04/10/2021
Atos contra Bolsonaro destacam alta do custo de vida

Atos por todo o país realizados no último sábado (2) mostraram o repúdio ao governo Bolsonaro e a preocupação com a crise que aumenta a cada dia no país. Ocorreram manifestações em mais de 250 cidades por todo o Brasil, organizada por partidos políticos, centrais sindicais e movimentos sociais.
Ampliou-se o movimento contra Bolsonaro. Além da CUT, centrais sindicais das mais variadas orientações estiveram presentes, assim como 21 partidos políticos. Também estiveram presentes organizações sociais como Direitos Já, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Acredito, UNE, Coalização Negra por Direitos e outros movimentos.
A participação da categoria bancária foi ativa nos atos do Fora Bolsonaro. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT, se uniu à CUT e outras centrais sindicais na preparação dos atos. Sindicatos da categoria promoveram atividades desde o começo do dia, num autêntico esquenta para as manifestações que aconteceram no decorrer do dia.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região participou ativamente nas redes sociais. "Não houve um momento desse governo em que o lucro não tenha sido colocado acima da vida! Fomos às redes, que tem um alcance gigantesco, para denunciar pelo Brasil e no mundo o que Bolsonaro tem feito contra nosso povo. Desde a redemocratização não víamos um cenário tão perigoso para a democracia. Nossa luta é pelo fim da fome, que atinge milhares de brasileiros, que para sobreviver estão sendo obrigados a comer pé de galinha e osso de boi. São mais de 15 milhões de desempregados. Quase 600 mil mortes por Covid-19 e ainda não há vacina para todos. Não há mais como sobreviver neste Brasil desgovernado. O povo merece um país melhor, à altura da força dos trabalhadores e trabalhadoras", ressaltou o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
> Clique nas redes para ver o vídeo da participação dos bancários: instagram, twitter, facebook.
‘Bolsocaro’
Além da ampliação do leque político dos atos, outro fator presente nas manifestações foram as críticas à disparada nos preços, à carestia que dificulta cada dia mais a vida da população, principalmente os setores mais carentes. “Bolsocaro” foi a palavra gritada no sábado com mais insistência. Rimava com o custo caro do botijão de gás, acima de 100 reais em diversas cidades, à alta dos alimentos e bens de primeira necessidade.
O desemprego é o pano de fundo de uma conjuntura que só se agrava com o passar do tempo. Não bastasse tudo isso, Bolsonaro ataca diariamente os direitos trabalhistas, as empresas e os bancos públicos e também ataca a democracia.
As manifestações transcorreram de forma pacífica por todo o país. Um destaque contrário à tranquilidade dos atos de sábado foi o incidente ocorrido no Recife, onde um homem dirigindo um Jeep Renegade preto atropelou e arrastou uma manifestante de 29 anos que participava do protesto. A vítima foi levada para o hospital com várias escoriações. O motorista fugiu sem prestar qualquer socorro à mulher atropelada.
Exterior
Houve também protestos contra Bolsonaro em outros 16 países, organizados por sindicatos, movimentos sociais e brasileiros residentes no exterior. A imprensa internacional destacou as manifestações. O jornal britânico The Guardian avaiou que os protestos no Brasil foram “massivos” e destacou que os índices de popularidade de Bolsonaro continuam a cair.
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