27/02/2023
28 de fevereiro é Dia Internacional de Combate às LER/Dort: doenças ameaçam saúde d@s bancári@s
Nesta terça-feira, 28 de fevereiro, é o Dia Internacional de Combate às LER/Dort. A data foi instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2000, devido ao crescimento das doenças entre os trabalhadores.
As Ler/Dort – lesões por esforços repetitivo/distúrbios osteomoleculares – são um grupo de doenças (tendinite, bursite, mialgias etc.) fundamentalmente relacionadas ao trabalho. As doenças se caracterizam por dores crônicas que atingem principalmente os membros superiores (dedos, mãos, punhos, antebraços, ombros e braços), membros inferiores e coluna vertebral (pescoço, coluna torácica e lombar), decorrentes de sobrecarga do sistema musculoesquelético no trabalho.
“Infelizmente essas enfermidades fazem parte da vida de muitos trabalhadores bancários e são consequências da cobrança cada vez maior por aumento na produtividade, pressão para o cumprimento das metas, atividades operacionais em posturas incômodas por longos períodos, rapidez e movimentos repetitivos. No Brasil, segundo dados do INSS, os bancários adoecem 150% vezes a mais que a população em geral em relação às LER/DORT. A cobrança de medidas preventivas, além da garantia de atenção aos portadores de lesões, é uma pauta permanente do Sindicato direito no que tange à saúde e condições de trabalho dignas para a categoria”, ressalta Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região.
Entre 2012 e 2016, 89% de todos os acidentes reconhecidos pelo INSS para bancários e financiários eram transtornos mentais e Ler/Dort, sendo que 45% eram LER/Dort, 44% eram transtornos mentais e 11% outros acidentes. Entre 2017 e 2021, 90% dos acidentes reconhecidos foram também de LER/Dort e transtornos mentais (46% Ler/Dort, 44% transtornos mentais e 10% outros acidentes).
Dos afastamentos não reconhecidos como acidentes, ou seja, os benefícios comuns, entre 2012/2016, as LER/Dort e os transtornos mentais somavam 47% do total. Entre 2017/2021 esse número subiu para 55%.
Com a expansão das plataformas digitais, este cenário de adoecimento tende a ser agravado ainda mais. O trabalho bancário tem tornando a rotina de uso de computador cada vez mais intensa. Há também a questão do homeoffice e a garantia de um ambiente de trabalho adequado.
"Este é um importante momento para resgatarmos o debate a fim de desmistificar a falsa crença de que essas doenças estão superadas nos locais de trabalho do país e de todo o mundo – isso só interessa aos patrões – , alertando os trabalhadores de que é preciso permanecer vigilantes, denunciando sempre ao Sindicato as condições inadequadas e as pressões por produtividade, para que juntos possamos exigir das empresas melhoras nos ambientes e revisão dos processos de trabalho", concluiu Vicentim.
Prevenção é o mais importante
Procure organizar-se com outros trabalhadores, mantendo um diálogo frequente com o Sindicato, para discutir as condições de trabalho e as formas de diminuir os riscos de acidentes e doenças do trabalho.
– Quando possível, faça pausas durante a jornada de trabalho para que seu corpo possa descansar e, em outros momentos, programe-se para fazer alongamentos e relaxamentos para se cuidar.
– Faça caminhadas diárias de no mínimo 30 minutos, começando com 15 minutos.
– Pratique alguma atividade física que possibilite o alongamento e o relaxamento dos músculos, porque os remédios ajudam, mas não devem ser a única forma.
– Se os sintomas persistirem, procure o Centro de Saúde mais próximo de casa.
– Converse com os profissionais de saúde para tirar suas dúvidas a respeito de seu problema de saúde, porque assim poderá prevenir a doença ou seu agravamento pelo trabalho.
As Ler/Dort – lesões por esforços repetitivo/distúrbios osteomoleculares – são um grupo de doenças (tendinite, bursite, mialgias etc.) fundamentalmente relacionadas ao trabalho. As doenças se caracterizam por dores crônicas que atingem principalmente os membros superiores (dedos, mãos, punhos, antebraços, ombros e braços), membros inferiores e coluna vertebral (pescoço, coluna torácica e lombar), decorrentes de sobrecarga do sistema musculoesquelético no trabalho.
“Infelizmente essas enfermidades fazem parte da vida de muitos trabalhadores bancários e são consequências da cobrança cada vez maior por aumento na produtividade, pressão para o cumprimento das metas, atividades operacionais em posturas incômodas por longos períodos, rapidez e movimentos repetitivos. No Brasil, segundo dados do INSS, os bancários adoecem 150% vezes a mais que a população em geral em relação às LER/DORT. A cobrança de medidas preventivas, além da garantia de atenção aos portadores de lesões, é uma pauta permanente do Sindicato direito no que tange à saúde e condições de trabalho dignas para a categoria”, ressalta Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região.
Entre 2012 e 2016, 89% de todos os acidentes reconhecidos pelo INSS para bancários e financiários eram transtornos mentais e Ler/Dort, sendo que 45% eram LER/Dort, 44% eram transtornos mentais e 11% outros acidentes. Entre 2017 e 2021, 90% dos acidentes reconhecidos foram também de LER/Dort e transtornos mentais (46% Ler/Dort, 44% transtornos mentais e 10% outros acidentes).
Dos afastamentos não reconhecidos como acidentes, ou seja, os benefícios comuns, entre 2012/2016, as LER/Dort e os transtornos mentais somavam 47% do total. Entre 2017/2021 esse número subiu para 55%.
Com a expansão das plataformas digitais, este cenário de adoecimento tende a ser agravado ainda mais. O trabalho bancário tem tornando a rotina de uso de computador cada vez mais intensa. Há também a questão do homeoffice e a garantia de um ambiente de trabalho adequado.
"Este é um importante momento para resgatarmos o debate a fim de desmistificar a falsa crença de que essas doenças estão superadas nos locais de trabalho do país e de todo o mundo – isso só interessa aos patrões – , alertando os trabalhadores de que é preciso permanecer vigilantes, denunciando sempre ao Sindicato as condições inadequadas e as pressões por produtividade, para que juntos possamos exigir das empresas melhoras nos ambientes e revisão dos processos de trabalho", concluiu Vicentim.
Prevenção é o mais importante
Procure organizar-se com outros trabalhadores, mantendo um diálogo frequente com o Sindicato, para discutir as condições de trabalho e as formas de diminuir os riscos de acidentes e doenças do trabalho.
– Quando possível, faça pausas durante a jornada de trabalho para que seu corpo possa descansar e, em outros momentos, programe-se para fazer alongamentos e relaxamentos para se cuidar.
– Faça caminhadas diárias de no mínimo 30 minutos, começando com 15 minutos.
– Pratique alguma atividade física que possibilite o alongamento e o relaxamento dos músculos, porque os remédios ajudam, mas não devem ser a única forma.
– Se os sintomas persistirem, procure o Centro de Saúde mais próximo de casa.
– Converse com os profissionais de saúde para tirar suas dúvidas a respeito de seu problema de saúde, porque assim poderá prevenir a doença ou seu agravamento pelo trabalho.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões