28/03/2022
Sindicato debate implementação do projeto Basta! Não Irão nos Calar

A diretoria do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região esteve reunida virtualmente, na manhã desta segunda-feira (28), com a Secretaria da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para debater a implementação do Projeto Basta! Não Irão nos Calar, que propõe ações para que as entidades sindicais possam atuar contra a violência doméstica.
“O grande diferencial deste projeto é acolher e auxiliar, de maneira humanizada e sigilosa, as mulheres no acesso à Justiça, seja para conseguirem as medidas protetivas de urgência, instrumentos eficazes na interrupção do ciclo da violência, ou para o rompimento do vínculo jurídico com o agressor. Além disso, é realizado o encaminhamento e acompanhamento das mulheres no acesso aos serviços públicos”, explicou a secretária da mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis.
“O Sindicato se preocupa com os trabalhadores e trabalhadoras não somente no que tange às questões trabalhistas, mas também nas questões cidadãs. Este é um tema tão importante não somente na categoria bancária, mas em todos os outros segmentos, sobretudo com um governo que retrocedeu em políticas públicas de proteção e com as estatísticas de violência crescendo no período de isolamento social. Queremos fazer a nossa parte e ampliar a nossa participação na luta para transformar nossa sociedade em um lugar melhor para as mulheres”, ressaltou o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
Phâmela Godoy, advogada da Contraf-CUT, explanou sobre as cinco etapas necessárias para a implementação do projeto e esclareceu as dúvidas apresentadas pelos diretores sobre a adequação na base do Sindicato, que abrange 36 cidades.
A primeira etapa é definir como se dará o primeiro atendimento às vítimas, se por meio de redes sociais, por telefone ou atendimento presencial. Também é necessário definir o horário de atendimento. A fase dois é definir quem fará o atendimento, se dirigentes sindicais, advogados da entidade ou advogados parceiros.
A terceira etapa é a formação da equipe do projeto, em um curso com 30 horas de duração para a discussão de temas como desigualdades, atendimento humanizado, Lei Maria da Penha e outros instrumentos legislativos. A quarta fase é sobre a articulação com a rede local de enfrentamento à violência doméstica e quais os serviços disponíveis na região. A última etapa é a de acompanhamento dos primeiros atendimentos.
“É dever do estado criar política de acolhimento, de emprego e renda para mulheres. Mas, nesse momento de tantos retrocessos, esse projeto ocupa um espaço fundamental para ampliar e fortalecer esse debate”, acrescentou o diretor do Sindicato, Luiz Eduardo Campolungo.
“Este é um projeto muito importante, pois vem somar de maneira concreta em nossa atuação no combate à violência de gênero, que já conta com conquistas significativas em questões de igualdade de oportunidades. Muitas vítimas sofrem caladas, dentro de suas próprias casas, no ambiente de trabalho. Enquanto entidade cidadã, não poderíamos nos omitir em apoiá-las, bancárias ou não. Isso é parte da nossa missão de construir uma sociedade mais justa e com oportunidades para todos”, concluiu o diretor de Comunicação e Imprensa do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Novos encontros serão agendados para dar andamento às demais etapas do processo de implementação do projeto.
Nesta segunda-feira (28), o movimento sindical também volta a se reunir com representantes dos bancos (Fenaban) na mesa bipartite temática de Igualdade de Oportunidades. Acompanhe todas as informações pelo site e redes sociais do Sindicato.
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