16/09/2019
Resolução do BC determina que bancos não podem recusar atendimento presencial

(Foto: Seeb-SP)
O Banco Central publicou resolução, no dia 2 de setembro, que determina que bancos não podem deixar de atender clientes presencialmente, mesmo quando disponíveis outros canais de atendimento.
De acordo com a resolução, é “vedado às instituições impedir o acesso, recusar, dificultar ou impor restrição ao atendimento presencial em suas dependências, inclusive em guichês de caixa, a clientes ou usuários de produtos e de serviços, mesmo quando disponível o atendimento em outros canais”.
A resolução determina ainda que “é vedada a imposição de restrições quanto à quantidade de documentos, de transações ou de operações por pessoa, bem como em relação a montante máximo ou mínimo a ser pago ou recebido ou ainda quanto à faculdade de o cliente ou o usuário optar por pagamentos em espécie”.
“O processo de migração das operações bancárias para canais digitais está crescendo a passos largos nos últimos anos, o que representa uma expressiva redução de custos operacionais para as instituições financeiras. A aplicação de tecnologia precisa, de fato, gerar ganhos para todos os agentes envolvidos no processo, ou seja, empresas, trabalhadores e consumidores, no entanto, não é o que se observa no caso dos bancos. Os clientes seguem pagando as mais elevadas taxas de juros e tarifas bancárias do mundo. Os trabalhadores também não se beneficiam, pois milhares perderam seus empregos ao invés de serem recolocados em outra ocupação ou de terem sua jornada de trabalho reduzida, debate que a tecnologia permite que venha a tona”, enfatiza Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
Todo esse incremento de lucro, portanto, foi inteiramente apropriado pelos acionistas dos bancos. Apenas em 2018 os dividendos distribuídos pelos três maiores bancos privados do Brasil chegaram a R$ 33 bilhões, com alta de 43%.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região luta arduamente pela manutenção do emprego formal, com garantias para o trabalhador. "A tecnologia, da maneira como está sendo implantada, tem servido como um movimento concentrador de lucros, excludente, eliminador de postos de trabalho e que sobrecarrega de funções e responsabilidades os trabalhadores. O Sindicato não se opõe às novas tecnologias, mas defende que elas devem auxiliar os trabalhadores, e não servir apenas à ganância do setor patronal com a maximização dos lucros e precarização das relações de trabalho", reforça o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo.
"Instituições financeiras devem cumprir seu papel social e a função de atender com qualidade clientes usuários. E para isso, precisam gerar emprego e não desemprego, contratando mais trabalhadores para as agências bancárias a fim de diminuir a pressão e a sobrecarga, e colocar a tecnologia a serviço dos clientes e não somente dos seus lucros", acrescenta o presidente da entidade, Roberto Carlos Vicentim.
De acordo com a resolução, é “vedado às instituições impedir o acesso, recusar, dificultar ou impor restrição ao atendimento presencial em suas dependências, inclusive em guichês de caixa, a clientes ou usuários de produtos e de serviços, mesmo quando disponível o atendimento em outros canais”.
A resolução determina ainda que “é vedada a imposição de restrições quanto à quantidade de documentos, de transações ou de operações por pessoa, bem como em relação a montante máximo ou mínimo a ser pago ou recebido ou ainda quanto à faculdade de o cliente ou o usuário optar por pagamentos em espécie”.
“O processo de migração das operações bancárias para canais digitais está crescendo a passos largos nos últimos anos, o que representa uma expressiva redução de custos operacionais para as instituições financeiras. A aplicação de tecnologia precisa, de fato, gerar ganhos para todos os agentes envolvidos no processo, ou seja, empresas, trabalhadores e consumidores, no entanto, não é o que se observa no caso dos bancos. Os clientes seguem pagando as mais elevadas taxas de juros e tarifas bancárias do mundo. Os trabalhadores também não se beneficiam, pois milhares perderam seus empregos ao invés de serem recolocados em outra ocupação ou de terem sua jornada de trabalho reduzida, debate que a tecnologia permite que venha a tona”, enfatiza Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
Todo esse incremento de lucro, portanto, foi inteiramente apropriado pelos acionistas dos bancos. Apenas em 2018 os dividendos distribuídos pelos três maiores bancos privados do Brasil chegaram a R$ 33 bilhões, com alta de 43%.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região luta arduamente pela manutenção do emprego formal, com garantias para o trabalhador. "A tecnologia, da maneira como está sendo implantada, tem servido como um movimento concentrador de lucros, excludente, eliminador de postos de trabalho e que sobrecarrega de funções e responsabilidades os trabalhadores. O Sindicato não se opõe às novas tecnologias, mas defende que elas devem auxiliar os trabalhadores, e não servir apenas à ganância do setor patronal com a maximização dos lucros e precarização das relações de trabalho", reforça o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo.
"Instituições financeiras devem cumprir seu papel social e a função de atender com qualidade clientes usuários. E para isso, precisam gerar emprego e não desemprego, contratando mais trabalhadores para as agências bancárias a fim de diminuir a pressão e a sobrecarga, e colocar a tecnologia a serviço dos clientes e não somente dos seus lucros", acrescenta o presidente da entidade, Roberto Carlos Vicentim.
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