29/12/2021
Maioria das negociações salariais em 2021 fica abaixo da inflação; Bancários conquistam reposição e manutenção dos direitos
Apesar de alguma melhoria em novembro, o desempenho das negociações salariais em 2021 é negativo. Quase metade (48,8%) dos acordos analisados pelo Dieese fica abaixo da inflação, medida pelo INPC-IBGE. Segundo o instituto, aumentou o número de reajustes com parcelamento, provável reflexo do aumento da inflação no país neste ano.
Assim, de janeiro a novembro, segundo o Dieese, reajustes salariais acima do INPC representam apenas 16,5% do total. Os equivalentes à inflação são 34,7% e os abaixo, 48,8%. A variação média dos reajustes está em -0,86%. No mesmo período, 11,3% dos acordos tiveram parcelamento.
Apenas no mês de novembro, o desempenho foi melhor, com 60% de reajustes iguais ou acima do IPC. Foi o segundo melhor resultado do ano, perdendo apenas para junho, mas fica abaixo do registrado em 2020. Além disso, em novembro 28% dos reajustes serão divididos em duas ou mais parcelas. É a maior proporção para uma data-base neste ano.
Setores econômicos
Entre os setores, as negociações da indústria continuam sendo as que apresentam maior percentual de acordos acima da inflação: 23%, com 40,5% equivalentes à variação do INPC. Assim, diz o Dieese, “63,5% dos reajustes recompuseram ou aumentaram o poder aquisitivo dos salários, de janeiro a novembro”.
No comércio, reajustes acima da inflação foram 17,2% do total, ante 50,5% equivalentes ao INPC. Já nos serviços, a maioria (61%) perde da inflação.
Inflação aumentou
Ao longo do ano, cresceu o índice necessário para repor perdas salariais. Em novembro, o INPC acumulado em 12 meses foi de 10,96%. Em 2020, esse índice somou 5,45%.
Algumas categorias profissionais conseguiram assegurar reajustes equivalentes ao INPC, caso dos metalúrgicos, por exemplo. Por sua vez, os químicos no estado de São Paulo também asseguram reajuste pela inflação. Os bancários já haviam assegurado, em 2020, em uma decisão acertada frente às instabilidades do país e tantos ataques à classe trabalhadora, um acordo com dois anos de duração.
“As negociações estão cada vez mais difíceis e revelam a persistência de um quadro desfavorável para os trabalhadores, que começou a se agravar em outubro de 2020. A categoria bancária, no entanto, é uma das poucas que conseguiram reajustes salariais acima da inflação, graças a atuação dos sindicatos que negociaram o Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2022”, ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
Quando a categoria negociou o acordo coletivo de dois anos havia uma realidade econômica imposta pelo atual governo com privatizações e cortes de direitos (reforma trabalhista e reforma da previdência). Em um cenário de reajuste zero para a maioria dos trabalhadores, os bancários arrancaram, para 2020, aumento de 1,5% nos salários, com abono de R$ 2 mil. E, ainda, a reposição da inflação (estimada em 2,74% no período) para as demais verbas, como vales alimentação e refeição e auxílio-creche/babá. Hoje, mesmo diante do cenário devastador da pandemia para o mundo e, mais ainda para o Brasil, garantiu a reposição do INPC acumulado no período de 1º de setembro de 2020 a 31 de agosto de 2021 e aumento real de 0,5% para salários e demais verbas, assim como para os valores fixos e tetos da PLR.
“Nosso acordo é importante porque garantiu direitos, garantiu a convenção coletiva de trabalho e, acima de tudo, garantiu-nos ter reajuste salarial e tranquilidade. Entretanto, o panorama das negociações nos últimos meses reforça a importância de os trabalhadores fortalecerem o sindicato e participarem das atividades propostas, mesmo que de maneira virtual devido à pandemia que enfrentamos. Diante de tantas ameaças e ataques contra a categoria, e a classe trabalhadora de forma geral, manter nossa união e organização é fundamental para resistir na luta. Sem mobilização não há conquistas!”, alerta Vicentim.
Assim, de janeiro a novembro, segundo o Dieese, reajustes salariais acima do INPC representam apenas 16,5% do total. Os equivalentes à inflação são 34,7% e os abaixo, 48,8%. A variação média dos reajustes está em -0,86%. No mesmo período, 11,3% dos acordos tiveram parcelamento.
Apenas no mês de novembro, o desempenho foi melhor, com 60% de reajustes iguais ou acima do IPC. Foi o segundo melhor resultado do ano, perdendo apenas para junho, mas fica abaixo do registrado em 2020. Além disso, em novembro 28% dos reajustes serão divididos em duas ou mais parcelas. É a maior proporção para uma data-base neste ano.
Setores econômicos
Entre os setores, as negociações da indústria continuam sendo as que apresentam maior percentual de acordos acima da inflação: 23%, com 40,5% equivalentes à variação do INPC. Assim, diz o Dieese, “63,5% dos reajustes recompuseram ou aumentaram o poder aquisitivo dos salários, de janeiro a novembro”.
No comércio, reajustes acima da inflação foram 17,2% do total, ante 50,5% equivalentes ao INPC. Já nos serviços, a maioria (61%) perde da inflação.
Inflação aumentou
Ao longo do ano, cresceu o índice necessário para repor perdas salariais. Em novembro, o INPC acumulado em 12 meses foi de 10,96%. Em 2020, esse índice somou 5,45%.
Algumas categorias profissionais conseguiram assegurar reajustes equivalentes ao INPC, caso dos metalúrgicos, por exemplo. Por sua vez, os químicos no estado de São Paulo também asseguram reajuste pela inflação. Os bancários já haviam assegurado, em 2020, em uma decisão acertada frente às instabilidades do país e tantos ataques à classe trabalhadora, um acordo com dois anos de duração.
“As negociações estão cada vez mais difíceis e revelam a persistência de um quadro desfavorável para os trabalhadores, que começou a se agravar em outubro de 2020. A categoria bancária, no entanto, é uma das poucas que conseguiram reajustes salariais acima da inflação, graças a atuação dos sindicatos que negociaram o Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2022”, ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
Quando a categoria negociou o acordo coletivo de dois anos havia uma realidade econômica imposta pelo atual governo com privatizações e cortes de direitos (reforma trabalhista e reforma da previdência). Em um cenário de reajuste zero para a maioria dos trabalhadores, os bancários arrancaram, para 2020, aumento de 1,5% nos salários, com abono de R$ 2 mil. E, ainda, a reposição da inflação (estimada em 2,74% no período) para as demais verbas, como vales alimentação e refeição e auxílio-creche/babá. Hoje, mesmo diante do cenário devastador da pandemia para o mundo e, mais ainda para o Brasil, garantiu a reposição do INPC acumulado no período de 1º de setembro de 2020 a 31 de agosto de 2021 e aumento real de 0,5% para salários e demais verbas, assim como para os valores fixos e tetos da PLR.
“Nosso acordo é importante porque garantiu direitos, garantiu a convenção coletiva de trabalho e, acima de tudo, garantiu-nos ter reajuste salarial e tranquilidade. Entretanto, o panorama das negociações nos últimos meses reforça a importância de os trabalhadores fortalecerem o sindicato e participarem das atividades propostas, mesmo que de maneira virtual devido à pandemia que enfrentamos. Diante de tantas ameaças e ataques contra a categoria, e a classe trabalhadora de forma geral, manter nossa união e organização é fundamental para resistir na luta. Sem mobilização não há conquistas!”, alerta Vicentim.
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