27/07/2020
Desmantelamento: Saída de Rubem Novaes não reverte projeto de privatização do Banco do Brasil

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, entregou sua carta de renúncia ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes. O banco divulgou a informação aos investidores no dia 24 de julho em um “fato relevante”. Segundo o comunicado, o que motivou o pedido foi a necessidade de o banco se renovar “para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário”.
“Todos sabemos da importância que o Banco do Brasil tem para a sociedade e de sua capacidade para atender as demandas que lhes são colocadas. Mas, Novaes não acreditava neste potencial, ou sabia da capacidade do banco e foi colocado no posto justamente para miná-lo. Seja por um motivo ou por outro, jamais deveria ter assumiu o cargo”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.
“Mas, sabemos também das intenções do ministro da Economia (Paulo Guedes) de privatizar o banco. Por isso, apesar de Novaes já ter ido tarde, não podemos esperar algo melhor de quem o substituirá. Todos os postulantes ao cargo são representantes do mercado e também defendem a continuidade do desmonte para forçar a privatização do banco”, completou.
Fukunaga lembrou ainda das declarações de Paulo Guedes durante a famosa reunião ministerial, na qual o ministro disse que, apesar de ter um liberal na presidência do banco, não conseguia rumar para a privatização e tampouco fazer o controle das taxas de juros.
Outros deslizes
Sob o comando de Novaes, o Banco do Brasil cometeu vários deslizes. Patrocinou jantar nos Estados Unidos para homenagear o presidente Bolsonaro, mesmo depois de várias empresas terem cancelado o patrocínio; promoveu ascensão meteórica do filho do vice-presidente, Hamilton Mourão; proibiu anúncio do banco voltado ao público jovem, com a suposta alegação de que o filme publicitário utilizava atores homossexuais e usuários de drogas e isso poderia prejudicar a imagem do banco; cancelou o patrocínio a sites que supostamente veiculam notícias falsas após denúncia pelo Sleeping Giants Brasil, voltou a patrocinar o site após intervenção do vereador Carlos Bolsonaro e voltou a ter os anúncios cancelados por determinação do TCU.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Rede do Conhecimento: cursos EAD gratuitos de tira-dúvidas sobre temas bancários começam nesta quarta-feira (4)
- Comando Nacional dos Bancários define eixos temáticos das conferências estaduais e regionais
- 8 de Março: mulheres contra a violência, fim da escala 6x1 e por representação na política
- Votação da eleição do CA já começou: vote agora em Fabi Uehara (0001)
- Assembleia elege comissão para condução do processo de eleição da nova direção da Apcef/SP
- Sindicato recebe candidato da Chapa Cassi para os Associados e reforça importância da participação na eleição da entidade
- Caixa: Aniversariantes de março têm até o dia 31 para fazer a prova de vida na Funcef
- Igualdade de Oportunidades: bancárias avançam em pacto com bancos pelo fim da violência de gênero
- Igualdade de Oportunidades: trabalhadores e bancos realizarão encontro nessa segunda-feira (2)
- Enquanto empregados sofrem com SuperCaixa, Caixa Seguridade registra lucro recorde de R$ 4,3 bi e distribui dividendos de R$ 3,93 bi aos acionistas
- Chuvas em Minas Gerais mobilizam Comitê de Crise do BB, protocolo instituído na Campanha Nacional 2024
- Sindicato participa da plenária da Sebsede da CUT Rio Preto e reforça unidade diante dos desafios regionais
- Diretoria Executiva da FETEC-SP organiza estratégias para a Campanha Nacional 2026
- Sindicato lamenta morte de bancária da Caixa em tragédia das chuvas em Juiz de Fora
- Contraf-CUT, Fabi Uehara e Sindicato cobram antecipação da PLR