07/12/2018
Mobilização: bancários realizam Dia Nacional de Luta em Defesa dos Bancos Públicos
Os bancários, lotados nos principais centros urbanos do país, participaram, na quinta-feira (6), do Dia Nacional em Defesa dos Bancos Públicos. As manifestações foram idealizadas pelo Comando Nacional dos Bancários, como forma de protestos contra as ameaças de desmonte e privatização pretendidas pelo governo e representantes das direções dos bancos.
Caixa e BB juntos possuem 37,4% das agências bancárias do Brasil e estão presentes em municípios e regiões periféricas em que os bancos privados não possuem interesse de atuar. Entretanto, de 2015 a 2017, a direção do Banco do Brasil fechou 777 agências. Já a direção da Caixa, por sua vez, cortou 12.791 postos de trabalho desde 2015.
“Lutamos contra as medidas que reduzem o tamanho do banco, diminuem empregos, prejudicam clientes e atacam o papel social dessas instituições”, explica o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
O dirigente ressalta que o desmonte dos bancos públicos faz parte de um projeto que visa acabar com as políticas públicas no país, por isso a mobilização de todos é fundamental. “Não vamos nos calar e assistir a tudo sem defender os trabalhadores. Queremos uma Caixa e um BB, incentivadores do desenvolvimento social e econômico, que respeitem e reconheçam o valor de seus trabalhadores.”
Além de atividades orientadas pelo Comando Nacional dos Bancários, o Sindicato vem realizando uma série de reuniões nas agências de sua base territorial para o esclarecimento dos trabalhadores sobre as ameaças proferidas por representantes dessas instituições e membros de governos, que têm a intenção de fragilizar as empresas e vender seus ativos. Dentre outras ações, a entidade promoveu, em outubro de 2017, uma audiência pública, na Câmara Municipal de Catanduva, para sensibilizar toda a sociedade na defesa da Caixa e do BB.
“É importante conversar com toda a população para divulgar informações que não são transmitidas pela grande mídia. O governo está tentando transmitir a ideia de que as empresas públicas são ineficientes. No entanto, é inegável o papel fundamental que o Estado desempenha no desenvolvimento do Brasil. Apenas em Catanduva, os bancos públicos são responsáveis por 85,89% de todo o crédito bancário disponível no município”, exemplificou Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato.
“Na medida em que o serviço é precarizado, se justifica para a população a privatização dessas instituições. Sabemos o quanto representam como fomentadoras do desenvolvimento. Daí a importância de toda a população estar unida no combate ao desmonte dos bancos públicos. Defender a Caixa e o BB é defender o interesse de todos os brasileiros”, reforça Júlio César Trigo, secretário geral da entidade.
“No governo Temer, o Tesouro Nacional deixou de fazer aportes financeiros para a Caixa e exigiu que o BNDES antecipasse o pagamento de dívidas que seriam pagas em 60 anos. Agora, querem transferir para instituições privadas os recursos do FGTS e do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), a gestão de fundos de investimentos, as carteiras de seguros e de cartões de crédito e as loterias. Isso enfraquece os bancos públicos e desmonta sua capacidade de executar políticas públicas importantes, como o financiamento da casa própria. São áreas estratégicas que possibilitam que os bancos públicos cumpram verdadeiramente seu papel social”, completou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.
“Lutamos contra as medidas que reduzem o tamanho do banco, diminuem empregos, prejudicam clientes e atacam o papel social dessas instituições”, explica o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
O dirigente ressalta que o desmonte dos bancos públicos faz parte de um projeto que visa acabar com as políticas públicas no país, por isso a mobilização de todos é fundamental. “Não vamos nos calar e assistir a tudo sem defender os trabalhadores. Queremos uma Caixa e um BB, incentivadores do desenvolvimento social e econômico, que respeitem e reconheçam o valor de seus trabalhadores.”
Além de atividades orientadas pelo Comando Nacional dos Bancários, o Sindicato vem realizando uma série de reuniões nas agências de sua base territorial para o esclarecimento dos trabalhadores sobre as ameaças proferidas por representantes dessas instituições e membros de governos, que têm a intenção de fragilizar as empresas e vender seus ativos. Dentre outras ações, a entidade promoveu, em outubro de 2017, uma audiência pública, na Câmara Municipal de Catanduva, para sensibilizar toda a sociedade na defesa da Caixa e do BB.
“É importante conversar com toda a população para divulgar informações que não são transmitidas pela grande mídia. O governo está tentando transmitir a ideia de que as empresas públicas são ineficientes. No entanto, é inegável o papel fundamental que o Estado desempenha no desenvolvimento do Brasil. Apenas em Catanduva, os bancos públicos são responsáveis por 85,89% de todo o crédito bancário disponível no município”, exemplificou Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato.
“Na medida em que o serviço é precarizado, se justifica para a população a privatização dessas instituições. Sabemos o quanto representam como fomentadoras do desenvolvimento. Daí a importância de toda a população estar unida no combate ao desmonte dos bancos públicos. Defender a Caixa e o BB é defender o interesse de todos os brasileiros”, reforça Júlio César Trigo, secretário geral da entidade.
“No governo Temer, o Tesouro Nacional deixou de fazer aportes financeiros para a Caixa e exigiu que o BNDES antecipasse o pagamento de dívidas que seriam pagas em 60 anos. Agora, querem transferir para instituições privadas os recursos do FGTS e do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), a gestão de fundos de investimentos, as carteiras de seguros e de cartões de crédito e as loterias. Isso enfraquece os bancos públicos e desmonta sua capacidade de executar políticas públicas importantes, como o financiamento da casa própria. São áreas estratégicas que possibilitam que os bancos públicos cumpram verdadeiramente seu papel social”, completou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

Dados referentes a Catanduva (SP) sobre a contribuição dos bancos públicos no desenvolvimento do município
(Arquivo: Seeb Catanduva)
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