17/11/2020
Economia gerada com a reforma da Previdência deve ser comemorada?

Com um ano de aprovação da reforma da Previdência (completado no último dia 13), parte do jornalismo econômico celebrou o fato de que a “economia” – em outras palavras, diminuição no pagamento de aposentadorias – superou as estimativas originais, alcançado R$ 8,5 bilhões “poupados”.
A promessa de criação de empregos, obviamente, não se concretizou durante a pandemia – e críticos afirmam que dificilmente isso aconteceria mesmo em condições estáveis.
Se o governo usa a eclosão do novo coronavírus como muleta para justificar a retomada do mercado de trabalho, a “economia” superior na Previdência teria razões bastante similares, “pelo simples fato de que a pandemia atrasou pedidos de novos benefícios”, lembra o professor de Economia da Unicamp Guilherme Mello.
Em janeiro de 2020, havia 1,3 milhões de pedidos atrasados no INSS. Em outubro, eram 1,8 milhões de pedidos na fila. Destes, um milhão sequer tinham passado pela análise inicial.
Independentemente das razões que levaram à redução de verbas destinadas ao pagamento de aposentadorias e pensões, o resultado, segundo Mello, não é razão para comemoração.
“A perda de renda de milhões de famílias em um cenário de recessão e desemprego não é algo a ser comemorado sob nenhum ponto de vista”, critica.
Isto porque menos aposentadorias e pensões significam menor capacidade de compra na base da sociedade e, consequentemente, maior dificuldade no aquecimento da economia.
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