10/08/2021
18 de agosto é dia de greve dos servidores e de mobilização da classe trabalhadora

Os servidores das três esferas – municipal, estadual e federal – vão fazer uma greve de 24 horas no dia 18 de agosto, Dia Nacional de Luta e Paralisações, que terá mobilizações e paralisações também de trabalhadores da iniciativa privada em todas as capitais do país.
A CUT e as demais centrais sindicais estão organizando e mobilizando para a luta contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa, enviada ao Congresso Nacional pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), contra as privatizações, e a inflação; e, em defesa do auxílio emergencial de R$ 600, por vacina já para todos e todas, e emprego.
“É preciso deixar claro para todos e todas que a luta é de toda a classe trabalhadora porque tanto a PEC 32 de Bolsonaro, quanto as privatizações e todas as pauta que estarão em debate neste dia é de interesse de todos os brasileiros e brasileiras”, afirma Pedro Armengol, diretor da CUT e da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).
“As prioridades de Bolsonaro são a reforma Administrativa, que acaba com o serviço público, abre espaço para indicações políticas, aumentando o risco de corrupção; e as privatizações, que tiram do povo o seu patrimônio”, explica Armengol.
> Confira as 7 principais mentiras do governo Bolsonaro sobre a reforma Administrativa
“Todas as pautas do Dia Nacional de Luta estão interligadas com a luta dos servidores porque afetam diretamente os trabalhadores e as trabalhadoras”, já havia alertado o presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre, que ressaltou também a luta contra a disparada da inflação, as altas taxas de desemprego, a necessidade de vacina para todos já e o auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia.
“O dia 18 é um dia de mobilização nacional e em apoio à greve dos servidores contra a reforma Administrativa, que é ruim para o Brasil e para o povo brasileiro”, disse Sérgio.
Categoria bancária se soma à luta
Nos Congressos Nacionais dos Bancos Públicos, realizados no último final de semana, bancários da Caixa e do Banco do Brasil aprovaram resolução pela mobilização e participação da categoria nas atividades do Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a PEC 32.
"Com a desculpa de promover uma ‘reorganização’ da administração pública, a chamada Reforma Administrativa ataca os funcionários públicos e seus direitos e prejudica o oferecimento de serviços públicos à população brasileira. O Brasil, com o projeto privatista do governo Bolsonaro, está na contramão do mundo. Mobilização e unidade são os caminhos para defender o patrimônio nacional e os trabalhadores", ressaltou o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
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