23/04/2021
Acordo de horas negativas: Santander não quer pagar horas extras aos finais de semana

O Santander impôs termo de compensação de horas aos finais de semana e feriados para todos os trabalhadores que registram jornada, sem nenhuma negociação com os sindicatos. De acordo com o termo, todo trabalho extra realizado poderá ser compensado em até seis meses, inclusive o trabalho aos finais de semana e feriados, que será compensado, e não pago. Isto fere a Convenção Coletiva de Trabalho, o Acordo Específico do Santander e também o Acordo de Banco de Horas Negativas, que já estava assinado.
Há, ainda, denúncias de que gestores estão assediando bancários para que assinem o termo. Para o movimento sindical, todas as vezes que o banco não respeita o processo negocial e impõe acordos diretos aos trabalhadores, o intuito é a retirada de direitos.
O Santander alega que algumas áreas específicas já fazem trabalho aos finais de semana mas, em nenhum momento, os representantes da categoria se recusaram a negociar um acordo para estes trabalhadores, desde que não seja uma negociação rebaixada.
Acordo de banco de horas negativas
Em paralelo, em sua proposta para renovação do Acordo de Banco de Horas Negativas – que garantiu 18 meses para compensação – o Santander condiciona a assinatura à retirada da cláusula que assegura pagamento de horas extras aos finais de semana e feriados. A cláusula foi incluída justamente para evitar que o banco convocasse bancários aos finais de semana e feriados para compensar horas negativas.
O movimento sindical considera que a retirada desta garantia é altamente prejudicial aos trabalhadores, fere acordos coletivos e, mais do que isso, demonstra a intenção do Santander em validar o termo individual, imposto sem qualquer negociação.
Cabe destacar que bancários só estão acumulando horas negativas pelo fato do Santander não oferecer função no home office, o que é cobrado frequentemente pelo Sindicato. Porém, a forma como o banco conduz o processo leva os trabalhadores a acumular horas impagáveis.
Com a recusa do Santander em negociar, o movimento sindical vai analisar os caminhos a serem tomados.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Itaú lucra bilhões, corta empregos e precariza atendimento: Sindicato vai às ruas e cobra responsabilidade social
- 2º turno da eleição para o CA da Caixa começa nesta quarta-feira (18). Vote Fabiana Uehara - 0001!
- Dia Nacional de Luta no Bradesco: Sindicato vai às ruas contra demissões e abandono da população
- Contraf-CUT e Sindicatos lançam panfleto didático e interativo de como enfrentar atitudes tóxicas e de violência doméstica
- Apoio ao fim da escala 6×1 cresce e chega a 71% dos brasileiros, diz Datafolha
- Mesmo com mercado de trabalho aquecido, bancos eliminam 8,9 mil postos em 2025; mulheres são mais afetadas
- Eleições da Cassi começam nesta sexta-feira (13); associados podem votar por aplicativo, site e terminais do BB
- Pela vida das mulheres: Sindicato mobiliza agências e reforça combate à violência de gênero
- COE Itaú cobra transparência sobre plano de saúde, questiona fechamento de agências e discute renovação do acordo da CCV
- Banesprev: vem aí um novo equacionamento de déficit para o Plano II
- Sindicato denuncia fechamento de agência do Bradesco em Ariranha e cobra responsabilidade social do banco
- Eleição para o CA da Caixa terá segundo turno. Apoio do Sindicato é para Fabi Uehara
- Resultado do ACT Saúde Caixa: manutenção de valores de mensalidades do plano em 2025 exigiu aporte de R$ 581 mi da Caixa
- Planejamento da FETEC-CUT/SP debate campanha salarial e cenário político de 2026
- Votação para representante dos empregados no CA é retomada. Vote Fabi Uehara!