15/10/2019
13º Concut: Jovens terão participação garantida na CUT

(Foto: Roberto Parizotti)
Os jovens brasileiros são os mais afetados pela corrosão do mercado de trabalho. No primeiro trimestre deste ano, 41,8% da população de 18 a 24 anos fazia parte do grupo dos subutilizados — ou seja, estavam desempregados, desistiram de procurar emprego ou tinham disponibilidade para trabalhar por mais horas na semana.
Em números absolutos, são 7,337 milhões de jovens brasileiros subutilizados, o maior número já registrado desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) começou a ser feita em 2012 — do total, 4,26 milhões estavam desempregados, procurando trabalho, levando a uma taxa de desemprego entre esse grupo de 27,3%.
Diante dessa realidade desoladora, os delegados e delegadas do 13º Congresso Nacional da CUT - Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia, elegeram, em chapa única, a nova direção Nacional da CUT para o mandato de 2019/2023. Para a presidência da entidade foi eleito por unanimidade o metalúrgico do ABC, Sérgio Nobre.
O Concut também incluiu em seu plano de lutas a orientação de participação de no mínimo 10% de jovens em congressos, conferências, plenárias e espaços de formação.
O plano de lutas de uma central orienta a ação sindical do próximo período para todos os sindicatos, federações e confederações filiadas à central sindical.
“A demanda da inclusão da Juventude está na sociedade. Em muitas categorias, os trabalhadores de até 35 anos são maioria. Além disso, a geração que nasceu nos anos 2000 está entrando no mercado de trabalho. Esse público exige respostas mais rápidas e ações diferenciadas.
Com essa orientação, a CUT busca, além de representar melhor os trabalhadores, dar mais dinamismo para sua ação e intervenção na sociedade”, avalia Lucimara Malaquias, vice-presidente da UNI Americas.
Ela enfatiza que revolução 4.0, a transformação digital e o novo mundo do trabalho exigem sindicatos dinâmicos, representativos e com nova linguagem e novas formas de interação.
“A relação entre diferentes gerações enriquece a todos. A troca e o aprendizado podem trazer melhores resultados para a ação sindical visando sempre a garantia de direitos para os trabalhadores. Isso envolve coragem, inovação e organização na qual novas consicências possam participar das decisões; organização que pede renovação”, opina a dirigente.
“Também buscamos maneiras de inovar, seja na linguagem, seja na ação. Precisamos ainda pensar na formação de novas lideranças e no processo transitório. Estamos sinalizando para a juventude: queremos te ouvir e construirmos juntos novos métodos”, afirma Lucimara, acrescentando que foi aprovado na UNI, Sindicato Global, orientação semelhante.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- STF vai julgar transparência salarial e movimento sindical defende validade da lei
- Em mesa, CEE denuncia desvalorização dos empregados e cobra respostas da Caixa
- Ao arrepio da lei e da negociação coletiva, Santander quer prejudicar ‘hipersuficientes’
- ELEIÇÕES SINDICAIS 2026: COMUNICADO
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais