20/09/2021
Causas ligadas ao trabalho matam quase 2 milhões de pessoas por ano

De acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado na última sexta (17), doenças e lesões relacionadas ao trabalho foram responsáveis por 1,9 milhão de mortes em 2016 no mundo.
A maioria dos óbitos relacionados ao trabalho foram decorrentes de doenças respiratórias e cardiovasculares e o principal fator de risco, entre 19 listados no relatório, é a exposição a longas jornadas de trabalho.
Segundo o documento, óbitos por doença do coração ou por acidentes vasculares cerebrais (AVCs) associados ao excesso de horas trabalhadas subiram, respectivamente, 41% e 19%, entre 2000 e 2016. No total, os AVCs causaram 400 mil mortes e as doenças cardíacas, 350 mil.
“É chocante ver tantas pessoas literalmente sendo mortas por seus empregos”, disse o diretor-geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Nosso relatório é um alerta para que países e empresas melhorem e protejam a saúde e a segurança dos trabalhadores, honrando seus compromissos de fornecer cobertura universal dos serviços de saúde e segurança ocupacional.”
Mortes evitáveis e trabalho
Um número bem acima da média de mortes relacionadas ao trabalho ocorre no Sudeste Asiático e no Pacífico Ocidental, atingindo especialmente homens e pessoas com mais de 54 anos.
O relatório observa que o total de doenças relacionada ao trabalho provavelmente é substancialmente maior, uma vez que a perda de saúde decorrente de vários outros fatores de risco ocupacionais ainda deve ser quantificada no futuro. De acordo com o estudo, os efeitos da pandemia de covid-19 devem dar outra dimensão ao cenário em estimativas futuras.
Além das longas jornadas, o levantamento também levou em conta outros fatores como a exposição no local de trabalho à poluição do ar, elementos de risco ergonômicos e ruído.
“Essas quase 2 milhões de mortes prematuras são evitáveis. É necessário agir com base nas pesquisas disponíveis para barrar o aumento das ameaças à saúde relacionadas ao trabalho”, disse a diretora do Departamento de Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Saúde da OMS Maria Neira. “Dentro do espírito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, saúde e trabalho devem trabalhar juntos, de mãos dadas, para garantir que este grande fardo de doenças seja eliminado.”
Para o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, os fatores de risco podem ser eliminados com mudanças nos padrões de trabalho. Ele pede a governos e a empregadores que tomem medidas para reduzir a exposição a esses riscos.
Metas abusivas crescem com home office e adoecem trabalhadores bancários
A imposição de sistema de metas abusivas aos trabalhadores do setor financeiro tem sido motivo de doenças ocupacionais, principalmente com o aprofundamento da exploração no home office durante a pandemia e com a reestruturação dos bancos.
“As metas abusivas continuam a todo a vapor e as LER/Dorts cresceram com o home office improvisado, que foi necessário para proteger as vidas. Entretanto, o bancário trabalha, muitas vezes, com o notebook no colo, na mesa de refeições, elevando as doenças ocupacionais físicas e os problemas psíquicos. Sempre demos atenção à saúde e às condições de trabalho, mas com a pandemia mais ainda. O mecanismo ‘adoecedor’, que já existia, foi aprofundado com todo este processo de mudanças, que acontece no contexto de um governo hostil aos trabalhadores, o que nos traz desafios ainda maiores”, explica o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
A situação preocupa o movimento sindical, que vem buscando formas de garantir os direitos e a saúde dos bancários. Este, inclusive, foi um dos temas prioritários para o debate na campanha nacional deste ano.
"Temos garantido através de acordos especificos com os bancos, equipamentos adequados para o trabalho em home office e cobrando incessantemente o fim das metas abusivas. É muito comum ver funcionários protelarem os tratamentos por medo de perder o emprego. Essa situação agrava ainda mais o caso. Nossa orientação é para que procurem tratamento adequando o quanto antes, de modo que não comprometa a saúde da bancária e do bancário ainda mais. O Sindicato está à disposição dos trabalhadores para oferecer apoio psicológico e/ou jurídico e auxiliá-los na luta por saúde e por direitos", destaca o diretor.
O relatório observa que o total de doenças relacionada ao trabalho provavelmente é substancialmente maior, uma vez que a perda de saúde decorrente de vários outros fatores de risco ocupacionais ainda deve ser quantificada no futuro. De acordo com o estudo, os efeitos da pandemia de covid-19 devem dar outra dimensão ao cenário em estimativas futuras.
Além das longas jornadas, o levantamento também levou em conta outros fatores como a exposição no local de trabalho à poluição do ar, elementos de risco ergonômicos e ruído.
“Essas quase 2 milhões de mortes prematuras são evitáveis. É necessário agir com base nas pesquisas disponíveis para barrar o aumento das ameaças à saúde relacionadas ao trabalho”, disse a diretora do Departamento de Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Saúde da OMS Maria Neira. “Dentro do espírito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, saúde e trabalho devem trabalhar juntos, de mãos dadas, para garantir que este grande fardo de doenças seja eliminado.”
Para o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, os fatores de risco podem ser eliminados com mudanças nos padrões de trabalho. Ele pede a governos e a empregadores que tomem medidas para reduzir a exposição a esses riscos.
Metas abusivas crescem com home office e adoecem trabalhadores bancários
A imposição de sistema de metas abusivas aos trabalhadores do setor financeiro tem sido motivo de doenças ocupacionais, principalmente com o aprofundamento da exploração no home office durante a pandemia e com a reestruturação dos bancos.
“As metas abusivas continuam a todo a vapor e as LER/Dorts cresceram com o home office improvisado, que foi necessário para proteger as vidas. Entretanto, o bancário trabalha, muitas vezes, com o notebook no colo, na mesa de refeições, elevando as doenças ocupacionais físicas e os problemas psíquicos. Sempre demos atenção à saúde e às condições de trabalho, mas com a pandemia mais ainda. O mecanismo ‘adoecedor’, que já existia, foi aprofundado com todo este processo de mudanças, que acontece no contexto de um governo hostil aos trabalhadores, o que nos traz desafios ainda maiores”, explica o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
A situação preocupa o movimento sindical, que vem buscando formas de garantir os direitos e a saúde dos bancários. Este, inclusive, foi um dos temas prioritários para o debate na campanha nacional deste ano.
"Temos garantido através de acordos especificos com os bancos, equipamentos adequados para o trabalho em home office e cobrando incessantemente o fim das metas abusivas. É muito comum ver funcionários protelarem os tratamentos por medo de perder o emprego. Essa situação agrava ainda mais o caso. Nossa orientação é para que procurem tratamento adequando o quanto antes, de modo que não comprometa a saúde da bancária e do bancário ainda mais. O Sindicato está à disposição dos trabalhadores para oferecer apoio psicológico e/ou jurídico e auxiliá-los na luta por saúde e por direitos", destaca o diretor.
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