sociedade. Somos um Sindicato-Cidadão, existimos para os bancários e bancárias e também para a sociedade", completou Vicentim.
“Há anos reivindicamos que as metas e as formas de cobranças do seu cumprimento sejam estabelecidas com a participação dos trabalhadores que terão que cumpri-las, mas os bancos alegam que se trata de uma questão de gestão e que esta decisão cabe somente a eles”, disse o secretário de Saúde do Trabalhador, Mauro Salles.
“As consequências são desastrosas para os trabalhadores. O cenário de adoecimento físico e mental da categoria piora a cada ano, com transtornos psicológicos e as LER/Dort. E, nos últimos tempos, também tem aumentado o número de suicídios entre os bancários”, completou.
O Sindicato participou de um tuitaço nacional, na terça-feira, que mobilizou as redes com a hashtag #MenosMetasMaisSaúde. As atividades seguem nos próximos dias também com reuniões e a distribuição de boletins e panfletos para os trabalhadores, clientes dos bancos e a população nas agências lotadas na base da entidade.
"Estatísticas oficiais têm demonstrado que os bancários estão cada vez mais doentes por problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Uma das principais causas de adoecimento é a cobrança por metas de produtividade que propicia o assédio moral e outras formas de violência. É fundamental que o tema seja debatido para que o trabalhador não 'naturalize' o problema e se conscientize da importância de se contrapor às metas abusivas e à prática do assédio moral. Combater a pressão pelas metas é tão importante quanto lutar por salários melhores e por PLR mais justa. Não adianta emprego e salário sem que o bancário tenha saúde e qualidade de vida para trabalhar”, alertou o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
“Para as bancárias e bancários pode não ser novidade, afinal eles sofrem as consequências em seu dia a dia, mas nossa intenção é denunciar a situação para clientes e a população de uma forma geral. Queremos mostrar que os bancos não são os ‘bons-moços’ retratados em suas publicidades”, explicou Mauro Salles, o dirigente da Contraf-CUT. “Muita coisa fica escondida atrás dos outdoors e das propagandas de TV.”
"A população também sofre com as metas, pois muitas vezes os funcionários são obrigados a empurrar produtos que os clientes nem precisam por conta da pressão das instituições financeiras. Nossa categoria têm uma série de reivindicações que visam melhorar a vida não só dos trabalhadores bancários, mas também dos usuários dos bancos e de toda a sociedade. Somos um Sindicato-Cidadão, existimos para os bancários e bancárias e também para a sociedade", completou Vicentim.
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