21/08/2021

Conferência Estadual define plano de lutas, priorizando saúde dos trabalhadores e defesa da democracia



Bancários do Estado de São Paulo definiram neste sábado (21) suas prioridades para a Campanha Nacional Unificada 2021/2022 durante a 23ª Conferência Estadual, organizada pela Fetec-CUT/SP, que definiu a delegação e a pauta de reivindicações para a Conferência Nacional da categoria, que acontece em setembro.  Na ocasião, foram eleitos 400 delegados.

Por conta da pandemia, pelo segundo ano consecutivo a Conferência foi realizada de forma virtual, superando as expectativas em participação, com a presença de 426 delegados dos 14 sindicatos filiados à FETEC-CUT/SP, eleitos em assembleias e nas conferências regionais preparatórias.

O diretor de Administração e Finanças da Federação, Roberto Rodrigues, apresentou o plano de lutas, que, entre outros temas, prioriza a saúde dos trabalhadores bancários, com fiscalização do teletrabalho, respeito à jornada e direito à desconexão. A manutenção da CCT, continuidade do aumento real e da PLR também protagonizaram o debate que ainda abordou o cenário caótico do país com o retrocesso imposto pelo governo Bolsonaro.

"Vivemos um dos piores cenários da nossa história, com o pior governo num momento extremamente delicado. São milhares de famílias enlutadas, pessoas em total estado de miséria, milhares de desempregados e nossa economia afundando de tal forma que levará anos para revertermos todo esse retrocesso e retirada de direitos impostos por esse governo genocida. Portanto, nossa luta vai muito além da garantia e manutenção de direitos. Historicamente a categoria bancária é linha de frente em lutas históricas e neste ano não será diferente. Não estamos sós. Estamos atentos e fortes. Vamos transformar nosso luto em luta, nas ruas e nas redes’’, concluiu a presidenta da FetecCUT/SP, Aline Molina.

Para Ivone Silva, presidenta do Seeb SP e coordenadora do Comando Nacional da categoria, o cenário atual exige que os trabalhadores de bancos enfrentem questões urgentes e fundamentais, como a defesa da vida, dos empregos, regime de home office, critérios para retorno presencial ao trabalho e garantia de direitos seriamente ameaçados pela política econômica do governo Bolsonaro, representado pelas privatizações, pela PEC 32, que vai destruir o serviço público, e pela MP 1045, que praticamente volta ao regime da escravidão e que também afeta diretamente os bancários. ''Por isso, os trabalhadores de bancos precisam estar mobilizados e organizados, junto ao Sindicato, em uma campanha nacional forte.”

"Temos muitos desafios pela frente. Mesmo sem negociação salarial neste ano, graças ao acordo de dois anos, estamos sofrendo intensos ataques aos nossos direitos, aos empregos bancários e à própria organização dos trabalhadores. Nossa participação na Conferência foi muito importante para reforçar nossa unidade na luta não apenas em prol da categoria, mas de toda a classe trabalhadora. Saímos fortalecidos para discutir os rumos do Brasil com toda a sociedade e construir o país que queremos ter, sem fome e sem miséria, com emprego de qualidade e direitos preservados”, avaliou o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.

Confira o Plano de Lutas de 2021/2022

1- PARA NEGOCIAÇÃO COLETIVA:
  • Manutenção da CCT e da mesa única de negociação;
  • Pela continuidade do aumento real e PLR;
  • Fiscalização de condições de trabalho para Teletrabalho /HomeOfice;
  • Respeito à jornada de Trabalho e ao direito de se desconectar;
  • Lutar pela representação de todos os seguimentos do Ramo Financeiro;
  • Reconhecimento da Patologia da COVID como doença ocupacional e emissão de CAT.

2 - CATEGORIA BANCÁRIA
  • Em defesa do Emprego e de mais contratações;
  • Contra o fechamento de agências/departamentos;
  • Lutar por saúde plena e condições de trabalho dignas;
  • Defesa da Saúde e Segurança do trabalhador Bancário e Bancária;
  • Combate às cobranças excessivas de metas que adoecem;
  • Contra os descomissionamentos arbitrários;
  • Reiterar e intensificar os protocolos Sanitários, como: uso de máscara, distanciamento, acrílicos nas mesas, renovação do ar, sanitização e limpeza permanente dos locais de trabalho, entre outros;
  • Em defesa dos bancos e empresas públicas, e de seu papel social.

3 - DEMOCRACIA PARA OS TRABALHADORES (AS)
  • Em defesa do estado democrático de direito;
  • Estatização do sistema financeiro com controle social e político;
  • Defesa da vida e das orientações médicas e sanitárias da OMC;
  • Fora Bolsonaro;
  • Vacina no braço, comida no prato!
Fonte: Fetec-CUT/SP, com edição de Seeb Catanduva

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