26/11/2021
Volta ao trabalho presencial dos grupos de risco é preocupante

Alguns bancos estão exigindo que colegas de grupo de risco, com comorbidades, voltem ao trabalho presencial, apesar dos riscos com a pandemia da Covid-19. A volta de bancárias e bancários desses grupos de risco preocupa a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), assim como o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, que defendem a revisão dessas medidas. A volta ao trabalho presencial dos grupos de risco será tema de discussão da reunião, na próxima segunda-feira (29), do Comando Nacional dos Bancários, representando o Sindicato, com a Comissão Nacional de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
“Não podemos concordar com tais posturas. Defendemos que, mediante atestado por seu médico assistente, os bancos mantenham ou coloquem os bancários em home office. A pandemia não acabou, ainda temos muita gente contaminada e mortes, o que não pode ser banalizado. Sabemos que, graças à vacinação, diminuiu o número de casos graves e mortes. Mas a vacina não evita de se contaminar e contaminar outras pessoas. Quem tem uma comorbidade severa corre o risco de ter complicações graves”, alerta o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles.
No início da pandemia, em 2020, uma das primeiras medidas adotadas na categoria foi proteger os grupos de risco. “Por que mudar essa postura agora? Sabemos que os bancos conseguiram continuar operando com a maioria dos empregados trabalhando em casa. Os bancos têm responsabilidades com a saúde e vida de seus funcionários. Essas medidas desnecessárias adotadas por alguns bancos precisam ser revistas. Chamar quem tem comorbidade é colocar a vida de muitos colegas em risco”, afirma o secretário.
Nova onda
Países da Europa e da Ásia Central já enfrentam uma nova onda de infecções e mortes causadas pela Covid-19. Os países dessas regiões foram responsáveis por cerca de 60% dos novos casos da doença e metade das mortes nas últimas semanas, de acordo com levantamento descrito pela Fiocruz. Técnicos da Fiocruz orientam que seja possibilitado a permanência do trabalho em casa para os grupos de risco.
Outra preocupação é com a nova variante do coronavírus identificada esta semana na África do Sul e que pode ter uma capacidade ainda maior de contágio do que as variantes anteriormente identificadas.
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, manifestou preocupação com a falta de cuidados para a prevenção da doença. “As vacinas salvam vidas, mas não evitam totalmente a transmissão da Covid-19. Estamos preocupados, em muitos países e comunidades, com a falsa sensação de segurança de que as vacinas acabaram com a pandemia da Covid-19 e que os vacinados não precisam tomar quaisquer outros cuidados”, afirmou o diretor-geral da OMS.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- União sindical em ação: Diretor e presidente do Sindicato participam como mesários de eleição no SEEB Jundiaí
- É conquista! Itaú inicia vacinação contra a gripe na segunda-feira (27)
- Coletivo de Segurança do Ramo Financeiro debate aumento de fraudes e precarização da segurança nas unidades bancárias
- Caixa inicia campanha de vacinação contra a gripe para empregados
- Eleições na Previ entram na reta final e a Chapa 2 defende governança e gestão
- Encontro Nacional de Saúde debate adoecimento da categoria e prepara pauta para a Campanha Nacional 2026
- Itaú repete falhas na divulgação de metas e amplia insatisfação entre bancários
- BB: Sindicato apoia Lucas Lima e Rodrigo Leite nas Eleições 2026 do Economus. Saiba como votar!
- 74% dos clientes brasileiros preferem agências físicas para serviços complexos
- Sindicato participa de Encontro Nacional de Saúde dos Bancários
- Movimento sindical cobra reunião urgente com presidente da Caixa sobre Bônus Caixa
- Sindicato percorre agências com candidato ao Economus e reforça mobilização para eleição
- Apoiada pelo Sindicato, Chapa 1 – Nossa Luta vence eleição da Apcef/SP
- Movimento sindical propõe e Fenaban aceita negociar cláusulas sobre gestão ética de tecnologia na relação de trabalho
- Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027