01/10/2019
Apenas 62,4% dos trabalhadores brasileiros estão contribuindo para a Previdência Social

(Foto: Roberto Parizotti/CUT)
Apesar de o País ter atingindo no trimestre encerrado em agosto o maior contingente de pessoas trabalhando (93,631 milhões), as contribuições feitas ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) atingiu o menor patamar (62,4%) desde 2012, revela recorte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na sexta-feira (27).
A alta taxa de desemprego (11,8%) que, apesar de ter se estabilizado ainda atinge 12,6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, e a taxa informalidade (41,4% da população ocupada) que registrou no trimestre encerrado em agosto um total de 38,8 milhões de brasileiros trabalhando sem direitos, estão entre as razões para o aumento no número de brasileiros que não conseguem contribuir para a aposentadoria.
A analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, diz que nem os setores tradicionalmente mais formais, como a indústria e o setor de informação, comunicação e atividades financeiras, registraram avanço significativo nas contratações com carteira assinada. E na indústria e na construção civil houve aumento no trabalho por conta própria no trimestre encerrado em agosto.
Desde que o ilegítimo Michel Temer (MDB) sancionou a reforma Trabalhista ficou claro que o país não ia gerar os 6 milhões de empregos com carteira assinada prometidos, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas, lembrando que “a CUT sempre denunciou que o governo estava legalizando os bicos e a informalidade e que isso afetaria o financiamento da Seguridade e Previdência Social com consequências graves para a arrecadação que comprometem as futuras aposentadorias dos trabalhadores que estão entrando no mercado de trabalho”.
"A queda no percentual de trabalhadores e trabalhadoras contribuindo com o INSS, revelada pelo IBGE, comprova as previsões que fizemos sobre o aumento do trabalho precário", diz Vagner Freitas.
“No futuro próximo teremos uma legião de trabalhadores sem direito a benefícios previdenciários que poderiam garantir uma sobrevivência com o mínimo de dignidade, tanto na hora de se aposentar quanto nas emergências de saúde quando precisam do auxílio doença ou quando se acidentam gravemente e se aposentam por invalidez", conclui Vagner.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- CEE rejeita proposta da Caixa para Promoção por Mérito
- Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período
- CEBB cobra valorização da carreira, melhorias nas funções e melhores condições de trabalho em negociação com o Banco do Brasil
- Em resposta ao movimento sindical, Caixa esclarece patrocínio ao atletismo
- Edital convoca empregados da Caixa para assembleia extraordinária virtual no dia 4 de agosto
- Lucro do Santander despenca em meio a demissões, terceirizações e fechamento de agências
- Trabalhadores voltam à mesa de negociação com os bancos nesta quinta-feira (30) para discutir cláusulas econômicas
- Campanha Nacional: movimento sindical cobra aumento real, diante do alto nível de lucratividade dos bancos
- Caixa: Promoção por Mérito é conquista e precisa ser paga em janeiro
- BB negocia remuneração, plano de carreira e valorização dos funcionários nesta sexta-feira (31)
- Lucro de bancos no Brasil supera os ganhos do setor em 15 países latino-americanos somados
- CEE/Caixa debate remuneração e carreira com o banco nesta sexta-feira (31)
- Representação dos empregados pede reunião com presidente da Caixa após notícias sobre atletas patrocinados
- Mesa única de negociação: o escudo que salvou bancários do arrocho e agora volta a ser alvo dos bancos
- Terceira rodada de negociação com o Santander terá saúde como tema central nesta terça-feira (28)