25/07/2022
Hoje (25) tem negociação com a Caixa sobre jornada e condições de trabalho
A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal se reunirá com o banco nesta segunda-feira (25) para dar continuidade às negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos empregados da Caixa, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
“Esta reunião era para ter sido realizada na semana passada, mas foi cancelada devida à trágica morte de um diretor do banco”, lembrou o coordenador da CEE, Clotário Cardoso. “Vamos retomar as negociações e temos como primeiro objetivo a manutenção dos direitos já garantidos no atual acordo, mas queremos avançar em questões que envolvem a gestão de desempenho, nos processos de descomissionamentos arbitrários, melhoras no sistema e equipamentos, em questões que envolvem o assédio moral nas ações de cobrança de metas, mesmo para quem opera com numerários, na transparência dos processos de seleção interna e as que envolvem a jornada de trabalho, como a marcação de ponto”, destacou Clotário Cardoso.
Outra questão que será tratada na reunião desta segunda-feira é a cobrança de mais contratações. “Os empregados estão sobrecarregados e trabalhando em péssimas condições. Alguns precisam realizar atendimentos telefônicos pelo ‘Interaxa’ ao mesmo tempo que estão em atendimento presencial nas agências. O banco precisa convocar os aprovados em concurso para suprir a demanda de novos empregados”, disse a diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Eliana Brasil.
"O processo de precarização das condições de trabalho na Caixa se intensificou ainda mais durante a pandemia. Está mais escancarado a cada dia o projeto em curso para desmontar a Caixa, que chegou a ter 101 mil empregados em 2014 e agora tem menos de 85 mil. Com menos trabalhadores, agências são fechadas. Quadro de pessoal e estrutura menores resultam em atuação menor da empresa e mais adoecimento para a categoria. Há relatos de empregados que já trabalham sob o efeito de medicamentos controlados, já que desenvolveram quadros de ansiedade, síndrome do pânico, depressão e síndrome de burnout pela cobrança abusiva de metas e extrapolação da jornada. Valorizar os empregados é oferecer condições de trabalho adequadas", reforça o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Todas as reivindicações foram entregues à Caixa no dia 15 de junho, mesmo dia em que a minuta de reivindicações de toda a categoria foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Veja abaixo o calendário de negociações
“Esta reunião era para ter sido realizada na semana passada, mas foi cancelada devida à trágica morte de um diretor do banco”, lembrou o coordenador da CEE, Clotário Cardoso. “Vamos retomar as negociações e temos como primeiro objetivo a manutenção dos direitos já garantidos no atual acordo, mas queremos avançar em questões que envolvem a gestão de desempenho, nos processos de descomissionamentos arbitrários, melhoras no sistema e equipamentos, em questões que envolvem o assédio moral nas ações de cobrança de metas, mesmo para quem opera com numerários, na transparência dos processos de seleção interna e as que envolvem a jornada de trabalho, como a marcação de ponto”, destacou Clotário Cardoso.
Outra questão que será tratada na reunião desta segunda-feira é a cobrança de mais contratações. “Os empregados estão sobrecarregados e trabalhando em péssimas condições. Alguns precisam realizar atendimentos telefônicos pelo ‘Interaxa’ ao mesmo tempo que estão em atendimento presencial nas agências. O banco precisa convocar os aprovados em concurso para suprir a demanda de novos empregados”, disse a diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Eliana Brasil.
"O processo de precarização das condições de trabalho na Caixa se intensificou ainda mais durante a pandemia. Está mais escancarado a cada dia o projeto em curso para desmontar a Caixa, que chegou a ter 101 mil empregados em 2014 e agora tem menos de 85 mil. Com menos trabalhadores, agências são fechadas. Quadro de pessoal e estrutura menores resultam em atuação menor da empresa e mais adoecimento para a categoria. Há relatos de empregados que já trabalham sob o efeito de medicamentos controlados, já que desenvolveram quadros de ansiedade, síndrome do pânico, depressão e síndrome de burnout pela cobrança abusiva de metas e extrapolação da jornada. Valorizar os empregados é oferecer condições de trabalho adequadas", reforça o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Todas as reivindicações foram entregues à Caixa no dia 15 de junho, mesmo dia em que a minuta de reivindicações de toda a categoria foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Veja abaixo o calendário de negociações
- 25/7 (segunda-feira) – Condições e jornada de trabalho
- 27/7 (quarta-feira) – Saúde do trabalhador e Saúde Caixa
Além destes temas, também ocorrerão reuniões sobre Teletrabalho; Funcef e benefícios; e outras pendências, mas as datas ainda não foram definidas.
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