05/05/2021
Confirmadas as previsões: IPO não serve ao banco público e ao desenvolvimento do país
.jpg)
Reportagem da Folha de S .Paulo, publicada no último domingo (2), comprova o que o Sindicato e demais entidades representativas da Caixa alertam há tempos: o montante arrecadado com a abertura de capital da Caixa Seguridade não ficará no banco público, sendo repassado ao Tesouro por meio do pagamento de IHCDs (instrumentos híbridos de capital e dívida).
De acordo com a reportagem, “a Caixa planeja quitar R$ 10 bilhões [em IHCDs] ao longo deste ano e optou por reduzir um pouco o montante inicial para cerca de R$ 3 bilhões —antes pretendia reduzir a dívida (sic) à metade (R$ 5 bilhões)”. O dinheiro para isso sairá da IPO da Caixa Seguridade e outras operações de desinvestimentos, além de receitas correntes.
Somente em 2019, a Caixa pagou R$ 11,85 bilhões em ICDHs ao Tesouro.
Os IHCDs são operações entre a Caixa e o Tesouro, que possuem cláusulas de perpetualidade, justamente para que possam compor o patrimônio de referência da empresa. A restituição dos valores fica a critério de quem o recebeu. Portanto, não se trata de dívida. A devolução dos IHCDs vai descapitalizar o banco, comprometer sua sustentabilidade financeira e impossibilitar investimentos no país. E, pior, com o atual governo privatista, comandado por Paulo Guedes e Jair Bolsonaro, esses recursos não serão utilizados para melhorar a vida da população, e sim para pagar os juros da dívida pública, cujo maiores credores são banqueiros e investidores privados. É a transferência do patrimônio público para o grande capital privado.
Os IHCDs são operações entre a Caixa e o Tesouro, que possuem cláusulas de perpetualidade, justamente para que possam compor o patrimônio de referência da empresa. A restituição dos valores fica a critério de quem o recebeu. Portanto, não se trata de dívida. A devolução dos IHCDs vai descapitalizar o banco, comprometer sua sustentabilidade financeira e impossibilitar investimentos no país. E, pior, com o atual governo privatista, comandado por Paulo Guedes e Jair Bolsonaro, esses recursos não serão utilizados para melhorar a vida da população, e sim para pagar os juros da dívida pública, cujo maiores credores são banqueiros e investidores privados. É a transferência do patrimônio público para o grande capital privado.
Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, fala sobe a descapitalização do banco
A IPO da Caixa Seguridade, assim como o repasse do montante arrecado com a operação ao Tesouro, faz parte de um plano de privatização aos pedaços da Caixa.
Como a privatização do banco precisaria do aval do Congresso, o atalho encontrado pelo governo Bolsonaro e pela direção da Caixa, na pessoa do presidente Pedro Guimarães, foi a venda de suas subsidiárias. Após a IPO da Caixa Seguridade, estão na mira Caixa Cartões, Loterias e Gestão de Recursos. E, para além disso, pretendem criar uma nova subsidiária, que concentraria todo o trabalho social do banco, que chamam de Banco Digital, com intuito de também entregá-la aos banqueiros privados. Este seria o fim da Caixa, o banco do Bolsa Família, do auxílio-emergencial, do financiamento da moradia, da infraestrutura.
A matéria da Folha de S. Paulo confirma o que o Sindicato e demais entidades representativas dos trabalhadores falam há tempos. A venda das áreas mais rentáveis da Caixa não trará recursos para o banco e muito menos será utilizada em prol da população e do desenvolvimento do país. Pelo contrário, significará menos empregados, menos agências, menor capacidade de operação e financiamento de programas sociais. As lutas em defesa da Caixa pública, do seu papel social, de um bom atendimento para a população, por condições de trabalho adequadas e na defesa dos direitos dos empregados são indissociáveis e urgentes. Nas atividades do último dia 27, trabalhadores e entidades sindicais deram uma demonstração de força e unidade. E a mobilização continuará cada vez mais forte, chamando toda a sociedade para essa luta, que é de interesse de todos.
Como a privatização do banco precisaria do aval do Congresso, o atalho encontrado pelo governo Bolsonaro e pela direção da Caixa, na pessoa do presidente Pedro Guimarães, foi a venda de suas subsidiárias. Após a IPO da Caixa Seguridade, estão na mira Caixa Cartões, Loterias e Gestão de Recursos. E, para além disso, pretendem criar uma nova subsidiária, que concentraria todo o trabalho social do banco, que chamam de Banco Digital, com intuito de também entregá-la aos banqueiros privados. Este seria o fim da Caixa, o banco do Bolsa Família, do auxílio-emergencial, do financiamento da moradia, da infraestrutura.
A matéria da Folha de S. Paulo confirma o que o Sindicato e demais entidades representativas dos trabalhadores falam há tempos. A venda das áreas mais rentáveis da Caixa não trará recursos para o banco e muito menos será utilizada em prol da população e do desenvolvimento do país. Pelo contrário, significará menos empregados, menos agências, menor capacidade de operação e financiamento de programas sociais. As lutas em defesa da Caixa pública, do seu papel social, de um bom atendimento para a população, por condições de trabalho adequadas e na defesa dos direitos dos empregados são indissociáveis e urgentes. Nas atividades do último dia 27, trabalhadores e entidades sindicais deram uma demonstração de força e unidade. E a mobilização continuará cada vez mais forte, chamando toda a sociedade para essa luta, que é de interesse de todos.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Mercantil antecipa pagamento da 13ª cesta-alimentação para esta sexta (30)
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
- INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria