02/10/2020
Defesa das empresas e serviços públicos tem encontro internacional dia 07/10. Participe!

Um encontro histórico entre representantes de trabalhadores de empresas e serviços públicos de países latino-americanos, entre eles o Brasil, acontece no próximo dia 7 de outubro. É o 1º Encontro Internacional em Defesa das Empresas e Serviços Públicos – Fórum das Américas em Defesa dos Empregos, Empresas e Serviços Públicos de Qualidade, que integra as celebrações do Dia Internacional do Trabalho Decente e do Dia Continental para a Democracia e Contra o Neoliberalismo, e foi organizado por várias entidades, entre as quais a UNI Américas e o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.
“É uma oportunidade ímpar com o propósito de organizar e globalizar o debate sobre o papel do Estado e a importância dos serviços e empresas públicas, para garantir cidadania à população, em especial neste momento de pandemia, quando torna-se ainda mais fundamental a ação dos sindicatos e das entidades na busca por melhores condições de vida e de trabalho”, afirma a coordenadora do Comitê, Rita Serrano.
A boa expectativa com a iniciativa inédita é compartilhada por Márcio Monzane, secretário regional da UNI Américas, entidade integrante da Uni Global Union, que reúne diversas categorias profissionais em 150 países e todas as regiões do mundo – no caso específico da UNI Américas são representados 14 setores de atividade econômica. “Este é o primeiro encontro em que o conjunto do movimento sindical da América Latina faz um chamado público para a importância de defender o que é de todos. Espero que a partir de outubro avancemos em um processo de conscientização e trabalho com agenda comum em todos os países”, aponta.
Representando os bancários de Catanduva e Região, participará o diretor do Sindicato e empregado da Caixa Econômica Federal, Antônio Júlio Gonçalves Neto, o Tony.
O diretor destaca a necessidade de ampliar a comunicação sobre o tema e dar destaque aos debates com toda a sociedade sobre a importância de defender as empresas públicas e fortalecer a luta contra os projetos de privatização do governo.
"As estatais são responsáveis pelo desenvolvimento de setores econômicos que não interessam ao mercado privado, por isso defendê-las é fundamental. Assim como as demais empresas públicas, os bancos públicos, como Caixa e BB, desempenham uma função social que não interessa ao mercado competir porque não oferece um retorno financeiro satisfatório. Sem essas empresas, a vida dos brasileiros seria muito mais difícil e cara. Essas instituições estão sob forte ataque da sanha privatista de Bolsonaro e sua equipe econômica. É muito importante, frente a isso, ampliarmos nossa organização e mobilização através do diálogo com toda a população para mostrar os prejuízos do desmonte dessas empresas para os trabalhadores e sua enorme contribuição no desenvolvimento da sociedade brasileira, bem como elaborar de maneira conjunta estratégias de reação e resistência em defesa do patrimônios do povo brasileiro", ressalta Tony.
Por conta da pandemia de Covid-19 o encontro será virtual, com transmissão cruzada por várias entidades (entre elas o comitê) e início às 11h (horário do Brasil). Com a frase “O Público em Mãos Públicas” o evento pretende não apenas organizar os sindicatos, mas também denunciar globalmente os malefícios das privatizações, que resultam em demissões, serviços de pior qualidade e preços mais altos para a população. Além disso, esclarecer que empresas e os serviços públicos são essenciais também porque formam Estados mais democráticos, com acesso igualitário a todos os seus cidadãos, pois o que é privado não prioriza os mais pobres e vulneráveis e, inclusive, as privatizações falharam em muitos países, que hoje promovem reestatizações.
Entre as pautas do encontro estão, portanto, a elaboração de um novo contrato social com trabalho decente e acesso universal a bens e serviços públicos; um Estado democrático com orçamento público a serviço da sociedade e para a justiça fiscal e contra a privatização estatal e a captação corporativa de empresas públicas – afinal, se é público, é de todos. A programação inicial pode ser conferida abaixo, mas para participar é preciso fazer a inscrição rapidamente, pois as vagas são limitadas. Para tanto, acesse o link bit.ly/oPublicoemMaosPublicas.
A programação deverá ser dividida em dois blocos, com a participação de representantes de sindicatos e entidades, entre os quais Rafael Freire, secretário-geral do Central Sindical das Américas, em nome do Conselho Global da União das Américas; Daniel Chávez (TNI); Susana Ruiz Rodríguez (Oxfam); Edwin Palma (USO-Colômbia) e Rita Serrano, do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. Também é prevista a participação de Maria Fernanda Coelho, ex-presidenta da Caixa Federal, e de Ernesto Murro, ex-ministro do Trabalho e Seguridade Social do Uruguai.
Os relatos de experiências sindicais deverão reunir variadas categorias. Além da UNI América e do Comitê participam da organização do encontro a IndustriALL Global Union (trabalhadores em mineração, energia e manufatura); ITF – Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes; BWI – Internacional dos Trabalhadores da Construção e Madeira; EI – Internacional da Educação, PSI – Internacional de Serviços Públicos, e a CSA, Confederação Sindical das Américas.
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