25/03/2022
Os sindicatos farão a diferença na reconstrução do país, diz presidente da CUT

É papel dos sindicatos e dos movimentos sociais debater com a sociedade e as comunidades valores como união e solidariedade para reconstruir o país e combater o individualismo e a disseminação do ódio.
A afirmação foi feita pelo presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, no primeiro dia do Encontro Nacional de Juventude e Formação da Central, na quinta-feira (24), na Praia Grande, no litoral em São Paulo. Sérgio participou da mesa de “Abertura Política e Análise de Conjuntura: Estratégia para 2022”.
Na primeira atividade formativa presencial, organizada pela Rede Nacional de Formação, em conjunto com o Coletivo Nacional de Juventude, o presidente da CUT disse que o movimento sindical tem responsabilidade, além de lutar por melhores condições de trabalho, na luta contra fome e por uma vida mais digna para todos os brasileiros e brasileiras. “Não adianta ir nas comunidades e periferias falar com o povo somente sobre direitos e o mundo do trabalho se o povo está com fome, desempregado e sem esperança", destacou.
“Precisamos prestar solidariedade à população e estar junto com o povo, porque para reconstruir o Brasil vamos precisar ter uma base social sólida de apoio e cheio de vontade de mudar. A criação dos Comitês de Luta e das Brigadas Digitais da CUT têm este objetivo”, acrescentou Sérgio Nobre.
Na mesa de “Abertura Política e Análise de Conjuntura: Estratégia para 2022”, também estavam presentes a secretária de Formação da CUT, Rosane Betotti, a secretária de Juventude da CUT, Cristiana Paiva, e a diretora interina do Escritório da DGB BW para a América Latina, Flavia Silva.
Para Rosane Bertotti, o movimento sindical terá dois grandes desafios: “tirar Bolsonaro do governo, pois ele matou e continua matando tantas vidas, humanas e natureza, e fazer a disputa de hegemonia em cada recanto deste país para a gente voltar a sonhar com um governo progressista”. Ela destaca que a CUT e os sindicatos são organizações fortes e cada um e cada uma pode fazer a diferença.
Cristiana disse que a juventude está triste e desanimada com o momento que o país está vivendo. Segundo ela, “os jovens são os mais atingidos pela ausência de políticas sociais e uma educação de qualidade, além dos mais diversos modos que este governo arrumou para tirar direitos das brasileiras e dos brasileiros”. Para a secretária de juventude, a eleição de 2022 é um momento primordial neste cenário catastrófico que o país vive.
“Precisamos ter perspectivas e de mais jovens nos sindicatos para ampliar os direitos e fortalecer a luta. Nós queremos que os nossos sonhos e as nossas esperanças sejam renovados neste encontro para que possamos voltar para nossos estados e refletir, se animar e fortalecer a importância de 2022 para conseguirmos mudar os rumos do país”, afirmou.
“Estamos em 2022, saindo de uma pandemia, tristemente em meio à uma guerra e à beira de um processo eleitoral de importância singular no Brasil. Tudo isso em um contexto em que não apenas os empregos, mas as relações de trabalho em sua totalidade sofrem transformações estruturais. Que estes dias sejam o abraço que tanto esperamos e que os participantes saiam de mãos dadas e mentes fortalecidas para fazer a luta acontecer”, concluiu Flavia Silva.
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