19/08/2021
Com tantas demissões, bancos são campeões de ações trabalhistas na pandemia
O estudo aponta ainda que no período anterior à pandemia (janeiro de 2019 a janeiro de 2020), o setor campeão de processos trabalhistas era o da construção civil, com 60,7 mil ações. Já os bancos, entre junho de 2020 a junho de 2021, responderam a 45,5 mil na Justiça do Trabalho.
Isso é claramente resultado das demissões promovidas pelas instituições financeiras em plena pandemia. Os bancos, sem qualquer responsabilidade social, seguiram demitindo na crise de Covid-19, contribuindo para o desemprego no país responsável por seus lucros altíssimos.
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do governo federal, houve redução de 12.060 postos de trabalho no setor bancário, entre março de 2020 a junho de 2021. O Caged considera os dados de todos os bancos que atuam no país. Mas levando-se em conta apenas os cinco maiores – Caixa, BB, Itaú, Bradesco e Santander –, o saldo de extinção de empregos sobe para 14.930 no mesmo período. Se dessa conta for retirado o Itaú – que apesar de ter demitido, também contratou – esse total salta para 18.434 postos de trabalho extintos no Brasil.
É uma contribuição negativa bastante relevante para o desemprego no país, que atinge 15 milhões de brasileiras e brasileiros, quando se leva em conta que Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa lucraram alto mesmo na crise econômica agravada pelo coronavírus.
Como se não bastasse demitir pais e mães de família em uma crise sanitária, as instituições financeiras ainda desrespeitam as leis durante a vigência de contrato do trabalhador e quando da sua demissão. Como, tradicionalmente, eles também não cumprem a lei no período em que o trabalhador era seu funcionário, já se tornou praxe cobrar esses direitos negados na Justiça.
"Muitos trabalhadores contam com a assessoria jurídica do Sindicato para isso”, ressalta o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
"Nossa entidade conta com equipe jurídica especializada, à disposição dos bancários e bancárias, que esclarece dúvidas, orienta e assessora o trabalhador nas ações" informa o dirigente.
Para agendar uma consulta jurídica, o bancário deve entrar em contato pelo (17) 3522-2409 ou pelo WhatsApp (17) 99259-1987.
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