22/10/2019
CUT convoca ato no dia 30 de outubro, em Brasília, por soberania, direitos e empregos

No primeiro ato depois da eleição da nova direção Nacional da CUT, no próximo dia 30, em Brasília, em frente à sede do ministério da Economia, os dirigentes vão defender o patrimônio público, a implementação de políticas de geração de emprego e renda e o fortalecimento do diálogo com a sociedade que precisa saber dos prejuízos que o programa de privatização do governo representa para o Brasil e para os brasileiros.
“A classe trabalhadora tem uma missão importante de não permitir a destruição da soberania e não permitir a entrega dos direitos duramente conquistados”, disse o presidente da CUT, Sérgio Nobre, ao convocar para a mobilização em Brasília os trabalhadores e trabalhadores no último domingo (13).
A mobilização do dia 30 foi aprovada no 13° Congresso Nacional da CUT na semana passada, mas “queremos chamar todas e todos para que estejam presentes nessa luta”, disse.
Enquanto o mundo reestatiza, Brasil privatiza
Na contramão do mundo, que entre 2000 e 2017 reestatizou pelo menos 884 empresas de um total de 835 privatizadas que aumentaram os preços e ofereceram um serviço de má qualidade à população, o governo Bolsonaro anunciou que vai vender ou extinguir 17 empresas públicas, como Correios, Telebras, Eletrobras, CBT e EBC. A Petrobrás não está na lista divulgada, mas o ministro já falou que vai privatizar a principal estatal do país. O Sindicato dos Petroleiros da Bahia denunciou que a Petrobras vai encerrar as atividades em todo o Nordeste, a começar pela sede da empresa em Salvador. Os bancos públicos – Caixa e Banco do Brasil – também estão na mira dos privatistas.
Destruição do país e a resistência
Para o presidente da CUT, o projeto da direita para fraudar a eleição em 2018, eleger um presidente de extrema direita e implementar a proposta neoliberal de arrocho social, trabalhista e previdenciário e acelerar o programa de privatização, que teve início no governo do ilegítimo Michel Temer (MDB-SP), começou com o golpe de 2016.
“A Lava Jato, que a gente já denunciava desde o início, a pretexto do combate à corrupção, tinha um projeto político e um projeto de poder”, disse Sergio Nobre.
De acordo com o dirigente, “eles ficaram a vontade para colocar o projeto político deles em prática, privatizar a Embraer, destruir o setor da construção civil, as universidades brasileiras, a pesquisa, a ciência, os direitos trabalhistas e previdenciários e, como se não bastasse, ainda querem a privatização da Petrobras e do Pré-Sal”.
Trecho da resolução do 13º Concut que propôs a mobilização do dia 30, ressalta justamente a defesa do patrimônio que pertence aos brasileiros e brasileiras. ”O patrimônio nacional, os recursos naturais e os serviços públicos representam parte das riquezas do nosso país e os trabalhadores não aceitarão o desmonte, a mercantilização e a privatização destas importantes conquistas do povo brasileiro”.
O documento reforça ainda a necessidade de fortalecimento da unidade das trabalhadoras e dos trabalhadores para lutar contra os ataques aos direitos e intensificar o debate com a sociedade sobre a importância da defesa das empresas públicas, das estatais e dos serviços públicos, mostrando que, enquanto o mundo se arrepende das vendas, o Brasil prepara uma liquidação.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- CEE/Caixa debate remuneração e carreira com o banco nesta sexta-feira (31)
- Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período
- CEBB cobra valorização da carreira, melhorias nas funções e melhores condições de trabalho em negociação com o Banco do Brasil
- BB negocia remuneração, plano de carreira e valorização dos funcionários nesta sexta-feira (31)
- Em resposta ao movimento sindical, Caixa esclarece patrocínio ao atletismo
- Edital convoca empregados da Caixa para assembleia extraordinária virtual no dia 4 de agosto
- Lucro do Santander despenca em meio a demissões, terceirizações e fechamento de agências
- Trabalhadores voltam à mesa de negociação com os bancos nesta quinta-feira (30) para discutir cláusulas econômicas
- Campanha Nacional: movimento sindical cobra aumento real, diante do alto nível de lucratividade dos bancos
- Caixa: Promoção por Mérito é conquista e precisa ser paga em janeiro
- Lucro de bancos no Brasil supera os ganhos do setor em 15 países latino-americanos somados
- Representação dos empregados pede reunião com presidente da Caixa após notícias sobre atletas patrocinados
- Mesa única de negociação: o escudo que salvou bancários do arrocho e agora volta a ser alvo dos bancos
- Terceira rodada de negociação com o Santander terá saúde como tema central nesta terça-feira (28)
- Dia Nacional de Luta: Sindicato intensifica mobilização em Catanduva para fortalecer campanha e defender direitos da categoria