30/11/2018
Cresce número de trabalhadores sem direitos - sem carteira assinada e por conta própria

(Foto: Agência Brasil)
O número de trabalhadores e trabalhadoras sem carteira assinada ou sendo obrigados a trabalhar por conta própria, um dos legados nefastos da gestão de Michel Temer (MDB-SP) e sua reforma Trabalhista que acabou com 100 itens da CLT, não para de crescer, de acordo com a PNAD Contínua, divulgada na quinta-feira (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No trimestre encerrado em outubro, mais 534 mil pessoas (4,8%) foram contratadas sem carteira assinada. O total dos sem direitos, ou seja, sem Previdência, FGTS, nem INSS, férias ou 13º, pulou para 11,6 milhões de trabalhadores em relação ao trimestre de maio a julho deste ano. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, subiu 5,9% (649 mil pessoas).
Por outro lado, o número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada - 32,9 milhões de pessoas - ficou estável tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao mesmo trimestre de 2017.
Já o número dos que tiveram de trabalhar por conta própria aumentou 2,2%, mais 497 mil pessoas na comparação com o trimestre anterior, e 2,9% (mais 655 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017. Isso significa que, em outubro, 23,6 milhões de brasileiros estavam se virando para conseguir renda. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, o aumento foi de 2,9% (mais 655 mil pessoas).
Segundo a pesquisa, a taxa de desemprego foi de 11,7% e a de subutilização 24,1% no trimestre encerrado em outubro de 2018. Isso significa que 12,4 milhões de trabalhadores e trabalhadoras estão desempregados (menos 517 mil ao trimestre de maio a julho deste ano).
De acordo com os técnicos do IBGE, o que influenciou a leve queda do desemprego no trimestre de julho a outubro foi a criação de postos de trabalho durante o período eleitoral.
Mas, isso não foi suficiente para reduzir o total de trabalhadores e trabalhadoras subutilizadas - desempregados, pessoas que gostariam e precisam trabalhar mais e aquelas que desistiram de procurar emprego -, que cresceu 2,6% (mais 696 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017. Em outubro, o Brasil registrou um total de 27,2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras subutilizados. O número ficou estável em relação ao trimestre anterior deste ano (27,6 milhões).
Entre os subutilizados, o total de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas (7 milhões) aumentou 6,4% (418 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior.
Quanto aos desalentados - que também fazem parte do grupo -, o percentual do trimestre encerrado em outubro ficou estável em relação ao trimestre anterior, atingindo 4,7 milhões de pessoas, mas subiu 10,6% em relação ao mesmo trimestre de 2017.
Força de trabalho
No trimestre de agosto a outubro de 2018, a PNAD Contínua constatou que o total de pessoas ocupadas e desocupadas, que eles classificam como força de trabalho do país, aumentou 0,7% (724 mil pessoas) e passou para 105,3 milhões de pessoas. Em comparação com o trimestre anterior, houve um incremento de 724 mil pessoas (0,7%). Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, de 0,9% (acréscimo de 967 mil pessoas).
O número de pessoas ocupadas (92,9 milhões) subiu 1,4% em relação ao trimestre anterior (mais 1,2 milhão de pessoas). Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve alta de 1,5% (mais 1,4 milhões de pessoas).
Júlio César Trigo, secretário geral de Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, explica que a geração de emprego está diretamente relacionada ao aumento da atividade econômica e não com o fim dos direitos que garantem aos trabalhadores condições dignas de trabalho e sobrevivência.
O dirigente também alerta que a exemplo da reforma trabalhista estão propondo também alterações profundas no sistema previdenciário que, se forem adiante, poderão criar um cenário ainda pior para milhões de trabalhadores brasileiros. "Temer promoveu o desmonte das leis trabalhistas e, agora, o novo governo pretender dar continuidade a um projeto que não contribui em nada com o desenvolvimento do país. Por isso, nossa mobilização pela manutenção e garantia de nossos direitos e conquistas se faz ainda mais necessária."
No trimestre encerrado em outubro, mais 534 mil pessoas (4,8%) foram contratadas sem carteira assinada. O total dos sem direitos, ou seja, sem Previdência, FGTS, nem INSS, férias ou 13º, pulou para 11,6 milhões de trabalhadores em relação ao trimestre de maio a julho deste ano. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, subiu 5,9% (649 mil pessoas).
Por outro lado, o número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada - 32,9 milhões de pessoas - ficou estável tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao mesmo trimestre de 2017.
Já o número dos que tiveram de trabalhar por conta própria aumentou 2,2%, mais 497 mil pessoas na comparação com o trimestre anterior, e 2,9% (mais 655 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017. Isso significa que, em outubro, 23,6 milhões de brasileiros estavam se virando para conseguir renda. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, o aumento foi de 2,9% (mais 655 mil pessoas).
Segundo a pesquisa, a taxa de desemprego foi de 11,7% e a de subutilização 24,1% no trimestre encerrado em outubro de 2018. Isso significa que 12,4 milhões de trabalhadores e trabalhadoras estão desempregados (menos 517 mil ao trimestre de maio a julho deste ano).
De acordo com os técnicos do IBGE, o que influenciou a leve queda do desemprego no trimestre de julho a outubro foi a criação de postos de trabalho durante o período eleitoral.
Mas, isso não foi suficiente para reduzir o total de trabalhadores e trabalhadoras subutilizadas - desempregados, pessoas que gostariam e precisam trabalhar mais e aquelas que desistiram de procurar emprego -, que cresceu 2,6% (mais 696 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017. Em outubro, o Brasil registrou um total de 27,2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras subutilizados. O número ficou estável em relação ao trimestre anterior deste ano (27,6 milhões).
Entre os subutilizados, o total de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas (7 milhões) aumentou 6,4% (418 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior.
Quanto aos desalentados - que também fazem parte do grupo -, o percentual do trimestre encerrado em outubro ficou estável em relação ao trimestre anterior, atingindo 4,7 milhões de pessoas, mas subiu 10,6% em relação ao mesmo trimestre de 2017.
Força de trabalho
No trimestre de agosto a outubro de 2018, a PNAD Contínua constatou que o total de pessoas ocupadas e desocupadas, que eles classificam como força de trabalho do país, aumentou 0,7% (724 mil pessoas) e passou para 105,3 milhões de pessoas. Em comparação com o trimestre anterior, houve um incremento de 724 mil pessoas (0,7%). Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, de 0,9% (acréscimo de 967 mil pessoas).
O número de pessoas ocupadas (92,9 milhões) subiu 1,4% em relação ao trimestre anterior (mais 1,2 milhão de pessoas). Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve alta de 1,5% (mais 1,4 milhões de pessoas).
Júlio César Trigo, secretário geral de Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, explica que a geração de emprego está diretamente relacionada ao aumento da atividade econômica e não com o fim dos direitos que garantem aos trabalhadores condições dignas de trabalho e sobrevivência.
O dirigente também alerta que a exemplo da reforma trabalhista estão propondo também alterações profundas no sistema previdenciário que, se forem adiante, poderão criar um cenário ainda pior para milhões de trabalhadores brasileiros. "Temer promoveu o desmonte das leis trabalhistas e, agora, o novo governo pretender dar continuidade a um projeto que não contribui em nada com o desenvolvimento do país. Por isso, nossa mobilização pela manutenção e garantia de nossos direitos e conquistas se faz ainda mais necessária."
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