28/08/2021
A pedido do Sindicato, PLR Banco do Brasil 2021 será creditada em 31 de agosto
A pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), das federações, do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região e dos demais sindicatos, o Conselho de Administração do BB aprovou o pagamento da PLR Banco do Brasil 2021 aos funcionários na terça-feira 31 de agosto, mesma data em que serão distribuídos os dividendos aos acionistas.
“Nada mais justo que os bancos, com lucros exorbitantes mesmo em um período de pandemia e recessão econômica no país, valorizem seus trabalhadores, que são os que constroem no dia-a-dia esses resultados", destaca o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
Vicentim lembra que a PLR não é uma concessão dos bancos, mas uma conquista da luta dos trabalhadores. “Os bancários foram a primeira categoria profissional no Brasil a conquistar a PLR, no ano de 1995. É, portanto, um direito como tantos outros previsto na nossa CCT nacional, uma convenção que serve de exemplo para outras categorias."
O pagamento da PLR Banco do Brasil 2021, conquistada após a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho na Campanha Nacional de 2020, só ocorre após a distribuição de dividendos, ou juros sobre capital próprio, aos acionistas – incluindo o governo, que detém 50% das ações do BB; investidores estrangeiros com 21,5%; investidores nacionais com 28,1%; e ações em tesouraria, com 0,4%.
Em linhas gerais, não é possível simular previamente a PLR do Banco do Brasil 2021 porque este cálculo depende de etapas: separar o montante para os acionistas; fazer a distribuição para os acionistas, calcular o salário paradigma e a quantidade de salários e o módulo bônus para enfim, fazer o pagamento da PLR.
O Acordo Coletivo de Trabalho do BB sobre PLR prevê o pagamento 10 dias úteis após a distribuição de dividendos, e todo semestre a Contraf-CUT reivindica sempre a antecipação, tendo conseguido em anos anteriores.
- 2019: os acionistas receberam em 30 de agosto, e a PLR foi paga no mesmo dia
- Março de 2020 os acionistas receberam em 5 de março, e a PLR paga no mesmo dia
- Setembro de 2020 os acionistas receberam em 31 de agosto e foi um ano de renovação do ACT, então a PLR foi paga após a assinatura do acordo, em 20 de setembro.
- Em março de 2021 os acionistas receberam em 3 de março e a PLR paga no dia 12 de março
“A rotina do funcionário do BB é cumprir metas cada vez maiores em meio a um cenário de pandemia, enfrentar sobrecarga por conta da redução do número de funcionários, menores oportunidades de crescimento profissional, e ameaças de perda de função, ou descomissionamento”, afirma Fukunaga.
“Esse cotidiano massacrante muitas vezes impede o funcionário de se atentar para outras questões que afetam o banco e, consequentemente, os funcionários, incluindo a redução do share no agronegócio, a concorrência das Fintechs, a ameaça do Open Banking e as ameaças constantes de privatização, a qual parte dos funcionários não acredita, mas que já foi defendida muitas vezes, inclusive pelo atual ministro da Economia, Paulo Guedes, na reunião ministerial divulgada em maio do ano passado, na qual o presidente disse cogitar a questão após 2022,” completa.
O presidente do Sindicato ressalta também que as constantes reestruturações pelas quais o banco vem passando, como a que está em andamento neste momento, nada mais são do que a preparação do banco para a privatização. "Elas não servem para melhorar a eficiência do banco, como tenta passar o governo. O BB já é mais eficiente do que os bancos privados. A reestruturação atual retira funções e ataca a remuneração dos funcionários, além de aumentar a sobrecarga e o desemprego, e prejudicar o atendimento à população. Como pode um banco tão fundametal para o desenvolvimento do país estar sendo tão massacrado pelo governo? A população precisa ter essa informação e saber que, se o BB for privatizado todos os brasileiros vão perder", alerta Vicentim.
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