01/06/2022
Sindicatos denunciam assédio moral no Mercantil do Brasil e cobranças excessivas de metas

O movimento sindical denunciou ao Recursos Humanos do Mercantil do Brasil na terça-feira, 31 de maio, diversos casos de assédio moral e cobrança excessivas de metas contra os funcionários pela Superintendência Comercial do banco.
De acordo com denúncias recebidas pelo Sindicato dos Bancários de BH, os funcionários do Mercantil do Brasil estão sendo ameaçados por uma Superintendente Comercial de demissão sumária, caso não cumpram as pesadas metas impostas.
A alta rotatividade no Mercantil do Brasil, em torno de 24% ao ano, atesta que o banco se utiliza dessa estratégia para pressionar e amedrontar os funcionários.
Já as temidas videoconferências são usadas como verdadeiras máquinas de tortura contra os trabalhadores, que são cobrados ostensivamente durante todo o horário de atendimento para vender ou empurrar produtos aos aposentados.
“A violência psicológica chegou a tal ponto, que alguns bancários foram ameaçados ao ouvir que somente encerrariam o expediente nas agências, após o cumprimento integral das metas. Os funcionários com as piores performances do mês seriam expostos junto aos demais colegas, o que é um descumprimento da cláusula 39ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária em vigência, que definem que os bancos, no monitoramento de resultados, não podem expor publicamente o ranking individual dos seus funcionários”, afirma Marco Aurélio Alves, coordenador Nacional da Comissão de Organização dos Empregados do Banco Mercantil do Brasil.
Para o movimento sindical, esse ato de covardia reflete o descaso e a incoerência da empresa, que faz marketing sobre compromisso social, mas demonstra frieza ao permitir o assédio moral contra seus funcionários e a impor essa taxa absurda de rotatividade para ameaçar constantemente os bancários. São situações degradantes, que só trazem sofrimento e medo aos funcionários, que são o maior patrimônio da empresa.
"Estamos atentos a essa questão e não aceitaremos que trabalhadores sejam pressionados ou desrespeitados no desempenho de suas funções. Mas para que nossa ação seja bem-sucedida, é essencial a participação de todos. Se você for vítima de assédio ou presenciar esse tipo de situação em sua agência, entre em contato imediatamente com o Sindicato. Trata-se de algo que pode levar a categoria ao adoecimento”, reforça o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
A ferramenta de prevenção e combate à prática abusiva é uma conquista dos bancários da Campanha Nacional Unificada 2010. Através dela é possível formular denúncias ao Sindicato sobre atitudes praticadas por maus gestores com o objetivo de pressionar o alcance de metas cada vez mais altas, mediante cobranças constantes, muitas vezes constrangedoras e até humilhantes.
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