13/02/2020
Dia Nacional de Luta ganha força com proposta ameaçadora da Caixa Econômica

A proposta apresentada pela Caixa Econômica Federal em reunião realizada durante toda a quarta-feira (12) representa ameaça de descomissionamento sumário e de transferência arbitrária da totalidade dos empregados, sem as garantias, como “incorporação” e “asseguramento”, além das garantias para quem está de licença maternidade e saúde. O texto também não discute os direitos como “Porte” e “APA”. Por tudo isso, o Dia Nacional de Luta, realizado pelos empregados em todo o país nesta quinta-feira (13), ganhou ainda mais força.
A Caixa negava que o processo de manifestação de interesse era uma revalidação das funções feita pelos trabalhadores até então. Porém, o documento entregue na quarta-feira (12) comprova a acusação dos representantes dos empregados.
A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa tentou negociar com o banco a todo momento. “Depois que a Caixa nos apresentou sua proposta, dissemos que deveríamos levar para a apreciação da base e apresentamos nossa contraproposta, com a cobrança das garantias necessárias para todos os empregados. Foi aí que a direção do banco encerrou a reunião, declarando encerrada a negociação e se retirando da mesa”, afirmou Dionísio Reis, coordenador da CEE/ Caixa.
Ainda na quarta-feira, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) conseguiu suspender todo o processo de reestruturação, por meio de uma liminar e – por pressão da Comissão – o portal UmasóCaixa foi retirado do ar pelo banco. A plataforma era responsável por receber as manifestações de interesse dos empregados que optaram pela mudança de função e lotação do plano de reestruturação, sendo usada pela Caixa para validar a função dos empregados.
Dionisio lembra que a CEE não pode assinar qualquer documento sem a apreciação da base, por simples ameaça do banco. “A direção da Caixa sabe da força da luta dos empregados. Seremos vitoriosos e não assinaremos o descomissionamento arbitrário de ninguém, ninguém solta a mão de ninguém.”
A coordenação das CEE reafirma que representa todos os empregados, sem qualquer discriminação. “A Caixa tenta dividir os trabalhadores por cargos. Mas, eles esquecem que na Comissão Executiva dos Empregados estão representados a Contraf-CUT, as federações e os sindicatos e, através deles, a totalidade dos empregados da Caixa. Temos responsabilidade na defesa da Caixa 100% pública e dos direitos. Enfrentaremos processo de negociação e esperamos garantir a assinatura de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ainda neste ano de 2020. Para isso, precisaremos de muita união e luta. Contamos com 100% dos trabalhadores”.
Sindicato realiza plenária nesta quinta (13)
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, em parceria com a APCEF/SP, realizará nesta quinta, 13 de fevereiro, às 18h30, no auditório da entidade, plenária para debater com os empregados da Caixa Econômica Federal os impactos e formas de enfrentar a proposta de reestruturação na rede anunciada pela direção do banco.
“Temos uma preocupação enorme com as condições de trabalho, já que uma reestruturação deste tipo poderá aumentar a cobrança por metas e, consequentemente, o assédio moral também. Reivindicamos como fundamental a abertura de uma discussão com as entidades para buscar soluções para os impactos na vida funcional dos empregados. É importante que o maior número de trabalhadores participe das mobilizações para debater o processo e encontrar formas de barrar essas mudanças”, destaca o diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto.

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