18/12/2018
Insegurança bancária: Empresário morre durante assalto de malote em Ibitinga (SP)

(Foto: Portal Ternura FM/Divulgação)
Um assalto na tarde de segunda-feira (17) deixou uma pessoa morta e duas feridas após um tiroteio em Ibitinga (SP). Segundo a Polícia Militar, o dono de uma lotérica levava um malote com R$ 125 mil para ser depositado em uma agência da Caixa, quando foi abordado por uma dupla de assaltantes que chegou numa moto.
O ocorrido vem se somar às estatísticas, que cresceram consideravelmente nos últimos anos. Os assaltos às casas lotéricas já se tornaram comuns há algum tempo dada à facilidade de acesso e a falta de equipamentos de segurança.
Os bancos têm uma grande parcela de responsabilidade em episódios como esse. A legislação exige dessas instituições o cumprimento de uma série de quesitos de segurança para a operacionalidade de uma agência, como portas giratórias com detectores de metais, a presença de vigilantes e o transporte dos valores através de carros-fortes. O que não ocorre no caso das lotéricas e demais correspondentes bancários.
O movimento sindical vem denunciando há algum tempo que a irresponsável transferência de serviços bancários, como o pagamento de boletos e saques para tais correspondentes, expõe clientes e trabalhadores a situações de risco de morte e de traumas psicológicos.
A luta do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, bem como das demais entidades sindicais que representam os bancários em todo o país, é pelo cumprimento da legislação na sua íntegra, garantindo a segurança e bem-estar de clientes e trabalhadores dessas instituições.
“É inaceitável que os bancos, apesar de lucrarem absurdamente à custa de toda a sociedade, não invistam parte dos seus resultados na contratação de mais funcionários e na ampliação do atendimento à população. Ao contrário, priorizam apenas o aumento da sua lucratividade a qualquer custo”, critica o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Luiz Eduardo Campolungo.
De acordo com o também diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto, apesar dos bancos terem adotado algumas ações de segurança, outras medidas poderiam ser tomadas para evitar que correspondentes bancários sejam expostos a situações de risco. Na visão do dirigente, o Governo do Estado também precisa reforçar o policiamento nas cidades do interior, uma vez que elas se tornaram alvos preferenciais dos bandidos, exatamente por não oferecer qualquer resistência policial.
"O Sindicato lamenta o ocorrido e permanece ativo na luta por mais segurança", conclui Tony.
Entenda o caso
A ação aconteceu no cruzamento da Avenida Victor Maida com a Rua Daniel Freitas, no centro da cidade.
Durante o assalto, o empresário Valter de Morais, de 62 anos, foi atingido por um disparo no rosto e faleceu no local.
Um policial civil passava pelo local de moto e tentou evitar o assalto. Teve início um tiroteio que terminou com o policial civil baleado na perna. Uma médica que passava pela rua em seu carro também acabou atingida de raspão na perna.
Os ladrões conseguiram fugir e, segundo informações do boletim de ocorrência, levaram o valor, em dinheiro e cheques, que estava no malote.
O policial civil foi levado para a Santa Casa de Ibitinga, onde foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A mulher que se feriu de raspão também foi para a Santa Casa e está internada em observação.
O corpo do dono da lotérica será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara. O velório de Valter de Morais será feito na capela do Cemitério Municipal de Ibitinga e o enterro está previsto para a tarde desta terça-feira (18).
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