12/02/2020
Nesta quinta, vista preto em defesa da Caixa, por empregos e direitos dos empregados

(Arte: Márcio Baraldi)
Se a gestão da Caixa acha que fará reestruturações sem negociar com os empregados e seus representantes e não encontrará resistência, ela está redondamente enganada. Nesta quinta-feira (13), os empregados da Caixa em todo o país realizam um Dia Nacional de Luta contra a medida. O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região também estará mobilizado, com atividades para debater os prejuízos dessas medidas para os empregados e formas de enfrentamento. A entidade convoca os empregados da Caixa a vestirem preto e somarem-se à luta.
Acontecerá no auditória da entidade, às 18h30, uma plenária, realizada em parceria com a Apcef-SP. "A reestruturação, da maneira como foi planejada, aumenta a precarização das condições de trabalho, resultando em problemas como mudança brusca de atividades, cobranças de metas abusivas, descomissionamentos sumários, fim de postos de trabalho e transferências compulsórias. É muito importante que todos os empregados de nossa base territorial participem da plenária do dia 13. A mobilização faz parte das ações realizadas pelo Sindicato, que reivindica da direção do banco soluções para os problemas e prejuízos que essa reestruturação poderá trazer aos trabalhadores da instituição e ao seu papel social. É preciso fortalecer a luta pela manutenção dos empregos e direitos da categoria", ressalta o diretor Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Nesta terça feira (11), o movimento sindical conseguiu uma importante vitória para os empregados ao obter uma tutela antecipada suspendendo a aplicação da reestruturação agté que sejam realizadas negociações no âmbito da Mesa Permanente de Negociação.
Na última segunda-feira (10), a direção do banco anunciou um cronograma de reestruturação que ameaça funções e o papel social do banco. A maioria dos empregados teria apenas até hoje (12) para se manifestar sobre a função e lotação desejada. Além das informações insuficientes que causam inúmeros questionamentos, o sistema disponibilizado pelo banco para isto sequer está funcionando. O Sindicato orienta que, antes de qualquer manifestação de interesse, é importante aguardar a mesa de negociação dos representantes dos empregados da Caixa com o banco, que ocorrerá também nesta quarta-feira.
É válido reforçar que o ataque não é apenas contra os gerentes pessoa física, superintendentes, tesoureios ou caixas. É uma agressão do governo contra os trabalhadores de empresas públicas, dizendo que ninguém é bom o bastante para eles, fazendo com que se defendam para continuar a exercerem seus papéis, com um trabalho considerado exemplar.
A postura da Caixa desrespeita os empregados de ponta a ponta e o momento é de união em defesa do banco, já que todos estão vulneráveis a ataques.
É preciso participar de todos os atos organizados pelos trabalhadores da Caixa, seja o mais sútil deles, como vestir-se de preto, ou dos mais duros e que precisam de mais engajamento. É hora de somar-se aos colegas que sempre fizeram a luta, e de mostrar unidade dos trabalhadores contra este desmonte.
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