29/10/2019
O Brasil é nosso: Seminário ressalta a importância dos bancos públicos para o país

Bancários e bancárias de todo o país vão até Brasília, nesta terça-feira (29), para debater a importância dos bancos públicos para a sociedade brasileira. O seminário “O Brasil é nosso” será promovido pelas frentes parlamentares mistas em Defesa da Soberania Nacional e em Defesa dos Bancos Públicos como parte da campanha em defesa dos bancos públicos, da soberania nacional, do crédito, do emprego e do desenvolvimento e conta com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa (Fenae).
O evento será realizado no teatro do Sindicato dos Bancários de Brasília (EQS 314/315, Bloco A – Asa Sul, Brasília/DF).
“Os bancos públicos são instrumentos estratégicos. Quando bem usados pelo governo, dispõem crédito para o desenvolvimento e, consequentemente, geram emprego e renda para os trabalhadores”, explicou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.
“Mais do que isso, os bancos públicos são fundamentais para o desenvolvimento igualitário do país, como determina a Constituição Federal e a legislação específica do sistema financeiro. São os bancos públicos que concedem crédito para as regiões mais carentes. Os privados concentram sua atuação na região Sudeste”, completou a presidenta da Contraf-CUT, lembrando que somente os bancos públicos investem onde os privados não têm interesse. “Os bancos privados têm como objetivo o lucro. Os públicos visam o retorno para a sociedade”, concluiu.
Crédito para quem precisa
Um levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados do Banco Central de março de 2019, mostra que 90,9% do crédito na região Norte é concedido por bancos públicos. No Centro-Oeste, 88,1%; no Nordeste 84,8%; e no Sul 80,5%. Somente na região Sudeste os bancos privados detêm a maior parte do crédito (69,3%).
Até a gestão passada, o predomínio dos bancos públicos na carteira de crédito era ainda maior. Em fevereiro de 2018, os bancos públicos eram responsáveis por 94,5% do crédito na região Norte; 91,8% no Centro-Oeste; 87,3% no Nordeste; e 84% no Sul.
Considerando as carteiras específicas de crédito rural e habitacional, os bancos públicos respondem por 72,9% e 80,5%, respectivamente, dos financiamentos para estas áreas em todo o país, chegando a responder pela totalidade do crédito destas carteiras em algumas regiões.
Soberania
O vice-presidente da Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, que é também secretário de Finanças da Contraf-CUT, ressaltou ainda a importância dos bancos públicos para a soberania nacional. “Em 2009, quando os bancos privados restringiram ainda mais o crédito, o governo usou os bancos públicos para estimular a economia e evitar estragos ainda maiores ao país”, lembrou. “O país precisa manter essa ferramenta estratégica fundamental para conseguir controlar o fomento ao desenvolvimento do país”, concluiu.
O secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, acrescenta que é preciso chamar a atenção de toda a sociedade para a importância dos bancos públicos na garantia e manutenção de políticas sociais nas áreas de habitação, agricultura familiar, educacional, entre outras, assim como para o risco que toda a população corre com as ameaças de desmonte promovidas pelo governo.
“Na medida em que o serviço é precarizado, se justifica para a população a privatização dessas instituições. Sabemos o quanto representam como fomentadoras do desenvolvimento ao país. Daí a importância de todos estarem unidos no combate ao desmonte dos bancos públicos. Defender a Caixa e o Banco do Brasil é defender o interesse de todos os brasileiros”, ressalta o dirigente sindical.
30 de Outubro é dia de defender a soberania nacional, direitos e empregos
Na manhã do dia seguinte ao do seminário, também em Brasília, a categoria bancária se junta a trabalhadores de outras categorias para participar do ato em defesa da soberania nacional. A atividade ocorrerá em frente à sede do Ministério da Economia, na Esplanada dos Ministérios, Bloco P.
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