07/07/2022
Novos diretores da Funcef falam sobre os desafios e os próximos passos
Em meio ao agravamento da crise econômica no Brasil, onde as últimas pesquisas sobre renda das famílias e segurança alimentar apontam que o país ficou mais pobre, mais desigual e mais inseguro, fica cada vez mais difícil pensar e planejar um futuro melhor.
E de carona nesta trincheira, os fundos de pensão dos trabalhadores também sofrem constantes ataques do atual governo. Por isso, os desafios para lutar contra as ameaças de retirada de patrocínios e desmontes da previdência complementar são muitos.
Preocupada em como sucumbir esses ataques, a Fenae entrevistou os diretores recém-eleitos da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), Jair Pedro Ferreira, diretor Benefícios e Rogério Vida, diretor de Administração e Controladoria. Passado um mês da data da posse (1º de junho), novos diretores falam da conjuntura e próximos passos.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região disponibiliza para você, empregado e empregada Caixa, a entrevista. Confira abaixo!
Fenae - Como foi este primeiro mês na Fundação?
Jair Pedro Ferreira - Tivemos um bom acolhimento pelas equipes que atuam na Funcef e foi um mês de muito aprendizado, muito conhecimento sobre os processos e demandas da Fundação.
Rogério Vida - De muita aprendizagem, com apoio dos empregados da Fundação que são tecnicamente muito preparados. Expectativa positiva para nosso mandato.
Fenae - Já é possível ter um diagnóstico do tamanho do trabalho pela frente?
Jair Pedro Ferreira - Sim. A previdência complementar é sempre bastante complexa e requer muita dedicação e interação com os participantes, buscando os melhores resultados para todos. Nesse sentido, o diagnóstico que identificamos é de que há grandes desafios, como a rentabilidade dos planos, uma vez que temos meta atuarial e rendimentos dos investimentos. Em um cenário de inflação, a grande dificuldade é encontrar o ponto de equilíbrio.
Rogério Vida - Sim, o volume de demandas diárias na Funcef é grande e precisamos ficar atentos às demandas dos participantes para os quais devemos prestar contas.
Fenae - Dentro da Fundação, percebeu como é necessário ampliar o canal/contato com os participantes?
Jair Pedro Ferreira - Com certeza. Muitas informações que constam na Fundação não conseguem chegar nos participantes da forma como acontecem. As interações, a dinâmica de relacionamento, o que temos à disposição precisam ser trabalhados, para que as informações transparentes cheguem a todos os participantes ativos e assistidos. Para isso, contamos com as entidades associativas, sindicatos, federações, como a Fenae, Fenag, entre outras.
Rogério Vida - Sim. O processo de comunicação hoje é complexo, em função da pluralidade e velocidade das mídias sociais. Buscaremos viabilizar comunicação clara, transparente e ágil, levando a informação de forma correta ao participante.
Fenae - O PDL 708/2019 (dep. Erika Kokay), que anula os efeitos da CGPAR 25, voltou a tramitar na Câmara e deve entrar em votação na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). Qual a importância desse projeto para os participantes?
Jair Pedro Ferreira - Na verdade, a CGPAR 25 dificulta a vida dos participantes, dando mecanismos de mudanças na gestão dos fundos de pensão, como já houve com o estatuto da Funcef, deixando direitos dos participantes ativos e assistidos em segundo plano. A exemplo da CGPAR 23, que foi reprovada no Congresso, precisamos trilhar o mesmo caminho em prol do participante.
Rogério Vida - Muito importante. Entendo que um dos maiores problemas é a quebra de direitos e benefícios já contratados. Corrigir esta distorção é primordial.
Fenae - Vocês têm histórico nas entidades e movimentos em defesa dos trabalhadores. Levar essa experiência para a Funcef direciona o olhar de vocês para atender os interesses dos participantes?
Jair Pedro Ferreira - A nossa atuação ao longo dessa trajetória tem sempre como foco principal a defesa dos direitos e conquistas dos trabalhadores. Com certeza, as entidades cumprem papel importante na mobilização. Vamos precisar dessa interação, da participação de todos em reuniões, congressos, etc. porque o fundo de pensão é uma conquista dos trabalhadores e não podemos colocar em risco essa conquista. Por isso, o envolvimento das entidades fortalece nossos mandatos contra os ataques que são feitos cotidianamente contra os trabalhadores e assistidos.
Rogério Vida - Sem dúvida. Os movimentos dos empregados fazem uma ponte entre os empregados e aposentados com a Fundação e instituições, levando as legítimas demandas do participante. Esse papel vem se fortalecendo, pois vemos a união das várias entidades representativas dos empregados e aposentados Caixa, sobretudo nesse momento em que nos defrontamos com sucessivos ataques a nossas conquistas históricas.
