26/09/2019
Bancos lucram mais de R$ 50 bi no primeiro semestre, mas seguem reduzindo salários

O setor bancário eliminou 1,4 mil postos de trabalho entre janeiro e agosto deste ano. O dado é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério da Economia. O saldo foi positivo em agosto, com a criação de 475 postos de trabalho, mas segue negativo no acumulado do ano.
De longe, o setor bancário é o mais lucrativo do país e segue ganhando muito da população com a cobrança de tarifas e juros extorsivos. Entretanto, oferece muito pouco retorno à sociedade. Tal retribuição deveria vir na forma da concessão de crédito a juros civilizados ou por meio da criação de vagas de empregos em uma realidade de sobrecarga de trabalho no setor bancário e em um cenário macro de baixa atividade econômica com mais de 12 milhões de desempregados.
Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Federal e Banco do Brasil lucraram, juntos, no primeiro semestre deste ano, R$ 50,5 bilhões, crescimento de 20,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Esses que são os cinco maiores bancos que atuam no país concentram 90% dos empregos bancários.
Só com o que arrecadam com tarifas cobradas dos clientes, os maiores bancos pagam todos os seus funcionários e ainda sobra muito, o que comprova que essas instituições podem e devem contratar mais a fim de fornecer um atendimento melhor, amenizar a sobrecarga que adoece tantos trabalhadores e contribuir para a redução do desemprego que assola o país.
Rotatividade
Os bancos também lucram com a rotatividade. O Caged aponta que, de janeiro a agosto, o salário médio dos bancários contratados foi de R$ 4.655, enquanto os demitidos ganhavam R$ 6.879. Ou seja, os contratados ganham em média apenas 68% da média salarial dos desligados.
No recorte do mês de agosto, o salário médio dos admitidos (R$ 4.529) foi 31% menor do que o dos demitidos (R$ 6.601).
Discriminação contra mulheres
Além da rotatividade, os bancos seguem com a discriminação de gênero. Nos primeiros oito meses do ano, o salário médio das mulheres contratadas (R$ 3.973) foi 24% menor do que o dos homens contratados (R$ 5.238). Apenas no mês de agosto, o salário das mulheres contratadas (R$ 3.989) é 20% menor do que o dos homens admitidos (R$ 5.015).
Uma discriminação injustificável, já que, comprovadamente, as mulheres se especializam mais do que os homens e muitas vezes ainda enfrentam jornadas duplas ou triplas de trabalho, tendo de cuidar, muitas vezes sozinhas, dos filhos e das tarefas domésticas, além do emprego.
"Cobramos que os bancos cumpram o papel social que possuem no desenvolvimento do país, promovendo na prática o que tanto pregam em suas campanhas publicitárias. Ou seja, reivindicamos atendimento de qualidade, respeito aos trabalhadores e clientes, ampliação das contratações e da equidade salarial entre homens e mulheres. Instituições que batem recorde de lucratividade não deveriam ofertar ao país agências lotadas, filas enormes, falta de segurança, tarifas altíssimas e discriminação ao cliente", ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
De longe, o setor bancário é o mais lucrativo do país e segue ganhando muito da população com a cobrança de tarifas e juros extorsivos. Entretanto, oferece muito pouco retorno à sociedade. Tal retribuição deveria vir na forma da concessão de crédito a juros civilizados ou por meio da criação de vagas de empregos em uma realidade de sobrecarga de trabalho no setor bancário e em um cenário macro de baixa atividade econômica com mais de 12 milhões de desempregados.
Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Federal e Banco do Brasil lucraram, juntos, no primeiro semestre deste ano, R$ 50,5 bilhões, crescimento de 20,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Esses que são os cinco maiores bancos que atuam no país concentram 90% dos empregos bancários.
Só com o que arrecadam com tarifas cobradas dos clientes, os maiores bancos pagam todos os seus funcionários e ainda sobra muito, o que comprova que essas instituições podem e devem contratar mais a fim de fornecer um atendimento melhor, amenizar a sobrecarga que adoece tantos trabalhadores e contribuir para a redução do desemprego que assola o país.
Rotatividade
Os bancos também lucram com a rotatividade. O Caged aponta que, de janeiro a agosto, o salário médio dos bancários contratados foi de R$ 4.655, enquanto os demitidos ganhavam R$ 6.879. Ou seja, os contratados ganham em média apenas 68% da média salarial dos desligados.
No recorte do mês de agosto, o salário médio dos admitidos (R$ 4.529) foi 31% menor do que o dos demitidos (R$ 6.601).
Discriminação contra mulheres
Além da rotatividade, os bancos seguem com a discriminação de gênero. Nos primeiros oito meses do ano, o salário médio das mulheres contratadas (R$ 3.973) foi 24% menor do que o dos homens contratados (R$ 5.238). Apenas no mês de agosto, o salário das mulheres contratadas (R$ 3.989) é 20% menor do que o dos homens admitidos (R$ 5.015).
Uma discriminação injustificável, já que, comprovadamente, as mulheres se especializam mais do que os homens e muitas vezes ainda enfrentam jornadas duplas ou triplas de trabalho, tendo de cuidar, muitas vezes sozinhas, dos filhos e das tarefas domésticas, além do emprego.
"Cobramos que os bancos cumpram o papel social que possuem no desenvolvimento do país, promovendo na prática o que tanto pregam em suas campanhas publicitárias. Ou seja, reivindicamos atendimento de qualidade, respeito aos trabalhadores e clientes, ampliação das contratações e da equidade salarial entre homens e mulheres. Instituições que batem recorde de lucratividade não deveriam ofertar ao país agências lotadas, filas enormes, falta de segurança, tarifas altíssimas e discriminação ao cliente", ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
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