17/08/2021
Mobilização: Quarta-feira (18) é Dia Nacional de Luta Contra a Reforma Administrativa
Nesta quarta-feira (18) é o Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a Reforma Administrativa. Junto com centrais sindicais, movimentos populares e vários setores da sociedade, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região convocam a categoria bancária a participar do movimento em defesa do serviço público, contra as privatizações e por geração de emprego.
A luta do Dia 18, que também é de todos os brasileiros que dependem do serviço público, inclui as pautas urgentes como a luta pelo auxílio emergencial de R$ 600, vacina já para todos, por mais empregos, contra a carestia e a miséria. A luta também inclui a defesa dos bancos públicos, ferramentas indispensáveis para o Brasil superar a crise, voltar a se desenvolver e manter as possibilidades de fomentar sua própria economia.
"É preciso deixar claro para todos que a luta é de toda a classe trabalhadora, porque tanto a PEC 32 de Bolsonaro, quanto barrar as privatizações e pressionar pela geração de emprego decente são de interesse de todos. Acabar com presença do Estado brasileiro na proteção à população é desprezar o cidadão que sempre necessita, recorre e encontra atendimento nos serviços públicos. A reforma também impacta diretamente os bancos públicos, como BB e Caixa, comprometendo o desenvolvimento econômico do país, além de ser mais uma ameaça ao emprego na categoria. Apenas a luta e unidade de toda classe trabalhadora são capazes de fazer frente a tamanhas tentativas de ataques aos direitos essenciais. É hora de fazer valer a voz do povo, que está cansado de ser maltratado enquanto o governo realiza todas as vontades do mercado. Vamos juntos às ruas, às redes e à luta!", conclama Roberto Vicentim, presidente do Sindicato.
As três esferas do funcionalismo público (federal, estadual e municipal) preparam uma paralisação. Também haverá mobilizações nas redes sociais, assembleias, panfletagens e protestos no Brasil inteiro. Um tuitaço será realizado a partir das 9h com a hashtag #18ADiaDeLuta.
Principais riscos da PEC 32
- Acaba com concursos para o setor público: menos servidores significa serviços mais precarizados;
- Acaba com estabilidade de servidores: trabalhadores podem ser perseguidos e demitidos abrindo espaço para contratação de cargos que atendem ao interesse de um governante e não da sociedade;
- Transfere atividades públicas para a iniciativa privada: serviços públicos básicos como a saúde ficarão nas mãos da iniciativa privada, com custos repassados à população, cuja maioria, não pode pagar;
- Dá poderes ao presidente da República para reorganizar o funcionamento do Estado: sem discussão com a sociedade ou com o Congresso, o chefe do Executivo poderá interferir na organização dos serviços públicos;
- Não combate altos salários: a PEC 32 não mexe com os chamados cargos de Estado – militares, juízes, desembargadores, diplomatas, que são os mais altos salários. A maioria dos servidores ganha, em média, R$ 3.816,00. No serviço municipal, o rendimento é menor ainda. Cerca de 75% ganham até R$ 3.381,00.
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