07/03/2023
Devolução dos IHCDs pode comprometer as políticas de crédito da Caixa
O Conselho de Administração da Caixa, ainda no governo Bolsonaro (PL), decidiu devolver, até 2026, R$ 21,1 bilhões de Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD) ao Tesouro. A decisão aconteceu a partir de uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2021, para que o banco apresentasse um cronograma de devolução dos recursos.
A decisão preocupa o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto. “Além da privatização da Caixa Seguridade, do uso eleitoral do banco e da gestão de assédio e medo sob comando de Pedro Guimarães, o governo Bolsonaro deixou mais esta herança de prejuízo ao banco. A devolução dos IHCDs pode comprometer a capacidade do banco de execução das políticas de crédito. É muito sério, especialmente neste momento em que a Caixa volta a ser essencial nas políticas do governo para o desenvolvimento do país”, avaliou Takemoto.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, essa foi uma forma do governo Bolsonaro amarrar a atuação dos Bancos Públicos neste novo governo. "O projeto era também dificultar a atuação dos novos gestores. Declaradamente, a gestão passada retirou recursos que seriam investidos em políticas públicas e os transferiu para os bancos privados, que são os principais detentores da própria dívida pública", alertou o diretor.
O IHCD é um tipo de operação para reforçar o capital das instituições financeiras. Entre 2007 e 2013 a Caixa realizou seis contratos de IHCD junto ao Tesouro Nacional para permitir a ampliação da oferta de crédito, a diminuição da taxa de juros e o aumento da capacidade do banco em investimentos na habitação, saneamento, infraestrutura, entre outros.
É importante lembrar que os IHCDs não têm data de vencimento, portanto, não prevê prazo para a devolução do recurso. A operação é atrativa tanto para a Caixa, que capta recursos mais atrativos para suas operações, quanto para o Tesouro, que é remunerado e com reduzido risco de inadimplência.
No início de fevereiro, a presidenta da Caixa, Rita Serrano, se encontrou com o ministro da Fazenda, Fernado Haddad, para tratar do assunto e busca sensibilizar o TCU na ampliação do prazo de devolução. “Vamos buscar interlocutores e conversar com o TCU para alongar a pelo menos oito anos, ou prazo maior”, disse a presidenta do banco em entrevista ao jornal Valor Econômico.
A decisão preocupa o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto. “Além da privatização da Caixa Seguridade, do uso eleitoral do banco e da gestão de assédio e medo sob comando de Pedro Guimarães, o governo Bolsonaro deixou mais esta herança de prejuízo ao banco. A devolução dos IHCDs pode comprometer a capacidade do banco de execução das políticas de crédito. É muito sério, especialmente neste momento em que a Caixa volta a ser essencial nas políticas do governo para o desenvolvimento do país”, avaliou Takemoto.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, essa foi uma forma do governo Bolsonaro amarrar a atuação dos Bancos Públicos neste novo governo. "O projeto era também dificultar a atuação dos novos gestores. Declaradamente, a gestão passada retirou recursos que seriam investidos em políticas públicas e os transferiu para os bancos privados, que são os principais detentores da própria dívida pública", alertou o diretor.
O IHCD é um tipo de operação para reforçar o capital das instituições financeiras. Entre 2007 e 2013 a Caixa realizou seis contratos de IHCD junto ao Tesouro Nacional para permitir a ampliação da oferta de crédito, a diminuição da taxa de juros e o aumento da capacidade do banco em investimentos na habitação, saneamento, infraestrutura, entre outros.
É importante lembrar que os IHCDs não têm data de vencimento, portanto, não prevê prazo para a devolução do recurso. A operação é atrativa tanto para a Caixa, que capta recursos mais atrativos para suas operações, quanto para o Tesouro, que é remunerado e com reduzido risco de inadimplência.
No início de fevereiro, a presidenta da Caixa, Rita Serrano, se encontrou com o ministro da Fazenda, Fernado Haddad, para tratar do assunto e busca sensibilizar o TCU na ampliação do prazo de devolução. “Vamos buscar interlocutores e conversar com o TCU para alongar a pelo menos oito anos, ou prazo maior”, disse a presidenta do banco em entrevista ao jornal Valor Econômico.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Representantes dos funcionários do Santander entregam minuta de reivindicações ao banco após encontro nacional
- Fim da escala 6x1 enfrenta ofensiva de parlamentares ligados ao patronato
- CUSC segue sem resposta da Caixa e reforça cobrança por diálogo antes de reunião agendada
- Contraf-CUT lança revista inspirada em álbum da Copa e coloca em campo os desafios da categoria bancária
- 28ª Conferência Nacional dos Bancários aprova pauta e define eixos de lutas da Campanha Nacional Unificada
- Campanha Nacional dos Bancários 2026 terá identidade visual marcada por esperança, unidade e luta
- Pelos bancários e pelo Brasil! Está aberta a 28ª Conferência Nacional dos Bancários
- Consulta Nacional dos Bancários 2026 mostra força da categoria e aponta prioridades para a Campanha Nacional
- Lucros recordes do sistema financeiro e endividamento das famílias marcam os desafios da campanha salarial 2026
- Categoria debate sobre estratégia de comunicação e organização durante 28ª Conferência Nacional dos Bancários
- Conjuntura internacional, guerra tecnológica e desafios do desenvolvimento pautam segundo dia da 28ª Conferência Nacional dos Bancários
- Encontro Nacional dos Funcionários do Itaú define reivindicações específicas para 2026
- Sindicato realiza dia 23 Assembleia Virtual da Campanha Nacional 2026
- 41º Conecef aprova plano de lutas e reivindicações das empregadas e empregados da Caixa
- Encontro Nacional do Bradesco aprova pauta de reivindicações e plano de lutas para a Campanha Nacional 2026