25/03/2021
Feriados Antecipados: após pressão dos sindicatos, Caixa só pagará programas sociais

Graças à falta de coordenação dos entes públicos nos esforços para conter a pandemia da Covid-19, os empregados da Caixa no estado de São Paulo, nas cidades que decidiram por antecipar feriados, estão sofrendo com dúvidas e incertezas sobre como será sua rotina de trabalho nos próximos dias.
Assim, para discutir as condições de trabalho dos empregados nesses municípios, os sindicatos de bancários e a Apcef/SP procuraram estabelecer diálogos com a empresa, apresentando como demanda a necessidade de fechamento das unidades.
Os representantes da Caixa argumentaram que, pelo fato de não ter sido definido feriado bancário para estes dias, parte das rotinas, precisaria ser mantida, já que o vencimento de contas e faturas não seria alterado. O movimento sindical cobrou que, caso fosse necessário algum atendimento contingencial, este fosse restrito aos empregados que estivessem trabalhando presencialmente, e que todos tivessem a devida contraprestação financeira, com o pagamento integral de horas extras. Foi comunicado aos representantes das entidades que o assunto seria remetido à matriz, e que na quarta-feira (24) haveria a definição.
Após pressão das entidades sindicais, a Caixa informou que nas cidades em que houver o feriadão, entre os dias 26 de março e 1º de abril, o banco funcionará com expediente das 8h às 12h, somente para pagamento de programas sociais. No dia 2 de abril, feriado da Sexta-feira da Paixão, nenhuma agência abrirá.
Só trabalha quem quiser
A direção do banco informou também que apenas os empregados que se voluntariarem até esta quinta-feira 25, por meio do queroatender.caixa, vão trabalhar nos feriados antecipados. Os trabalhadores que batem ponto, no caso específico desta operação, vão receber 100% de hora extra pelo trabalho no feriado, sem compensação. Ou seja, para estes dias não valerá o acordo de pagamento de 50% de adicional em hora extra e 50% de compensação. No caso dos gerentes gerais que trabalharem na operação, eles terão uma folga por dia trabalhado.
Empregados do grupo de risco não poderão se voluntariar para trabalhar.
Além disso, não haverá atendimento remoto de clientes entre os dias 26 de março e 1º de abril, ou seja, não haverá home office nas agências.
A falta de coordenação dos esforços para conter a pandemia traz confusões, como as que vimos neste caso na Caixa, e diversos transtornos. Caso o governo e o Banco Central decretassem feriado bancário nestes dias, a situação seria resolvida. A diferença entre os decretos também causa situações como esta, em que alguns municípios foram enfáticos, determinando o fechamento total, e outros não, o que demandou que houvesse a busca de uma solução intermediária.
"Temos buscado resolver questões como essas, de maneira a garantir os direitos dos empregados, através do diálogo e das negociações, sempre colocando como prioridade para o banco a vida dos trabalhadores. Finalmente, após pressão das entidades representativas, a direção da Caixa mostrou bom senso. Seguimos acompanhando os desdobramentos e cobrando, ainda, a redução das metas, que têm provocado o esgotamento e adoecimento da categoria, que já tem sofrido tanto com o medo e os riscos de contaminação do Covid-19", destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
"Não tivemos nenhuma informação, ainda, de que municípios pertencentes à nossa base farão adesão ao feriadão extendido. Mas, é válido reforçar que, qualquer pressão para que o empregado participe da operação deve ser denunciada ao Sindicato. O sigilo é garantido", acrescenta o diretor.
Gerentes Gerais e Tesoureiros das agências que seguirão fechadas
A Caixa ainda não informou ao movimento sindical como ficará a situação dos gerentes gerais e tesoureiros, responsáveis por atividades internas, de agências que não irão abrir. Esta é uma preocupação dos sindicatos, uma vez que o ATM irá funcionar no período. As entidades cobram do banco um retorno sobre esta questão.
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