E de carona nesta trincheira, os fundos de pensão dos trabalhadores também sofrem constantes ataques do atual governo. Por isso, os desafios para lutar contra as ameaças de retirada de patrocínios e desmontes da previdência complementar são muitos.
Preocupada em como sucumbir esses ataques, a Fenae entrevistou os diretores recém-eleitos da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), Jair Pedro Ferreira, diretor Benefícios e Rogério Vida, diretor de Administração e Controladoria. Passado um mês da data da posse (1º de junho), novos diretores falam da conjuntura e próximos passos.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região disponibiliza para você, empregado e empregada Caixa, a entrevista. Confira abaixo!
Fenae - Como foi este primeiro mês na Fundação?
Jair Pedro Ferreira - Tivemos um bom acolhimento pelas equipes que atuam na Funcef e foi um mês de muito aprendizado, muito conhecimento sobre os processos e demandas da Fundação.
Rogério Vida - De muita aprendizagem, com apoio dos empregados da Fundação que são tecnicamente muito preparados. Expectativa positiva para nosso mandato.
Fenae - Já é possível ter um diagnóstico do tamanho do trabalho pela frente?
Jair Pedro Ferreira - Sim. A previdência complementar é sempre bastante complexa e requer muita dedicação e interação com os participantes, buscando os melhores resultados para todos. Nesse sentido, o diagnóstico que identificamos é de que há grandes desafios, como a rentabilidade dos planos, uma vez que temos meta atuarial e rendimentos dos investimentos. Em um cenário de inflação, a grande dificuldade é encontrar o ponto de equilíbrio.
Rogério Vida - Sim, o volume de demandas diárias na Funcef é grande e precisamos ficar atentos às demandas dos participantes para os quais devemos prestar contas.
Fenae - Dentro da Fundação, percebeu como é necessário ampliar o canal/contato com os participantes?
Jair Pedro Ferreira - Com certeza. Muitas informações que constam na Fundação não conseguem chegar nos participantes da forma como acontecem. As interações, a dinâmica de relacionamento, o que temos à disposição precisam ser trabalhados, para que as informações transparentes cheguem a todos os participantes ativos e assistidos. Para isso, contamos com as entidades associativas, sindicatos, federações, como a Fenae, Fenag, entre outras.
Rogério Vida - Sim. O processo de comunicação hoje é complexo, em função da pluralidade e velocidade das mídias sociais. Buscaremos viabilizar comunicação clara, transparente e ágil, levando a informação de forma correta ao participante.
Fenae - O PDL 708/2019 (dep. Erika Kokay), que anula os efeitos da CGPAR 25, voltou a tramitar na Câmara e deve entrar em votação na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). Qual a importância desse projeto para os participantes?
Jair Pedro Ferreira - Na verdade, a CGPAR 25 dificulta a vida dos participantes, dando mecanismos de mudanças na gestão dos fundos de pensão, como já houve com o estatuto da Funcef, deixando direitos dos participantes ativos e assistidos em segundo plano. A exemplo da CGPAR 23, que foi reprovada no Congresso, precisamos trilhar o mesmo caminho em prol do participante.
Rogério Vida - Muito importante. Entendo que um dos maiores problemas é a quebra de direitos e benefícios já contratados. Corrigir esta distorção é primordial.
Fenae - Vocês têm histórico nas entidades e movimentos em defesa dos trabalhadores. Levar essa experiência para a Funcef direciona o olhar de vocês para atender os interesses dos participantes?
Jair Pedro Ferreira - A nossa atuação ao longo dessa trajetória tem sempre como foco principal a defesa dos direitos e conquistas dos trabalhadores. Com certeza, as entidades cumprem papel importante na mobilização. Vamos precisar dessa interação, da participação de todos em reuniões, congressos, etc. porque o fundo de pensão é uma conquista dos trabalhadores e não podemos colocar em risco essa conquista. Por isso, o envolvimento das entidades fortalece nossos mandatos contra os ataques que são feitos cotidianamente contra os trabalhadores e assistidos.
Rogério Vida - Sem dúvida. Os movimentos dos empregados fazem uma ponte entre os empregados e aposentados com a Fundação e instituições, levando as legítimas demandas do participante. Esse papel vem se fortalecendo, pois vemos a união das várias entidades representativas dos empregados e aposentados Caixa, sobretudo nesse momento em que nos defrontamos com sucessivos ataques a nossas conquistas históricas.
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