12/12/2018
Diretoria da Cassi, mais uma vez, protege o banco e manda a conta para os associados

(Arte: Fabiana Tamashiro)
A diretoria da Cassi, através do seu conselho deliberativo, aprovou aumento para a coparticipação mesmo tendo em mãos uma proposta construída pelas entidades representativas dos associados da caixa de assistência (veja abaixo) que busca evitar alta nos valores das mensalidades e procedimentos médicos.
A coparticipação passou de 30% para 40% nas consultas e em diagnose e de 10% para 20% em terapia. Com essa mudança, a caixa de assistência dos funcionários do Banco do Brasil vai arrecadar mais R$ 84 milhões dos associados e zero do BB.
A decisão foi tomada com votos dos diretores e conselheiros deliberativos indicados pelo banco, com apoio do diretor eleito de Saúde e Rede de Atendimento, Luiz Satoru Ishiyama, e do presidente do Conselho Deliberativo eleito, Sérgio Faraco. Os demais representantes eleitos votaram contra.
> Entidades sindicais entregam proposta Cassi à direção do BB, mas banco se nega a negociar
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, a diretoria eleita pelos usuários da Cassi se mostra mais uma vez instransigente e totalmente descompromissada com os trabalhadores ao aprovar um aumento para os associados poucos dias após ter aceitado encaminhar para o Banco do Brasil uma proposta elaborada coletivamente pelas entidades representativas.
“É inadimissível esse tipo de comportamento. Isso demonstra que parte da diretoria está no comando da caixa de assistência para defender interesses do BB ao invés de defender os interesses dos associados, tentando transferir para os trabalhadores a responsabilidade pelo déficit da Cassi", portesta Vicentim.
Fim das Conferências de Saúde
Além do aumento da coparticipação, o próprio representante eleito do conselho deliberativo, Sérgio Faraco, cumprindo uma promessa de campanha, está cancelando todas as conferências estaduais de saúde. Trata-se de uma decisão política, pois foi por meio desses fóruns deliberativos realizados com a participação direta dos usuários que surgiram propostas que visavam alertar para os perigos das reformas que o banco estava propondo.
É importante destacar que as conferências permitem a aproximação dos usuários com os problemas da Cassi e possibilitam acesso a informações e a construção de opiniões e propostas.
Proposta das entidades dos trabalhadores encaminhada ao banco
A proposta elaborada por entidades como Contraf-CUT, AAFBB, Anabb, Contec, Faabb, e já encaminhada à diretoria do Banco do Brasil, mantém as contribuições normais de 3% para os associados e 4,5% para o banco, não cria novas formas de contribuição por dependente ou faixa etária e mantém o modelo de governança paritária sem voto de minerva. Cria aportes e contribuições adicionais de 2019 a 2023, na proporção de 40% para os associados e 60% para o banco.
As contribuições e aportes extraordinários a vigorar até 2023 são os seguintes:
Associados ativos e aposentados – contribuição extraordinária de 2% ao mês.
Banco do Brasil – contribuição extraordinária de 3% para os ativos. Liquidação antecipada do custeio dos dependentes indiretos (R$ 450 milhões). Mantém a contribuição patronal de 4,5% para os aposentados, mas, em contrapartida, o banco ressarce os custos dos programas assistenciais (R$ 27 milhões/mês) e arca com taxa de administração de 4% incidente sobre a folha de pagamento dos ativos.
Estratégia Saúde da Família – diretoria da Cassi assume a meta de aumento anual de 10% no número de inscritos no programa.
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