09/09/2021

Na luta para vencer a pandemia, Sindicato Cidadão reforça importância da vacinação contra o Covid-19

Depois de meses à espera de um antídoto contra a doença que trouxe medo e muitas mudanças na rotina de bancários e bancárias, e diante da retomada de todas as atividades econômicas no país, vacinar-se contra o Covid-19 é sinônimo de salvar vidas!

Entretanto, a luta para vencer o vírus encontra ainda alguns obstáculos. A população está sendo bombardeada com notícias falsas, as tais das fakes news, sobre as vacinas. Isso atrapalha o enfrentamento a pandemia, que depende de um percentual alto de pessoas imunizadas.

Os dados mostram que ainda vivemos um momento grave, com índices altos de contaminação, e que não podemos colocar em risco nossa saúde, a vida de nossos familiares e daqueles que compartilham do nosso local de trabalho.

As vacinas têm o objetivo de evitar internações e óbitos, ou seja, os quadros mais graves da doença, e já é comprovado que todas elas cumprem este propósito.

“Os imunizantes trazem benefícios individuais e coletivos. A proteção de todos contra o coronavírus depende da proteção de cada um. Vacinar-se é uma atitude de responsabilidade e cuidado consigo e com o outro”, ressalta o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.

Preocupado com bem-estar dos trabalhadores, a entidade reforça, ainda, a importância de completar o ciclo de imunização com a 2ª dose, orientando a todos que fiquem atentos a data estipulada na carteira de vacinação.

“É fundamental que todos compareçam à unidade de saúde ou posto de vacinação mais próximo da sua residência. Apenas com as duas doses as pessoas terão o esquema vacinal completo e estarão, de fato, protegidas”, destaca o presidente do Sindicato.

Trabalhador que recusar vacina contra Covid-19 pode até ser demitido

Em julho deste ano, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo confirmou a modalidade de demissão para uma auxiliar de limpeza de um hospital de São Caetano do Sul (SP) que se recusou a ser imunizada. 

Anteriormente, em fevereiro, o Ministério Público do Trabalho (MPT) também divulgou orientação de que os trabalhadores que se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19 e não apresentarem razões médicas documentadas para isso poderiam ser demitidos por justa causa. O órgão sugere ainda que as empresas conscientizem os empregados sobre a importância da vacinação e abram diálogo sobre o assunto.

O Sindicato alerta: trabalhadores devem estar cientes do risco em recusar a vacina. A dispensa por justa causa exclui o direito ao aviso prévio, ao seguro-desemprego e à multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Confira os 7 pontos-chaves sobre as vacinas contra Covid-19:

1 – Por que é preciso tomar duas doses das vacinas Astrazenexa/Oxford/Fiocruz, CoronaVac/Instituto Butantan e Pfizer?

Isso acontece, segundo o ex-ministro Alexandre Padilha, porque algumas das metodologias das vacinas são diferentes e a segunda dose é feita com um produto diferente da primeira dose.

Ele cita um exemplo: um skatista para fazer uma manobra perfeita, às vezes, tem que treinar uma, duas, três vezes. Assim é com a vacina. Cada dose é um treinamento para o seu corpo desenvolver uma proteção contra aquele vírus. Todas as vacinas que nós temos, exceto a da Janssen, exigem duas doses pelo menos para ter um grau de proteção duas semanas depois da segunda dose.

2 – Por que não pode escolher vacina?

Isso não é razoável, afirma Diego Xavier. A gente está no momento em que todas as vacinas cumprem um papel essencial, que é evitar casos graves e hospitalizações. Então, independentemente da vacina que a pessoa tomar vai ter esse benefício e, nesse sentido, é muito melhor ter algum benefício do que não ter nenhum.

Talvez, lá na frente, a gente precise dar uma dose de reforço, já estamos estudando um mix de outras vacinas para reforço. As pessoas precisam acelerar esse processo e tomar a vacina que estiver disponível, a gente não tem condição de, no momento que a gente está, escolher que tipo de vacina para tomar.

3 – Existe vacina boa e vacina pior?

Todas as vacinas que estão disponíveis no Brasil garantem proteção duas semanas depois da segunda dose, garante Alexandre Padilha. Vacina boa é aquela que está no seu braço fazendo efeito, te protegendo no meio de uma pandemia com essa, complementa.

“Não escolha a vacina, nunca fizemos. Na campanha de vacinação de H1N1 no começo da imunização, por exemplo, eram quatro tipos de vacinas diferentes. Nunca ninguém escolheu”, diz Padilha.

4 – Estou protegido se tomar apenas uma dose?

Se a pessoa tomar apenas a primeira dose da vacina não é seguro, diz Diego Xavier. “A gente precisa seguir o que está na bula do fabricante, tanto respeitando o intervalo entre a segunda dose, quanto a pessoa precisa voltar para tomar a segunda dose, senão a gente não vai ter benefício esperado pela vacina”.

5 – Bebidas alcoólicas cortam o efeito da vacina?

Essa dúvida é muito constante, diz Alexandre Padilha, que explica: “De fato, se você beber 12 horas ou 24 horas após a tomar a vacina, não vai cortar o efeito dela. Não tem nenhuma contraindicação para bebida alcoólica, o que a pessoa não deve é exagerar na bebida”.

O que está acontecendo, diz o infectologista, é que muita gente toma vacina, bebe um pouco a mais, e fica mais solto ainda achando porque tem uma primeira dose da vacina pode abraçar as pessoas, ter contato, não faz de distanciamento físico, não usa álcool gel e aí se infecta logo depois que tomar vacina. Volto a dizer: a primeira dose não garante proteção total ainda.

6 – Por que é importante manter todos os cuidados mesmo depois da imunização completa?

Como o programa de vacinação no Brasil está muito lento, muito devagar, mesmo se você estiver vacinado com as duas doses, a chance de você se encontrar com alguém que não está vacinado ou que tomou apenas uma dose é muito alta, diz Alexandre Padilha.

“Por isso, mesmo vacinado, é importante você manter o distanciamento físico, o uso da máscara e não participar de nenhum tipo de aglomeração”.

7 – Posso me infectar e infectar outras pessoas mesmo vacinado?

A vacina contra a Covid-19 salva na maior parte das vezes, mas não significa que não possa ter uma falha, alerta Padilha.

“Todas as vacinas garantem 100% de proteção para evitar mortes e casos graves, mas elas não impedem que as pessoas se infectem e, ao se infectar, transmitir para outras pessoas”.
Fonte: Seeb Catanduva, com informações do Portal da Câmara dos Deputados

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