06/08/2020
Campanha dos bancários discute defesa do emprego e regras para o trabalho em casa

Santander ignorou compromisso com bancários e demitiu centenas durante a pandemia
Representantes do Comando Nacional dos Bancários e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) voltam à mesa virtual de negociação nesta quinta-feira (6), a partir das 14h. Na pauta da campanha dos bancários, talvez o tema mais sensível desta campanha salarial: o emprego. Mesmo com lucro que somou R$ 18 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano, os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander) fecharam 11,5 mil postos de trabalho em 12 meses. O Santander, descumprindo compromisso assumido com os trabalhadores, já cortou 700 vagas neste período de pandemia.
A pauta de reivindicações dos bancários, que têm data-base em 1º de setembro, inclui cláusula específica sobre o tema. “As empresas garantirão o emprego dos trabalhadores abrangidos por esta convenção durante a vigência da mesma sendo vedada a demissão em massa, bem como a rotatividade”, diz o artigo 39.
Para Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, que negocia diretamente com a Fenaban, não há justificativa para que o setor demita, diante dos resultados obtidos. “É preciso que os bancos, que operam como concessões públicas, tenham responsabilidade social – ainda mais neste momento de pandemia, e também na pós-pandemia, quando a economia precisará viver um momento de intensa recuperação – e não colaborem para o aumento da já elevadíssima taxa de desemprego no país. Além disso, é necessário combater a sobrecarga de trabalho no setor bancário, um dos principais fatores de adoecimento da categoria. Isso não se faz demitindo, e sim contratando”, afirma Ivone.
Parâmetros para home office
Outra reivindicação da campanha dos bancários, discutida na terça-feira (4) com os bancos, refere-se ao teletrabalho ou home office. O detalhado artigo 56 da pauta entregue à Fenaban estabelece uma série de “parâmetros mínimos” para a prestação de serviço a distância. Trata de modalidade de contratação, remuneração, benefícios, equipamentos, jornada, custos, saúde e segurança para o trabalho em casa.
Durante a pandemia, até 300 mil bancários – dois terços da categoria no país – permaneceram em home office. “Tem de ter controle da jornada de trabalho, não pode ter aumento de meta para quem está em teletrabalho. Tem de cumprir a jornada, pagar os custos com equipamentos e internet. Também tem de ter o direito a desconexão, para que o trabalho não invada o horário de almoço, a noite e a folga”, afirma a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Setor Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, também coordenadora do Comando.
A pedido dos bancários, o Dieese realizou pesquisa sobre o tema com aproximadamente 11 mil trabalhadores. Apenas 19% afirmaram ter um cômodo apropriado para o serviço em casa. Perto da metade (44,8%) usa a sala como escritório. E até a cozinha é utilizada: foi a opção para 5,1% dos entrevistados.
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A pauta de reivindicações dos bancários, que têm data-base em 1º de setembro, inclui cláusula específica sobre o tema. “As empresas garantirão o emprego dos trabalhadores abrangidos por esta convenção durante a vigência da mesma sendo vedada a demissão em massa, bem como a rotatividade”, diz o artigo 39.
Para Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, que negocia diretamente com a Fenaban, não há justificativa para que o setor demita, diante dos resultados obtidos. “É preciso que os bancos, que operam como concessões públicas, tenham responsabilidade social – ainda mais neste momento de pandemia, e também na pós-pandemia, quando a economia precisará viver um momento de intensa recuperação – e não colaborem para o aumento da já elevadíssima taxa de desemprego no país. Além disso, é necessário combater a sobrecarga de trabalho no setor bancário, um dos principais fatores de adoecimento da categoria. Isso não se faz demitindo, e sim contratando”, afirma Ivone.
Parâmetros para home office
Outra reivindicação da campanha dos bancários, discutida na terça-feira (4) com os bancos, refere-se ao teletrabalho ou home office. O detalhado artigo 56 da pauta entregue à Fenaban estabelece uma série de “parâmetros mínimos” para a prestação de serviço a distância. Trata de modalidade de contratação, remuneração, benefícios, equipamentos, jornada, custos, saúde e segurança para o trabalho em casa.
Durante a pandemia, até 300 mil bancários – dois terços da categoria no país – permaneceram em home office. “Tem de ter controle da jornada de trabalho, não pode ter aumento de meta para quem está em teletrabalho. Tem de cumprir a jornada, pagar os custos com equipamentos e internet. Também tem de ter o direito a desconexão, para que o trabalho não invada o horário de almoço, a noite e a folga”, afirma a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Setor Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, também coordenadora do Comando.
A pedido dos bancários, o Dieese realizou pesquisa sobre o tema com aproximadamente 11 mil trabalhadores. Apenas 19% afirmaram ter um cômodo apropriado para o serviço em casa. Perto da metade (44,8%) usa a sala como escritório. E até a cozinha é utilizada: foi a opção para 5,1% dos entrevistados.
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