04/10/2021

Desligamentos de trabalhadores por morte aumentam 70% no ano mais letal da pandemia



O número de desligamentos por morte de trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada aumentou 70,3% nos primeiros oito meses deste ano, período em que os óbitos em consequência da Covid-19 registraram recordes, em relação ao mesmo periodo do ano passado.  

De janeiro a agosto de 2020 foram desligados por morte 43.008 trabalhadores formais. No mesmo período de 2021, o número subiu para 73.264, segundo dados de levantamento feito com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Previdência, a pedido do G1.

Em 2020 o total de vítimas da Covid-19 foi de 194.986 em 289 dias de pandemia. Em 2021, já morreram até setembro 401.824 pessoas, totalizando 596.800 vidas perdidas para a Covid-19. Esse aumento se reflete no total de desligamentos de trabalhadores por morte.

Confira os totais de mortes por Covid-19 no Brasil e os desligamentos por mortes nos meses mais letais da pandemia:
 
Mortes por Covid/Brasil   Desligamentos por morte/trabalhadores
Março/21 – 66.868        11.270     
Abril/21 – 82.401      12.022
Maio/21 – 59.010 11.089    
Junho/21 – 55.275    11.499

Bancários também são trabalhadores essenciais e estão na linha de frente do perigo

Preocupadas em resgardar a vida da categoria e diante da negligência do governo e banqueiros, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região e demais entidades sindicais vêm lutando pela garantia de medidas de proteção e protocolos de segurança nos bancos públicos e privados. 

"Desde o início da pandemia, a organização sindical foi essencial para avançar e lutar pelos trabalhadores, a partir de reivindicações urgentes, conforme recomendações de organizações nacionais e internacionais, como a OMS, para promover a proteção da categoria. Conseguimos a implementação de comunicação preventiva em todos locais de trabalho e a distribuição de EPIs, que tem um impacto na vida do trabalho e no dia a dia das pessoas. Avançamos e conquistamos também home office para grande parte da categoria, contingenciamento de acesso às agências, redução do horário de atendimento, entre muitas outras conquistas. Aumentamos o tom das cobranças para que fossem implantadas medidas como a suspensão de metas e demissões pelos bancos e a inclusão dos bancários em grupo prioritário no Plano Estadual de Imunização. Estamos cobrando dos bancos, agora, novos protocolos para que o retorno ao trabalho presencial ocorre de maneira gradual e com todos os cuidados para que os riscos aos trabalhadores sejam minimizados", ressaltou o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.

Durante a pandemia, muitos trabalhadores perceberam que os sindicatos têm um papel fundamental na organização da classe trabalhadora na luta por uma sociedade justa e democrática e pela ampliação dos direitos individuais e coletivos. Sem os sindicatos teríamos uma situação de poderes absolutos dos detentores do capital para ditar as regras do mundo do trabalho em suas diversas esferas como remuneração, jornada e condições de trabalho.

                      
             
                  
               
Fonte: Contraf-CUT, com edição de Seeb Catanduva

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