04/10/2021
Desemprego atinge 14,1 milhões de trabalhadores e 71,6 milhões não têm direitos

Desemprego para de subir, mas se mantém em patamar elevado e aumenta o número de trabalhadores e trabalhadores sem direitos garantidos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na última quinta-feira (30).
A taxa de desemprego do trimestre encerrado em julho foi de 13,7% em comparação ao trimestre anterior. Isso significa 14,1 milhões de pessoas em busca de um emprego no país.
Embora a taxa do desemprego tenha recuado em relação ao trimestre encerrado em abril (14,7%), a maioria dos brasileiros continua sem um emprego decente. O total dos sem direitos garantidos pela CLT são mais de 71,6 milhões. Confira:
- 25 milhões de brasileiros estão trabalhando por conta própria,
- 36,3 milhões são informais, e,
- 10,3 milhões trabalham sem carteira assinada.
Segundo o IBGE, o número de trabalhadores por conta própria bateu recorde histórico, desde que a PNAD começou a ser feita em 2012. A alta foi de 4,7% (mais 1,1 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e 17,6% (3,8 milhões de pessoas) na comparação anual.
O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (10,3 milhões) subiu 6 % (587 mil pessoas) no trimestre e 19% (1,6 milhão de pessoas) no ano.
Já a taxa de informalidade subiu de 39,8% para 40,8% da população ocupada. São 36,3 milhões de trabalhadores informais. No mesmo período do ano passado a taxa era de 37,4%.
A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas é de 7,7 milhões de pessoas - recorde também da série histórica, com altas de 7,2% ante o trimestre anterior (520 mil pessoas a mais) e de 34,0% (2,0 milhões de pessoas a mais) frente ao mesmo trimestre de 2020.
Os números de população ocupada, subutilizados e fora da força de trabalho melhoram com a reabertura de várias atividades após o auge da pandemia, mas ainda muito lentamente para diminuir a fome que atinge 19 milhões de brasileiros. Ainda mais se levarmos em conta que apesar da inflação alta de mais de 10,05%, o rendimento real habitual (R$ 2.508) caiu 2,9% frente ao trimestre anterior e 8,8% frente a igual período de 2020.
A população ocupada (89, milhões de pessoas) cresceu 3,6% (mais 3,1 milhões de pessoas) ante o trimestre móvel anterior e 8,6% .
O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), estimado subiu de 48,5% para em 50,2%.
A taxa composta de subutilização caiu de 29,7% para 28% , em relação ao trimestre anterior . A população subutilizada (31,7 milhões de pessoas) caiu 4,7% (menos 1,6 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior (33,3 milhões) e 3,6% (menos 1,2 milhões de pessoas) na comparação anual.
A população fora da força de trabalho (74,1 milhões) caiu 2,9% (menos 2,2 milhões de pessoas) ante o trimestre anterior e 6,1% (menos 4,8 milhões de pessoas) no ano.
A população desalentada (5,4 milhões de pessoas) caiu 10,% ante o trimestre anterior (menos 595 mil pessoas) e 7,3% no ano (menos 426 mil pessoas). O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (5,0%) caiu em relação ao trimestre anterior (5,6%) e na comparação anual (5,7%).
O número de empregadores com CNPJ foi menor da série histórica, sem variação significativa no trimestre e recuando 7,4% (menos 240 mil pessoas) no ano.
O número de trabalhadores domésticos (5,3 milhões) aumentou 7,7% (mais 381 mil pessoas) ante o trimestre anterior e 16,1% (mais 739 mil pessoas) no ano.
Na avaliação do presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim, os dados do IBGE mostram que a geração de trabalho precário e informal se tornou o cenário do mercado de trabalho brasileiro desde o golpe de 2016, como as entidades de representação dos trabalhadores previam.
Segundo ele, além da reforma trabalhista e da legalização de formas fraudulentas de contrato de trabalho, a condução da política econômica, ou a falta dela, é um desastre e tem agravado o cenário de desemprego e falta de expectativa da população brasileira. “O aumento dos preços dos combustíveis, do gás de cozinha, dos alimentos, que o governo não consegue resolver, é um reflexo dessa política equivocada”, disse Vicentim, se referindo à política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras. A recessão está destruindo as contas públicas e as famílias brasileiras estão sentindo isso no orçamento.”
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